Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2024
Português›Interpretação de Textos
Código
qg162763
Banca
FUNDATEC
Órgão
Câmara de Viamão - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Agente de Imprensa
Segundo Lage (2001), o universo das notícias (e, quase sempre, o da informação jornalística em geral) é o das ______________: o noticiário não permite nem persegue o conhecimento _____________.Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Aaparências do mundo – essencial das coisas
Bexperiências do mundo – aparente das coisas
Ccoisas evidentes do mundo – concreto do mundo
Dcoisas essenciais do mundo – superficial das coisas
Eaparências das coisas – superficial do mundo
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GabaritoA — aparências do mundo – essencial das coisas
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Preenchimento de Lacunas — Contraste entre Aparência e Essência no Jornalismo
Gabarito: letra A. A lacuna dupla exige um par de palavras que expresse a oposição clássica na teoria do jornalismo: o noticiário lida com as aparências, não com a essência dos fatos. A alternativa A — “aparências do mundo” / “essencial das coisas” — preenche exatamente esse contraste, sendo a única coerente com a ideia de que a notícia não persegue um conhecimento profundo.
A frase de Lage (2001) afirma que o universo das notícias é o das ______________, pois o noticiário não permite nem persegue o conhecimento ______________. A segunda lacuna deve conter algo que o jornalismo não busca, enquanto a primeira deve ser o oposto disso. O par mais lógico é “aparências” (superfície) vs. “essencial” (profundidade).
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“o universo das notícias é o das aparências do mundo: o noticiário não permite nem persegue o conhecimento essencial das coisas.”
O contraste está perfeito: a notícia opera no nível das aparências e deliberadamente não busca a essência. É a leitura canônica do pensamento de Lage.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“experiências do mundo – aparente das coisas”. Problema: se a primeira lacuna é “experiências”, a segunda deveria ser algo que contrasta com experiência, mas “aparente” não se opõe a experiência; além disso, a palavra “aparente” é sinônimo de “aparências”, tornando o par redundante (ambos os lados falam de superfície). Além disso, o texto diria que o noticiário busca “experiências” mas não persegue o “aparente” — ilógico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“coisas evidentes do mundo – concreto do mundo”. Ambos os termos são positivos e não há contraste. “Evidentes” e “concreto” são quase sinônimos no contexto; a frase perderia a oposição necessária. A banca cobra o juízo de que o jornalismo não busca o conhecimento essencial, mas aqui os dois lados são compatíveis, o que fere o sentido.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“coisas essenciais do mundo – superficial das coisas”. Aqui o contraste existe (essencial vs. superficial), mas a primeira lacuna está invertida: se o universo das notícias fosse o das “coisas essenciais”, então o noticiário permitiria e perseguiria o conhecimento essencial, o que contradiz a segunda parte (“não persegue o conhecimento superficial”). O correto é que a notícia trata do não essencial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“aparências das coisas – superficial do mundo”. A primeira lacuna está correta (aparências), mas a segunda (“superficial”) é sinônimo de aparências, não um contraste forte. A oposição clássica é entre aparência e essência, não entre aparência e superficial. Além disso, “superficial do mundo” é uma construção menos precisa que “essencial das coisas”. A alternativa A mantém o par antitético exato.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o conhecimento do candidato sobre a teoria do jornalismo. A armadilha é trocar a palavra “essencial” por “superficial” ou “aparente”, o que quebra o contraste necessário. Lembre-se: a notícia é sobre a superfície (aparências), não sobre a profundidade (essência).
PEGA ESSA DICA!
Ao preencher lacunas que expressam oposição, verifique se os termos escolhidos são antônimos lógicos dentro do contexto. Palavras como “essencial” e “aparência” formam um par consagrado na discussão sobre a superficialidade da mídia.