Questão de Biologia — Ciclos biogeoquímicos — FUNDATEC 2024
- Código
- qg165195
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Biologia
- AIônica.
- BMetálica.
- CCovalente.
- DFosfodiester.
- EPontes de hidrogênio.
GabaritoC — Covalente.
Gabarito: letra C. Os monômeros de polissacarídeos (monossacarídeos), proteínas (aminoácidos) e ácidos nucleicos (nucleotídeos) unem-se por ligações covalentes — ligações químicas fortes, nas quais há compartilhamento de elétrons entre átomos. É essa ligação que forma as ligações glicosídicas, peptídicas e fosfodiéster, respectivamente.
As macromoléculas biológicas são polímeros formados pela repetição de unidades menores (monômeros). A união entre essas unidades ocorre por ligações covalentes, que são ligações intramoleculares fortes, envolvendo o compartilhamento de pares de elétrons entre átomos. Essa é a base da química orgânica: o carbono, elemento central das biomoléculas, forma quatro ligações covalentes estáveis.
É importante distinguir as ligações covalentes (que unem os átomos dentro da molécula, formando a estrutura primária do polímero) das interações intermoleculares (como pontes de hidrogênio, forças de van der Waals e interações hidrofóbicas), que são mais fracas e atuam entre moléculas ou entre regiões da mesma molécula, estabilizando estruturas secundárias, terciárias e quaternárias de proteínas e a dupla hélice do DNA.
A banca explora justamente essa confusão: o candidato pode lembrar das pontes de hidrogênio (importantes no DNA e nas proteínas) e esquecer que a ligação que forma o polímero é sempre covalente. As pontes de hidrogênio são interações que ocorrem entre cadeias ou partes da molécula, não na união dos monômeros.
A ligação iônica ocorre por transferência de elétrons entre átomos com grande diferença de eletronegatividade (metal + não metal), formando íons que se atraem eletrostaticamente. Não é o tipo de ligação que une monômeros em polímeros biológicos — esses são formados por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio etc., que compartilham elétrons.
A ligação metálica ocorre entre átomos de metais, com elétrons livres formando uma "nuvem eletrônica". Não há metais na composição básica de carboidratos, proteínas ou ácidos nucleicos, portanto essa ligação não se aplica.
A ligação covalente é a ligação química em que há compartilhamento de elétrons entre átomos. É exatamente o tipo de ligação que une os monômeros: ligação glicosídica (carboidratos), ligação peptídica (proteínas) e ligação fosfodiéster (ácidos nucleicos). Todas são ligações covalentes.
A ligação fosfodiéster é um tipo específico de ligação covalente que ocorre apenas nos ácidos nucleicos, unindo nucleotídeos. Ela não é o tipo geral de ligação que une os monômeros de polissacarídeos e proteínas. A alternativa erra ao generalizar um caso particular como se fosse a regra geral.
As pontes de hidrogênio são interações intermoleculares (ou intramoleculares, entre partes distantes da mesma molécula), mais fracas que as covalentes. Elas são fundamentais para estabilizar a dupla hélice do DNA (entre as bases nitrogenadas) e as estruturas secundárias das proteínas (α-hélice e folha β), mas não são as ligações que unem os monômeros na formação do polímero.
A banca troca o tipo de ligação que forma o polímero (covalente) pelas interações que estabilizam a estrutura (pontes de hidrogênio). Lembre-se: ligação glicosídica, peptídica e fosfodiéster são todas covalentes; as pontes de hidrogênio atuam depois, mantendo a forma tridimensional.
Para não errar, pergunte-se: "essa ligação une os monômeros para formar a cadeia?" Se sim, é covalente. As interações fracas (pontes de hidrogênio, van der Waals, hidrofóbicas) aparecem em questões sobre estrutura secundária/terciária, não sobre a formação do polímero.
Gabarito: letra C
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