Simulação na Perícia Psiquiátrica
Gabarito: letra E. Todas as alternativas A, B, C e D contêm afirmações verdadeiras sobre a simulação em psiquiatria forense, de modo que a alternativa E, que declara a veracidade de todas, é a correta. A alternativa A recorda a inserção do termo na literatura médica em 1843 por Gavin; a B descreve a natureza da simulação como tentativa de controle do examinador; a C reproduz a definição do DSM-5 (V65.2) para simulação; e a D aponta os elementos necessários para sua confirmação (fabricação ou exagero grosseiro e esforço consciente).
Alternativa A — ✅ Correta
A afirmação é historicamente precisa. O termo “simulação” foi introduzido na literatura médica em 1843, no livro On Feigned and Factitious Diseases Chiefly of Soldiers and Seamen, de Gavin. Relatos de imitação de doenças são anteriores e aparecem mesmo em fontes mitológicas e bíblicas.
Alternativa B — ✅ Correta
A simulação é de fato uma tentativa de controle do examinador, com produção intencional de sintomas para enganar. O diagnóstico psiquiátrico depende muito do autorrelato, o que torna a simulação um desafio pericial, já que os sintomas podem ser aprendidos ou imitados.
Alternativa C — ✅ Correta
A definição apresentada corresponde exatamente à do DSM-5 (código V65.2): produção intencional de sintomas físicos ou psicológicos falsos ou grosseiramente exagerados, motivada por incentivos externos (evitar trabalho, serviço militar, obter compensação financeira, escapar de processo criminal, obter drogas).
Alternativa D — ✅ Correta
Para confirmar a simulação, é necessário haver fabricação ou exagero grosseiro de sinais/sintomas, além de esforço consciente do periciado para enganar. A magnitude desses elementos deve ser avaliada pelo perito.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa E afirma que todas as anteriores são verdadeiras, o que de fato ocorre: cada uma das assertivas A, B, C e D é correta, tornando E a resposta certa.