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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg163930
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico - Anestesiologia Cardiovascular
A opção que melhor explica o risco do implante de uma endoprótese na aorta em pacientes com disfunção sistólica é:
  1. APróteses que são implantadas por dispositivos autoexpansíveis oferecem maior risco.
  2. BPróteses que são implantadas por meio de insuflação do stent por balão oferecem maior risco.
  3. CEm qualquer dos métodos empregados para a colocação do stent, o fluxo aórtico é interrompido totalmente por algum período.
  4. DEm pacientes com disfunção sistólica, a dilatação do stent por balão apresenta menor risco comparado com os stents autoexpansíveis.
  5. EO risco de isquemia medular é maior nos dispositivos autoexpansíveis.
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GabaritoB — Próteses que são implantadas por meio de insuflação do stent por balão oferecem maior risco.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Endoprótese aórtica e disfunção sistólica: o risco do implante

Gabarito: letra B. O maior risco em pacientes com disfunção sistólica é o implante de endoprótese por meio de insuflação do stent por balão, pois esse método interrompe o fluxo aórtico de forma mais prolongada e abrupta, impondo uma sobrecarga aguda ao ventrículo esquerdo. A alternativa correta é a B, que identifica esse mecanismo como o de maior risco.

O implante de endoprótese na aorta é um procedimento endovascular que visa tratar aneurismas ou dissecções aórticas, evitando a cirurgia aberta. Existem dois mecanismos principais de expansão da prótese: os autoexpansíveis, que se expandem sozinhos após liberados do cateter, e os expandidos por balão, que necessitam da insuflação de um balão para se fixarem à parede do vaso. A diferença crucial entre eles está no tempo de interrupção do fluxo sanguíneo durante o procedimento.

Nos stents autoexpansíveis, a liberação é gradual e o fluxo aórtico é mantido, ainda que parcialmente, durante a maior parte do procedimento. Já nos stents expandidos por balão, a insuflação do balão oclui completamente a aorta por um período, interrompendo o fluxo de forma abrupta. Em pacientes com disfunção sistólica, essa interrupção total do fluxo aórtico é particularmente perigosa, pois o ventrículo esquerdo, já comprometido, precisa gerar pressão contra uma resistência súbita e total, o que pode levar a uma descompensação hemodinâmica aguda, choque cardiogênico ou até parada cardíaca.

A alternativa C afirma que em qualquer método o fluxo é interrompido totalmente, o que é incorreto, pois nos autoexpansíveis a interrupção é parcial e gradual. A alternativa D inverte a lógica, afirmando que o balão tem menor risco, quando na verdade tem maior. A alternativa E menciona isquemia medular, que é uma complicação relevante, mas não é o foco da questão, que trata especificamente do risco em pacientes com disfunção sistólica. A alternativa A também está incorreta, pois o maior risco não está nos autoexpansíveis, mas sim nos expandidos por balão.

A pegadinha da banca está em inverter a relação de risco entre os dois métodos. O candidato pode ser levado a pensar que o método mais moderno ou menos invasivo (autoexpansível) seria o mais arriscado, mas a fisiopatologia mostra o contrário. O ponto-chave é entender que a interrupção total do fluxo aórtico, característica do balão, é o fator que mais impacta o paciente com disfunção sistólica.

Endoprótese aórtica
  • 1Autoexpansível
    • Expansão gradual
    • Fluxo mantido (parcial)
    • Menor risco em disfunção sistólica
  • 2Expandido por balão
    • Insuflação oclui a aorta
    • Interrupção total e abrupta do fluxo
    • Maior risco em disfunção sistólica
      • Sobrecarga aguda ao VE
      • Descompensação hemodinâmica
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que próteses autoexpansíveis oferecem maior risco. Na verdade, o risco é maior nos stents expandidos por balão, pois a insuflação do balão interrompe o fluxo aórtico de forma total e abrupta, sobrecarregando o ventrículo esquerdo disfuncional. Os autoexpansíveis, por se expandirem gradualmente, mantêm fluxo parcial e impõem menor estresse hemodinâmico agudo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. A insuflação do balão para expandir o stent oclui completamente a aorta, interrompendo o fluxo sanguíneo de forma abrupta. Em pacientes com disfunção sistólica, essa interrupção total impõe uma sobrecarga aguda ao ventrículo esquerdo, que já tem capacidade de bombeamento reduzida, aumentando o risco de descompensação hemodinâmica, choque e morte. É exatamente esse mecanismo que torna o método por balão mais arriscado nessa população.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que em qualquer método o fluxo aórtico é interrompido totalmente. Isso é falso. Nos stents autoexpansíveis, a liberação é gradual e o fluxo é mantido, ainda que parcialmente, durante a maior parte do procedimento. A interrupção total é característica apenas dos stents expandidos por balão, durante a insuflação. A generalização da alternativa é o erro.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inverte a relação de risco. Afirma que a dilatação por balão tem menor risco comparado aos autoexpansíveis, quando na verdade é o oposto. O balão, por interromper totalmente o fluxo aórtico, impõe maior estresse ao ventrículo esquerdo disfuncional, configurando maior risco, não menor.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Menciona a isquemia medular como maior risco nos autoexpansíveis. Embora a isquemia medular seja uma complicação relevante do implante de endoprótese aórtica, ela não é o foco da questão, que trata especificamente do risco em pacientes com disfunção sistólica. Além disso, não há evidência de que esse risco seja maior nos autoexpansíveis especificamente. O risco hemodinâmico agudo, relacionado à interrupção do fluxo, é o que mais impacta essa população.

Gabarito: letra B

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