Questão de Biologia — Núcleo interfásico e código genético — FUNDATEC 2024
- Código
- qg165192
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Biologia
- AApenas I.
- BApenas II.
- CApenas III.
- DApenas I e II.
- EI, II e III.
GabaritoA — Apenas I.
Gabarito: letra A — apenas a assertiva I está correta. Os carboidratos presentes nos ácidos nucleicos são, de fato, pentoses (a ribose no RNA e a desoxirribose no DNA). A assertiva II erra ao afirmar que a tradução ocorre no núcleo — ela acontece no citoplasma, nos ribossomos. A assertiva III inverte os conceitos: éxons são as regiões codificantes e íntrons as não codificantes.
A questão cobra três pilares da biologia molecular: a composição química dos ácidos nucleicos, o fluxo da informação genética (dogma central) e a estrutura dos genes eucarióticos. Vamos analisar cada um com profundidade para você não errar mais.
Sobre os carboidratos nos ácidos nucleicos: tanto o DNA quanto o RNA são polímeros de nucleotídeos, e cada nucleotídeo é formado por três componentes: um grupo fosfato, uma base nitrogenada e um açúcar de cinco carbonos (pentose). No DNA, a pentose é a desoxirribose; no RNA, é a ribose. A diferença entre elas está na presença de um grupo hidroxila (OH) no carbono 2' da ribose, que no DNA é substituído por um hidrogênio (H). Essa pequena diferença química é crucial para a estabilidade e função de cada molécula.
Sobre transcrição e tradução: o dogma central da biologia molecular descreve o fluxo da informação genética: o DNA é transcrito em RNA, que é traduzido em proteína. A transcrição ocorre no núcleo das células eucarióticas, onde a enzima RNA polimerase sintetiza uma molécula de RNA mensageiro (mRNA) a partir do molde de DNA. Já a tradução ocorre no citoplasma, mais especificamente nos ribossomos, que podem estar livres no citosol ou associados ao retículo endoplasmático rugoso. O mRNA, após ser processado no núcleo, é exportado através dos poros nucleares para o citoplasma, onde será traduzido. Portanto, a assertiva II está incorreta ao afirmar que ambos os processos ocorrem no núcleo.
Sobre íntrons e éxons: em genes eucarióticos, a sequência codificante não é contínua. Ela é interrompida por regiões não codificantes chamadas íntrons, que são removidas durante o processamento do RNA (splicing). As regiões que permanecem no mRNA maduro e que efetivamente codificam a proteína são os éxons. A assertiva III inverte completamente esses conceitos, afirmando que íntrons codificam proteínas e éxons não — exatamente o oposto da realidade.
Os carboidratos presentes nos ácidos nucleicos são do tipo pentose, ou seja, açúcares com cinco carbonos. No DNA, a pentose é a desoxirribose; no RNA, é a ribose. Essa é uma informação fundamental da composição química dos ácidos nucleicos e está correta.
A transcrição ocorre no núcleo, mas a tradução ocorre no citoplasma, nos ribossomos. O mRNA é transcrito no núcleo e depois exportado para o citoplasma, onde os ribossomos o traduzem em proteína. A assertiva erra ao afirmar que ambos os processos ocorrem no núcleo.
A assertiva inverte os conceitos. Éxons são as regiões codificantes do gene que permanecem no mRNA maduro e codificam a proteína. Íntrons são as regiões não codificantes que são removidas durante o splicing. Portanto, a afirmação está totalmente equivocada.
A banca explora a confusão clássica entre íntrons e éxons, invertendo seus papéis. Muitos candidatos decoram os nomes sem entender a função, e caem na armadilha. Lembre-se: éxon = expresso (fica no mRNA e codifica), íntron = interveniente (é removido). Outra pegadinha é a localização da tradução: ela nunca ocorre no núcleo, mas sim nos ribossomos do citoplasma.
Para fixar, associe: éxon → "expresso" (permanece e é traduzido); íntron → "interrompe" (é retirado). E lembre-se do dogma central: DNA → (transcrição, no núcleo) → RNA → (tradução, no citoplasma) → Proteína. Essa sequência é a chave para questões sobre síntese proteica.
Gabarito: letra A — apenas a assertiva I está correta.
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