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Questão de Medicina Legal — Tanatologia Forense — CONSULPAM 2024

Medicina LegalTanatologia Forense
Código
qg105802
Banca
CONSULPAM
Órgão
PEFOCE
Ano
2024
Nível
Superior
Os objetivos mais importantes da Tanatologia Forense, nem sempre são fáceis de atingir. As dificuldades que se colocam ao médico que é responsável pela autópsia são por vezes de naturezas diversas. Com base nesse assunto, assinale V para (verdadeiro) ou F para (falso):(__) Sempre é possível estabelecer a identificação em casos em que os cadáveres são encontrados em avançado estado de decomposição.(__) Sempre é possível chegar a um diagnóstico sobre a causa da morte após a autópsia médico-legal.(__) A percentagem de mortes de causa indeterminada é ínfima, mesmo depois de realizada a autópsia médico-legal, pode variar de centro para centro, e representa menos de 0,001%.Assinale a alternativa na sequência CORRETA:
  1. AF - V - V.
  2. BV - V - V.
  3. CV - F - F.
  4. DF - F - F.
  5. EF - F - V.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — F - F - F.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tanatologia Forense - Limitações da Autópsia e Identificação

Gabarito: letra D (F - F - F). As três afirmativas são falsas porque a tanatologia forense reconhece que a identificação de cadáveres em decomposição nem sempre é possível, a causa da morte pode permanecer indeterminada mesmo após autópsia, e a taxa de mortes de causa indeterminada é muito superior a 0,001% (em geral, de 1% a 5%). O uso de termos absolutos como "sempre" e "ínfima" torna as afirmações incorretas diante da realidade pericial.

A questão testa o conhecimento sobre as limitações práticas da tanatologia forense. Embora a autópsia seja uma ferramenta essencial, há casos em que não se consegue identificar o cadáver ou determinar a causa mortis, e a proporção de mortes indeterminadas não é desprezível.

Item I — ❌ Falso

Afirma que "sempre é possível estabelecer a identificação" em cadáveres com avançado estado de decomposição. Na prática, a putrefação avançada destrói tecidos moles, dificultando ou mesmo inviabilizando a identificação por métodos convencionais (impressões digitais, características faciais). Técnicas como DNA ou odontologia legal podem auxiliar, mas nem sempre há material genético íntegro ou registros odontológicos para comparação. Portanto, não é uma possibilidade absoluta, especialmente quando os restos estão esqueletizados ou em estado de saponificação.

Item II — ❌ Falso

Afirma que "sempre é possível chegar a um diagnóstico sobre a causa da morte após a autópsia médico-legal". Na realidade, em uma parcela dos casos, mesmo após exame necroscópico completo, a causa da morte permanece indeterminada. Situações como mortes súbitas sem alterações anatômicas evidentes, intoxicações por substâncias não detectáveis rotineiramente, ou doenças em estágio inicial podem não deixar vestígios suficientes para um diagnóstico conclusivo. A literatura médica reconhece que entre 1% e 5% das autópsias resultam em causa indeterminada.

Item III — ❌ Falso

Afirma que a percentagem de mortes de causa indeterminada é "ínfima" e representa "menos de 0,001%" após a autópsia. Esse valor é extremamente baixo e não corresponde à realidade. Estudos mostram que a taxa de mortes de causa indeterminada varia entre centros, mas situa-se geralmente entre 1% e 5% dos casos, podendo ser maior em locais com recursos limitados. Mesmo em serviços de referência, raramente a taxa é inferior a 0,5%. O valor de 0,001% é irreal e enganoso.

Conclusão

As três assertivas são falsas, configurando a sequência F - F - F. Portanto, a alternativa correta é a letra D.

Gabarito: letra D

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