Questão de Criminalística — Fotografia Forense — CONSULPAM 2024
Criminalística›Fotografia Forense
Código
qg104740
Banca
CONSULPAM
Órgão
PEFOCE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal de Classe a Nível I
“A fotografia assinala detalhes e particularidades de uma a cena de crime e de suas evidências materiais. Como nos demais casos da Criminalística, nos locais de delitos de trânsito, os peritos devem fazer fotografias do local antes que sejam tocados ou movidos vestígios ou cadáveres de suas posições originais, com o objetivo de perpetuar a situação encontrada” (CEARÁ/SSPDS/AESP. Perícia em Acidentes de Trânsito. Fortaleza, 2024, p. 12).A respeito da fotografia na perícia de acidentes de trânsito, assinale a alternativa CORRETA em relação aos tipos de fotos que devem ser feitas no local do acidente:
AAs vistas de aproximação média são tiradas apenas após a movimentação dos vestígios para melhor evidência.
BAs vistas gerais devem ser feitas de um único ângulo para garantir uniformidade na documentação.
CAs vistas de aproximação média têm como objetivo principal relacionar apenas os vestígios ao local do acidente.
DAs vistas de detalhes devem ser evitadas em fotos noturnas devido ao reflexo do flash.
EAs vistas gerais devem mostrar os pontos de vista dos condutores segundo suas trajetórias originais.
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GabaritoE — As vistas gerais devem mostrar os pontos de vista dos condutores segundo suas trajetórias originais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Fotografia na perícia de acidentes de trânsito
Gabarito: letra E. As vistas gerais devem capturar a perspectiva dos condutores conforme suas trajetórias originais, pois isso é essencial para a reconstrução do acidente. Essa prática é descrita no manual de Perícia em Acidentes de Trânsito (CEARÁ/SSPDS/AESP, 2024, p. 12), que orienta a documentação fotográfica antes da movimentação de vestígios. As demais alternativas apresentam equívocos sobre os tipos de vistas fotográficas.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as vistas de aproximação média são tiradas apenas após a movimentação dos vestígios. Isso contradiz o princípio fundamental de que as fotografias devem ser feitas antes de qualquer alteração no local, para perpetuar a situação original. O manual e a prática pericial determinam que a sequência fotográfica vá do geral para o específico, sempre antes da movimentação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que as vistas gerais devem ser feitas de um único ângulo. Na realidade, as fotografias devem ser tomadas em diversos ângulos e diferentes proximidades, conforme orientação do material de apoio e dos protocolos periciais. A uniformidade não se obtém pela restrição a um ângulo, mas pela padronização técnica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Estabelece que as vistas de aproximação média têm como objetivo principal apenas relacionar os vestígios ao local. Embora esse seja um dos propósitos, o termo "apenas" é restritivo demais: essas vistas também servem para mostrar a posição relativa entre vestígios, o contexto espacial e auxiliar na reconstrução da dinâmica. O erro está na generalização indevida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que as vistas de detalhes devem ser evitadas em fotos noturnas devido ao reflexo do flash. Na verdade, o flash pode ser utilizado com técnicas adequadas (como difusores ou iluminação complementar) para registrar detalhes mesmo à noite. Não há vedação absoluta; o perito deve adaptar a técnica às condições de luminosidade.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
As vistas gerais, no contexto de acidentes de trânsito, devem incluir os pontos de vista dos condutores segundo suas trajetórias originais. Isso permite ao perito reconstituir a cena do ponto de vista de cada envolvido, elemento crucial para a análise da dinâmica do acidente. O manual citado no enunciado reforça essa orientação.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa C pode parecer correta, pois as vistas de aproximação média realmente relacionam vestígios ao local, mas o advérbio "apenas" a torna falsa. A banca usa esse termo para testar se o candidato percebe que a finalidade é mais ampla.