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Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg165069
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF-SC
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Assistente Social
A vida nas primeiras cidades áridas do Brasil
Por Juliana Faddul


Imagem da questão

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cidades-aridas-brasil-desertificacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Em relação aos efeitos de sentido presentes no trecho “A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso, pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal.”, assinale a alternativa correta.
  1. AA figura de linguagem presente no trecho é a hipérbole, que oferece à paisagem real dos municípios características de lugares desertificados de forma exagerada.
  2. BO trecho utiliza a comparação para criticar a visão simplista que algumas pessoas têm da desertificação.
  3. CA descrição detalhada da paisagem visa criar um efeito de realismo, aproximando o leitor da realidade dos municípios afetados pela desertificação.
  4. DO uso do ponto e vírgula após a palavra “imaginar” serve para enfatizar a diferença entre a imagem idealizada e a realidade da desertificação.
  5. EO trecho utiliza a personificação para atribuir características humanas à paisagem dos municípios desertificados.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — O trecho utiliza a comparação para criticar a visão simplista que algumas pessoas têm da desertificação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Comparação e crítica à visão simplista da desertificação

Gabarito: letra B. O trecho utiliza a comparação para criticar a visão simplista que algumas pessoas têm da desertificação, como se lê em: “A paisagem dos municípios desertificados não é como alguns podem imaginar: um mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis. São, em vez disso, pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal.” A estrutura “não é como… em vez disso” opõe a imagem estereotipada (areia, coqueiros, oásis) à realidade (pequenas cidades interioranas), revelando o propósito crítico do autor. A questão pede que você identifique o efeito de sentido predominante no trecho. O comando “efeitos de sentido” remete à interpretação — não basta reconhecer a figura de linguagem, é preciso captar a intenção do autor ao construí-la. A chave está na oposição entre o que “alguns podem imaginar” e o que “são, em vez disso”, os municípios desertificados.

1Comparação (gabarito)
"não é como alguns podem imaginar"
"em vez disso"
critica visão simplista
2Hipérbole (A)
não há exagero intencional
imagem contestada pelo autor
3Realismo (C)
descrição genérica, não detalhada
4Ponto e vírgula (D)
introduz explicação, não diferença
5Personificação (E)
ausência de traços humanos
Efeito de sentido no trecho
LEVELsoulevel.com.br
Efeito de sentido no trecho: Comparação (gabarito) ("não é como alguns podem imaginar", "em vez disso", critica visão simplista); Hipérbole (A) (não há exagero intencional, imagem contestada pelo autor); Realismo (C) (descrição genérica, não detalhada); Ponto e vírgula (D) (introduz explicação, não diferença); Personificação (E) (ausência de traços humanos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que há hipérbole (exagero). No trecho, não há exagero intencional: a descrição “um mundaréu de areia, com alguns poucos coqueiros e, aqui e ali, um oásis” é apresentada como a imagem que alguns têm, não como a realidade. O autor a contesta logo em seguida com “em vez disso”. Não há exagero retórico; há contraposição entre uma visão estereotipada e a realidade. A alternativa extrapola ao atribuir uma figura de linguagem que o texto não usa.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa capta o efeito central: o autor compara a imagem que “alguns podem imaginar” com a realidade (“pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal”) para criticar essa visão simplista. A comparação é marcada por “não é como” e “em vez disso”, que estabelecem a oposição. O trecho não descreve a paisagem real de forma exagerada (A), nem cria realismo pela descrição (C), nem usa personificação (E) — ele contrapõe uma ideia equivocada à realidade, com tom crítico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa fala em “descrição detalhada da paisagem” com “efeito de realismo”. O trecho não descreve detalhadamente a paisagem real; ele apenas a caracteriza de forma genérica (“pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal”). O foco não é o realismo, mas a contraposição entre a imagem idealizada e a realidade. A alternativa tangencia o tema ao desviar para um efeito que não é o predominante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa atribui ao ponto e vírgula a função de “enfatizar a diferença entre a imagem idealizada e a realidade”. No trecho, o ponto e vírgula aparece após “imaginar” e antes de “um mundaréu de areia…”, ou seja, ele introduz a explicação da imagem que alguns têm — não a diferença. A diferença é marcada por “em vez disso”, não pelo ponto e vírgula. A alternativa troca o referente: o sinal de pontuação não tem essa função no contexto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que há personificação (atribuição de características humanas a seres não humanos). No trecho, não há qualquer verbo ou expressão que atribua ações ou sentimentos humanos à paisagem. A paisagem é apenas descrita como “pequenas cidades interioranas onde a vida segue de forma mais ou menos normal” — “a vida segue” é uma expressão comum, não uma personificação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre comparação e hipérbole (A) e entre comparação e personificação (E). A chave é perceber que o trecho opõe duas visões, não exagera nem humaniza. 💡 Dica: ao identificar figuras de linguagem, pergunte: “o que o autor quer dizer com isso?”. Se há contraposição entre o que se imagina e o que é, o efeito é de crítica — e a figura é a comparação.

Gabarito: letra B.

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