Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2024
- Código
- qg164761
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-AP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico-Área (Medicina do Trabalho)
- A3 – 60
- B4 – 80
- C4 – 70
- D6 – 80
- E8 – 60
GabaritoE — 8 – 60
Gabarito: letra E — os valores que preenchem corretamente as lacunas são 8 (relação colesterol total/HDL-c) e 60 (TFGe em mL/min/1,73 m²). A questão cobra os critérios que definem alto risco cardiovascular e indicação de prevenção secundária, conforme as diretrizes de dislipidemias e prevenção da aterosclerose.
A prevenção secundária é aplicada a pacientes que já apresentam doença aterosclerótica clínica (evento cardiovascular prévio, doença arterial coronariana, cerebrovascular ou periférica) ou condições de risco equivalente, como dislipidemia grave e doença renal crônica. A relação colesterol total/HDL-c é um marcador aterogênico: valores elevados indicam desequilíbrio entre o colesterol total e a fração protetora HDL. O ponto de corte que define risco muito alto é > 8, conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Já a doença renal crônica é considerada condição de alto risco quando a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) é < 60 mL/min/1,73 m², valor que também é usado para definir DRC em estágio 3a ou pior, segundo a classificação KDIGO.
A banca explora a memorização desses dois números, que são frequentemente cobrados em provas de cardiologia e clínica médica. O candidato precisa distinguir os critérios de risco muito alto (que incluem a relação CT/HDL > 8) dos critérios de alto risco (que incluem TFGe < 60). A pegadinha está em trocar o valor da relação CT/HDL por outros próximos (como 4 ou 6) e o da TFGe por valores como 70 ou 80, que não correspondem aos pontos de corte estabelecidos.
Para fixar: a relação CT/HDL > 8 é um critério de risco muito alto, enquanto a TFGe < 60 mL/min/1,73 m² define doença renal crônica e é critério de alto risco. Esses valores são amplamente utilizados na prática clínica e em diretrizes nacionais e internacionais, sendo essenciais para a estratificação de risco e a decisão terapêutica.
Apresenta os valores 3 e 60. O valor 3 para a relação CT/HDL está muito abaixo do ponto de corte (> 8) e não corresponde a nenhum critério de risco estabelecido. O valor 60 para TFGe está correto, mas como a primeira lacuna está errada, a alternativa é inválida.
Apresenta os valores 4 e 80. O valor 4 para a relação CT/HDL é insuficiente para indicar risco muito alto; o correto é > 8. O valor 80 para TFGe não define doença renal crônica (que é < 60), portanto ambos os números estão incorretos.
Apresenta os valores 4 e 70. O valor 4 para a relação CT/HDL está errado (o correto é > 8). O valor 70 para TFGe também está incorreto, pois a DRC é definida com TFGe < 60 mL/min/1,73 m².
Apresenta os valores 6 e 80. O valor 6 para a relação CT/HDL é menor que o ponto de corte (> 8) e não configura risco muito alto. O valor 80 para TFGe não é critério de DRC, que exige < 60 mL/min/1,73 m².
Apresenta os valores 8 e 60, que correspondem exatamente aos critérios de alto risco cardiovascular: relação colesterol total/HDL-c > 8 (dislipidemia grave) e TFGe < 60 mL/min/1,73 m² (doença renal crônica). Esses são os pontos de corte estabelecidos pelas diretrizes de dislipidemias e prevenção da aterosclerose, sendo a alternativa correta.
Para memorizar, associe o número 8 à palavra "grave" (dislipidemia grave) e o 60 à função renal (TFGe < 60 define DRC). Esses valores são recorrentes em provas de cardiologia e clínica médica.
Gabarito: letra E
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