Questão de Geografia — Agropecuária — COSEAC 2024
GeografiaAgropecuária
- Código
- qg111215
- Banca
- COSEAC
- Órgão
- FME de Niterói - RJ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor II – Geografia
No texto Geografia Agrária Crítica: um pouco de história, Maria Inez M. Marques “analisa o contexto histórico e o teor do debate acadêmico na origem da virada radical da geografia brasileira e trata do surgimento e da trajetória da geografia agrária desenvolvida a partir da perspectiva crítica”.Disponível em: https://www.revistas.usp.br/geousp/article/view/153292/195549 Acesso em: 5 de jan. de 2024.Nele, a autora ainda reafirma a importância do pensamento de Ariovaldo Umbelino de Oliveira e destaca um trecho de sua pesquisa, que evidencia a sua tese fundamental sobre a expansão do capital monopolista no campo: “O que assistimos é a ação do capital em todas as direções, onde ele não pode extrair juntos lucro e renda, ele assegura o direito de extrair a renda.Dessa forma, a expansão do modo capitalista de produção no campo se dá primeiro e fundamentalmente pela sujeição da renda da terra ao capital. Especulando com a terra, ou subordinando a produção do tipo camponês, o capital dá o primeiro passo (condição necessária para a sujeição da renda da terra) para em seguida sujeitar o trabalho que se dá na terra”.A partir da leitura do trecho, pode-se afirmar que o autor
- Adestaca o papel do camponês como secundário no processo de desenvolvimento do capital no campo, uma vez que as grandes empresas monopolistas têm a tendência natural de dominar a produção nesses locais.
- Bentende o desenvolvimento do modo capitalista de produção como desigual e combinado e supõe a criação e recriação continuada de formas sociais não capitalista.
- Ccompreende que a atuação dos proprietários fundiários e das empresas capitalistas se dá de maneira responsável com o camponês e o meio ambiente; por isso, esses proprietários passam a atuar na esfera da produção, conseguindo auferir renda e lucro.
- Dafirma que a recriação continuada de formas sociais não capitalistas no campo configura um retrocesso nas formas ativas do capital a se desenvolver nesses locais.
- Ecompreende que ações classistas e populares, como as desenvolvidas pelo MST(Movimento Sem Terra), beiram ao assistencialismo, uma vez que prometem terra, mas expõem o camponês à violência do campo.