Questão de Direito Empresarial (Comercial) — Teoria Geral do Direito Empresarial — CPCON 2024
Direito Empresarial (Comercial)›Teoria Geral do Direito Empresarial
Código
qg118479
Banca
CPCON
Órgão
Prefeitura de São Domingos do Cariri - PB
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Tributos
Segundo o Código Civil, considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, sendo obrigatória a sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantes da respectiva sede antes do início de sua atividade, enquanto é considerada empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro. Sobre a temática empresário e sociedade empresária, analise as afirmações a seguir:I- Pessoa com deficiência mental que tenha o discernimento reduzido pode exercer a atividade de empresário desde que não esteja legalmente impedido.II- O cônjuge casado só pode alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa, sem necessidade de outorga conjugal, se o regime de bens for o de separação de bens.III- A responsabilidade dos sócios de uma sociedade em nome coletivo é ilimitada, exceto quanto às pessoas jurídicas, que respondem no limite de sua participação no capital social.IV- Na Sociedade Limitada, o capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio.Quais das afirmativas estão CORRETAMENTE em consonância com as disposições encontradas no Código Civil?
AI, II e IV apenas.
BII e III apena.
CI e IV apenas.
DI e III apenas.
EI, II, III e IV.
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GabaritoC — I e IV apenas.
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Empresário e Sociedade Empresária no Código Civil
Gabarito: letra C — corretos apenas os itens I e IV. A questão exige o conhecimento de regras específicas do Código Civil sobre capacidade para o exercício da empresa, alienação de imóveis pelo empresário casado, responsabilidade dos sócios na sociedade em nome coletivo e estrutura do capital social na sociedade limitada. O erro central está no item II, que inverte a regra da outorga conjugal, e no item III, que cria uma exceção inexistente à responsabilidade ilimitada dos sócios.
Empresário (CC)
1Capacidade
Relativamente incapaz (art. 4º, III)
Pode exercer empresa
Exige assistência
2Empresário casado (art. 978)
Alienação de imóveis da empresa
Independe de outorga conjugal
Qualquer regime de bens
3Sociedade empresária
Nome coletivo (art. 1.039)
Responsabilidade dos sócios
Solidária e ilimitada
Sem exceção para PJ
Limitada (art. 1.055)
Capital social em quotas
Iguais ou desiguais
Uma ou mais por sócio
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Item I — ✅ Correto
Pessoa com deficiência mental que tenha discernimento reduzido enquadra-se como relativamente incapaz (CC, art. 4º, III). O ordenamento permite que exerça atividade de empresário desde que não haja impedimento legal específico (como falta de assistência ou autorização judicial). A afirmativa está em consonância com o princípio de que a incapacidade relativa não impede, por si só, o exercício da empresa, exigindo apenas a superação do impedimento por meio de assistência.
Item II — ❌ Incorreto
A regra do Código Civil (art. 978) é exatamente oposta: o empresário casado pode alienar ou gravar de ônus reais os imóveis que integrem o patrimônio da empresa independentemente de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens. A afirmativa restringe indevidamente essa possibilidade ao regime de separação de bens, contrariando a lei.
Item III — ❌ Incorreto
Na sociedade em nome coletivo, todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais (CC, art. 1.039). Não há exceção para pessoas jurídicas; se uma pessoa jurídica for sócia, também responde ilimitadamente. A afirmativa tenta introduzir uma limitação que não existe no tipo societário.
Item IV — ✅ Correto
Na sociedade limitada, o capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio (CC, art. 1.055). A descrição é exata e corresponde à literalidade da lei.
Conclusão: Estão corretos apenas os itens I e IV, o que corresponde à alternativa C.
NÃO CAIA NESSA!
A afirmativa II é a clássica armadilha: o candidato memoriza que "cônjuge precisa de outorga para alienar imóveis", mas esquece a exceção legal para imóveis da empresa. A banca inverte a regra ao restringir a dispensa ao regime de separação de bens. Lembre-se: para imóveis empresariais, a outorga conjugal nunca é exigida, independentemente do regime.