Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — FUNDATEC 2024
- Código
- qg165185
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Biologia
- AApenas I.
- BApenas II.
- CApenas III.
- DApenas II e III.
- EI, II e III.
GabaritoB — Apenas II.
Gabarito: letra B — apenas a assertiva II está correta. O DIU não atua inibindo a ovulação (seu mecanismo é principalmente impedir a nidação e dificultar a passagem dos espermatozoides), e o método Billings (muco cervical) não previne ISTs. O diafragma, por sua vez, é uma barreira mecânica que protege contra ISTs cervicais, mas pode aumentar o risco de infecção urinária — exatamente o que a assertiva II afirma.
A questão cobra o conhecimento dos mecanismos de ação e das vantagens/desvantagens dos métodos anticoncepcionais, além da distinção entre contracepção e prevenção de ISTs. É um tema clássico de Biologia no ensino médio, dentro do eixo de qualidade de vida e saúde reprodutiva.
O ponto central é entender que métodos anticoncepcionais não são, necessariamente, métodos de proteção contra ISTs. A camisinha (masculina e feminina) é o único método que combina alta eficácia contraceptiva com proteção contra ISTs. Os demais métodos — DIU, pílula, diafragma, tabelinha, Billings — atuam apenas na prevenção da gravidez, com mecanismos variados.
Vamos analisar cada método citado:
DIU (Dispositivo Intrauterino): é um dispositivo de plástico ou cobre inserido no útero. Seu mecanismo de ação principal é impedir a nidação (fixação do embrião no endométrio) e dificultar a ascensão dos espermatozoides, criando um ambiente hostil. Não inibe a ovulação — essa é a função dos anticoncepcionais hormonais combinados (pílula, adesivo, anel).
Diafragma: é uma barreira mecânica de silicone que cobre o colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozoides. Por ser uma barreira física, protege contra ISTs cervicais (como gonorreia e clamídia), pois bloqueia o contato do colo com agentes infecciosos. Porém, pode aumentar o risco de infecções do trato urinário (ITU), pois pode pressionar a uretra e dificultar o esvaziamento completo da bexiga, favorecendo a proliferação bacteriana.
Método Billings (muco cervical): é um método de percepção da fertilidade baseado na observação do muco cervical. A mulher identifica o período fértil pela consistência do muco e evita relações sexuais nesse período. Não oferece nenhuma proteção contra ISTs, pois não há barreira física nem química. A combinação com espermicida (geleia) aumenta a eficácia contraceptiva, mas não previne ISTs — o espermicida não elimina vírus, bactérias ou outros patógenos sexualmente transmissíveis.
A assertiva afirma que a eficiência do DIU está no fato de inibir a ovulação. Errado. O DIU não inibe a ovulação; seu mecanismo principal é impedir a nidação e dificultar a passagem dos espermatozoides. Quem inibe a ovulação são os métodos hormonais combinados (pílula, adesivo, anel vaginal), que atuam suprimindo o pico de LH e, consequentemente, a ovulação.
A assertiva está correta. O diafragma, como barreira mecânica que cobre o colo do útero, protege contra ISTs cervicais (gonorreia, clamídia) ao impedir o contato direto do colo com patógenos. Por outro lado, pode aumentar o risco de infecções do trato urinário, pois a pressão do dispositivo sobre a uretra pode dificultar o esvaziamento vesical, favorecendo a ascensão bacteriana. Essa é uma desvantagem reconhecida do método.
A assertiva afirma que o método Billings combinado com geleia espermicida previne ISTs. Errado. O método Billings é um método de percepção da fertilidade, sem barreira física ou química contra patógenos. O espermicida tem ação apenas contra espermatozoides, não contra vírus, bactérias ou outros agentes de ISTs. Portanto, não há prevenção de ISTs nessa combinação.
A banca explora a confusão entre contracepção e prevenção de ISTs. O candidato tende a associar qualquer método anticoncepcional à proteção contra ISTs, mas isso é falso — apenas a camisinha (e o diafragma, parcialmente, para ISTs cervicais) oferece essa proteção. Além disso, a banca troca o mecanismo do DIU (impedir nidação) pelo da pílula (inibir ovulação). Fique atento: método anticoncepcional ≠ método de proteção contra ISTs.
Para resolver questões assim, monte uma tabela mental com os mecanismos de ação:
Método | Mecanismo | Protege contra ISTs? |
|---|---|---|
Camisinha | Barreira física | Sim |
DIU | Impede nidação | Não |
Pílula | Inibe ovulação | Não |
Diafragma | Barreira cervical | Parcial (cervicais) |
Billings | Percepção da fertilidade | Não |
Espermicida | Imobiliza espermatozoides | Não |
Gabarito: letra B — apenas a assertiva II está correta.
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