Sabe-se que alterações nutricionais são frequentes na pessoa idosa. Qual é o problema nutricional mais comum encontrado nesse grupo de pessoas?
ADiminuição da massa muscular e de vitaminas.
BDesnutrição calórica por baixa ingesta.
CDesnutrição proteica e desidratação.
DPerda de massa magra e ganho de gordura.
EDesnutrição proteico-calórica.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Desnutrição proteico-calórica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Desnutrição no idoso: o problema nutricional mais prevalente
Gabarito: letra E. A desnutrição proteico-calórica (ou proteico-energética) é o problema nutricional mais comum na pessoa idosa, conforme a literatura geriátrica e o conteúdo de apoio que destaca as altas taxas de desnutrição nesse grupo, associadas a doença clínica, condições dentárias, mobilidade limitada e transtornos cognitivos. As demais alternativas descrevem alterações que podem coexistir, mas não representam o problema nutricional mais frequente de forma isolada.
A desnutrição proteico-calórica é um estado de deficiência energética e proteica que ocorre quando o aporte de nutrientes não supre as necessidades do organismo. No idoso, esse quadro é multifatorial: envolve redução da ingesta alimentar (por anorexia, alterações de paladar e olfato, problemas dentários, depressão, dificuldades de acesso a alimentos), aumento do gasto energético (em doenças catabólicas, infecções, inflamações) e perdas aumentadas de nutrientes (por má absorção, diarreia, poliúria). O conteúdo de apoio reforça que "adultos mais velhos apresentam altas taxas de desnutrição relacionadas a diversas causas como doença clínica, condições dentárias ou dificuldade de acesso associada a mobilidade limitada, custo e transtornos cognitivos", e que "cerca de 15% dos pacientes ambulatoriais mais velhos e metade dos idosos hospitalizados estão desnutridos".
A desnutrição proteico-calórica não é apenas um problema de peso baixo: ela cursa com perda de massa muscular (sarcopenia), depleção de reservas de gordura, atrofia da tela subcutânea, redução da albumina sérica e comprometimento imunológico, aumentando a morbimortalidade. No exame físico, observa-se perda de trofismo muscular, pele fina com perda de turgor e, em casos graves, atrofia da bola de Bichat. A avaliação nutricional deve ser seriada, com aferições de peso corporal e perguntas sobre alteração do apetite, pois exames laboratoriais isolados (como albumina) têm especificidade limitada em situações de inflamação.
É importante distinguir a desnutrição proteico-calórica de outras alterações nutricionais que também ocorrem no idoso, mas que não são o problema mais comum: a sarcopenia (perda de massa muscular) é uma consequência frequente da desnutrição, mas não é o problema nutricional em si; a desidratação é um distúrbio hidroeletrolítico, não nutricional primário; e a obesidade, embora seja uma forma de desnutrição por excesso, não é o problema mais prevalente nessa faixa etária. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode ser atraído por alternativas que descrevem componentes da desnutrição (perda de massa magra, ganho de gordura) em vez do quadro completo.
A pegadinha central desta questão é que as alternativas A, B, C e D apresentam fragmentos ou consequências da desnutrição, mas apenas a letra E nomeia o problema nutricional mais comum de forma completa e correta. Guarde o conceito: no idoso, o problema nutricional mais prevalente é a desnutrição proteico-calórica, que engloba tanto a deficiência energética quanto a proteica, e que se manifesta clinicamente com perda de peso, sarcopenia e depleção de reservas.
Desnutrição proteico-calórica (mais comum no idoso)
A diminuição da massa muscular (sarcopenia) é uma consequência frequente da desnutrição proteico-calórica, mas não é o problema nutricional mais comum em si. A "diminuição de vitaminas" (hipovitaminoses) pode ocorrer, mas não é o quadro predominante. A alternativa fragmenta o problema em componentes isolados, quando o mais comum é o quadro global de desnutrição proteico-calórica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A desnutrição calórica por baixa ingesta é um dos mecanismos da desnutrição proteico-calórica, mas a alternativa é incompleta: não menciona a deficiência proteica, que é igualmente importante. Além disso, a baixa ingesta não é a única causa — há aumento do gasto energético e perdas aumentadas em doenças catabólicas. O problema mais comum é a desnutrição proteico-calórica, que engloba tanto o componente calórico quanto o proteico.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A desnutrição proteica é um componente da desnutrição proteico-calórica, mas a alternativa a apresenta de forma isolada e acrescenta a desidratação, que é um distúrbio hidroeletrolítico, não nutricional primário. A desidratação pode coexistir, mas não é o problema nutricional mais comum. A alternativa mistura conceitos de naturezas diferentes (nutricional e hidroeletrolítico) e não nomeia o quadro completo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A perda de massa magra e o ganho de gordura descrevem a sarcopenia com obesidade (obesidade sarcopênica), que é uma condição específica e não o problema nutricional mais comum no idoso. Essa combinação pode ocorrer, mas não é a alteração nutricional mais prevalente. A alternativa descreve uma redistribuição corporal, não o problema nutricional mais frequente.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A desnutrição proteico-calórica (ou proteico-energética) é o problema nutricional mais comum na pessoa idosa. O conteúdo de apoio confirma que "adultos mais velhos apresentam altas taxas de desnutrição relacionadas a diversas causas", e que a desnutrição está claramente relacionada ao declínio funcional e ao aumento da morbimortalidade. A alternativa nomeia corretamente o quadro completo, que envolve tanto a deficiência energética quanto a proteica, e é a resposta que a banca espera.
Gabarito: letra E — a desnutrição proteico-calórica é o problema nutricional mais comum na pessoa idosa, conforme a literatura geriátrica.