Questão de Criminalística — Balística Forense — CONSULPAM 2024
Criminalística›Balística Forense
Código
qg104812
Banca
CONSULPAM
Órgão
PEFOCE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal de Classe a Nível I
No que concerne ao exame microcomparativo de estojos, projetis e espoletas, assinale alternativa CORRETA.
APode-se dividir o processo de comparação em dois passos: comparação macroscópica e coleta de padrão.
BO processo de comparação é baseado em dois pilares principais, quais sejam, repetibilidade e imutabilidade.
CPode-se dividir o processo de comparação em dois passos: comparação macroscópica e comparação microscópica.
DAtualmente está sendo implantado no Brasil o Sistema Internacional de Análise Balística (SIIAB).
EO processo de comparação é baseado em três pilares principais, quais sejam, repetibilidade, imutabilidade e rastreabilidade.
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GabaritoB — O processo de comparação é baseado em dois pilares principais, quais sejam, repetibilidade e imutabilidade.
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Exame Microcomparativo Balístico
Gabarito: letra B. O exame microcomparativo de estojos, projéteis e espoletas fundamenta-se em dois pilares: repetibilidade – a arma de fogo imprime marcas consistentes em sucessivos disparos – e imutabilidade – essas marcas permanecem estáveis ao longo do tempo, permitindo a comparação. Essa é a base conceitual da identificação balística, conforme amplamente aceito na doutrina e na prática pericial.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o processo se divide em dois passos: comparação macroscópica e coleta de padrão. A coleta de padrão é uma fase preparatória, não um passo da comparação propriamente dita. O confronto balístico, segundo o glossário de Balística Forense, inicia-se com inspeção visual (macroscópica) e prossegue com análise em microcomparador (microscópica). A coleta de padrões antecede esses passos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A opção descreve corretamente os dois pilares do processo comparativo: repetibilidade (a arma produz marcas reprodutíveis) e imutabilidade (as marcas não se alteram com o tempo ou uso normal). Esses princípios são essenciais para que as deformações normais sejam consideradas únicas e identificáveis, permitindo associar um elemento questionado a uma arma específica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Também divide o processo em dois passos (macroscópica e microscópica), mas omite fases importantes como a coleta de padrão e a avaliação de reprodutibilidade. Na prática, o exame envolve caracterização, coleta de padrões e análise microscópica, conforme descrito nos procedimentos operacionais. Portanto, não se reduz a apenas dois passos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Menciona o "Sistema Internacional de Análise Balística (SIIAB)", que não existe no Brasil. O sistema implantado é o SINAB (Sistema Nacional de Análise Balística), gerido pela SENASP. A sigla SIIAB é um distrator.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acrescenta um terceiro pilar – rastreabilidade – aos dois corretos. A rastreabilidade diz respeito à cadeia de custódia, não é um princípio do confronto balístico. Os pilares são apenas repetibilidade e imutabilidade.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre fundamentos da balística forense, memorize os dois pilares da identificação: repetibilidade e imutabilidade. A banca costuma tentar incluir um terceiro elemento (rastreabilidade, unicidade, etc.) para confundir. Lembre-se: o que torna a identificação possível é que a arma deixa marcas consistentes (repetibilidade) e que essas marcas persistem (imutabilidade).