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Questão de Literatura — Escolas Literárias — FUNCEPE 2024

LiteraturaEscolas Literárias
Código
qg156002
Banca
FUNCEPE
Órgão
Prefeitura de General Sampaio - CE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Professor PEB - Língua Portuguesa
Leia o poema de Augusto dos Anjos.A IdeiaDe onde ela vem?!De que matéria bruta Vem essa luz que, sobre as nebulosas,Cai de incógnitas criptas misteriosasComo as estalactites duma gruta?!Vem da psicogenética e alta lutaDo feixe de moléculas nervosas,Que, em desintegrações maravilhosas,Delibera, e, depois, quer e executa!Vem do encéfalo absconso que a constringe,Chega em seguida às cordas da laringe,Tísica, tênue, mínima, raquítica...Quebra a força centrípeta que a amarra,Mas, de repente, e quase morta, esbarraNo mulambo da língua paralítica!Paraíba, 1909.Publicado no livro Eu (1912). In: REIS, Zenir Campos. Augusto dos Anjos: poesia e prosa. São Paulo: Ática, 1977. p.64-65. (Ensaios, 32)O poema de Augusto dos Anjos é considerado prémodernista, mas apresenta referência a uma escola literária anterior que é o/a
  1. AArcadismo, pois retoma as temáticas da antiguidade grecolatina e dá ênfase a descrições bucólicas quando se refere à luz, a criptas misteriosas e a estalactites de uma gruta.
  2. BHumanista, pois mostra ao leitor uma visão antropocêntrica, em que o homem vê as coisas de forma natural, na ciência para compreender suas emoções e processos.
  3. CNaturalista, pois apresenta o ser humano como um ser patológico e doente, lançando um olhar clínico sobre a humanidade considerada como desprezível e animalesca.
  4. DRomântica, pois apresenta termos científicos obscuros que remetem à segunda fase que retrata a morte, a insatisfação e o tédio, além da presença de um tom depressivo.
  5. ESimbolista, pois o termo ideia está com letra maiúscula expressando o seu caráter universal e o eu-lírico se desespera diante da importância da língua em dar sentido a conceitos não prosaicos.
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GabaritoE — Simbolista, pois o termo ideia está com letra maiúscula expressando o seu caráter universal e o eu-lírico se desespera diante da importância da língua em dar sentido a conceitos não prosaicos.

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