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Questão de Criminalística — Computação Forense — CONSULPAM 2024

CriminalísticaComputação Forense
Código
qg104830
Banca
CONSULPAM
Órgão
PEFOCE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Perito Criminal de Classe a Nível I
Em muitas situações, a presença de um perito de informática em equipes encarregadas de cumprir mandados de busca e apreensão é fundamental. Neste contexto, o perito deve então realizar algumas tarefas importantes. Assinale a alternativa que descreve uma dessas tarefas.
  1. ARealiza uma identificação posterior dos equipamentos presentes na sede da corporação, destacando aqueles que podem conter ou não material relevante para o caso em questão.
  2. BVerifica o status de cada equipamento selecionado para apreensão, incluindo se está ligado, desligado, protegido por senha, criptografado ou se utiliza máquinas virtuais.
  3. CRotula os equipamentos após a apreensão, registrando informações como as medidas e peso do gabinete, a marca dos periféricos e a duração da bateria em caso de notebooks.
  4. DEvita-se comunicar com os usuários dos equipamentos a serem apreendidos para proteger a identidade do perito e garantir a imparcialidade das provas.
  5. EEquipamentos que estão ligados devem ser desligados, possibilitando análise profunda pelo perito para verificação posterior de processos de criptografia habilitados, virtualização ou outros fatores relevantes.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Verifica o status de cada equipamento selecionado para apreensão, incluindo se está ligado, desligado, protegido por senha, criptografado ou se utiliza máquinas virtuais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Computação Forense – Coleta de Evidências em Local de Busca e Apreensão

Gabarito: letra B. No contexto de cumprimento de mandado de busca e apreensão, o perito de informática deve, antes de qualquer procedimento, verificar o status operacional de cada equipamento selecionado – se está ligado/desligado, protegido por senha, criptografado ou utilizando máquinas virtuais. Essa verificação é essencial para definir a estratégia de coleta, especialmente a necessidade de extrair dados voláteis (memória RAM) antes do desligamento. As demais alternativas apresentam equívocos sobre o momento, o conteúdo ou a finalidade das ações periciais.

A banca testa o conhecimento dos procedimentos práticos de um perito de computação forense na cena da busca, explorando erros comuns como desligar equipamentos ligados sem coleta prévia ou rotular com informações irrelevantes.

  1. 1Identificar equipamentos no local
  2. 2Verificar status operacional
  3. 3Coletar dados voláteis (se ligado)
  4. 4Desligar e acondicionar
  5. 5Etiquetar (identificação, data, perito)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a identificação dos equipamentos ocorre posteriormente, na sede da corporação. Na verdade, a seleção e identificação dos equipamentos que podem conter material relevante deve ser feita no local da busca, sob pena de perda de evidências ou contaminação. A tarefa descrita não condiz com a atuação imediata do perito.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A verificação do status de cada equipamento é uma tarefa primordial. Saber se o equipamento está ligado permite decidir pela coleta de dados voláteis (processos, conexões, chaves de criptografia na RAM) antes de desligar. Identificar senhas, criptografia e máquinas virtuais orienta a abordagem técnica e a necessidade de ferramentas específicas. A prática é amplamente reconhecida na computação forense, conforme discutido em manuais de procedimentos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora a rotulagem seja parte da cadeia de custódia, o perito não precisa registrar medidas e peso do gabinete, marca dos periféricos ou duração da bateria. Esses dados são irrelevantes para a análise forense. A rotulagem deve conter identificação do equipamento, data, hora, local, nome do perito e número de série, quando disponível. A alternativa confunde finalidade da etiquetagem com detalhes supérfluos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Evitar comunicação com os usuários não é uma regra; muitas vezes o perito precisa interagir para obter senhas ou informações sobre o sistema. A imparcialidade é garantida pela aplicação de métodos técnicos e pela cadeia de custódia, não pelo isolamento. Além disso, a identidade do perito não precisa ser ocultada – ele atua como auxiliar da justiça.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esta alternativa contém um erro clássico: equipamentos ligados não devem ser desligados imediatamente. O procedimento correto é realizar a coleta de dados voláteis (análise viva) enquanto o sistema está ativo, extraindo informações da memória RAM, processos em execução, conexões de rede, etc. Após essa coleta, o desligamento pode ser feito de forma segura. Desligar sem coleta compromete evidências importantes, como chaves de criptografia e dados de sessão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a intuição de que desligar o computador preserva as provas, mas na computação forense o oposto é verdadeiro: dados voláteis são perdidos. Lembre-se sempre: primeiro colete a memória viva, depois desligue.

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente uma tarefa do perito no local é a B, que trata da verificação do status dos equipamentos para orientar a coleta.

Gabarito: letra B.

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