Questão de Português — Figuras de Linguagem — FUNDATEC 2024
- Código
- qg170370
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Criciúma - SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Língua Portuguesa
- AV – V – F.
- BF – F – V.
- CF – V – V.
- DV – F – F.
- EF – F – F.
GabaritoA — V – V – F.
Gabarito: letra A (V – V – F). A questão exige julgar três afirmações sobre metáfora e metonímia conforme a doutrina de Bechara. A primeira (metáfora como translação por assimilação) é verdadeira; a segunda (metonímia como translação por proximidade) é verdadeira; a terceira (ambas são figuras de pensamento) é falsa, pois metáfora e metonímia são figuras de palavras, não de pensamento. Portanto, a sequência correta é V – V – F, correspondente à alternativa A.
A banca tenta confundir a classificação tradicional. Muitos candidatos lembram que metáfora e metonímia envolvem alteração de sentido e podem achar que são figuras de pensamento, mas a doutrina as classifica como figuras de palavras (ou de semântica). A terceira afirmação é a armadilha: embora haja novo matiz semântico, a alteração de forma não é constitutiva, e a categoria correta é "figuras de palavras".
Afirmativa | Julgamento | Razão |
|---|---|---|
1ª – Metáfora (definição e exemplos) | V | Translação por assimilação entre termos de classes diferentes; exemplos clássicos: "cabelos de neve", "doces sonhos". |
2ª – Metonímia (definição e exemplos) | V | Translação por proximidade de ideias; exemplos: "a nação" (pelos cidadãos), "comi dois pratos" (pelo conteúdo). |
3ª – Classificação (ambas como figuras de pensamento) | F | Metáfora e metonímia são figuras de palavras (ou tropos), não de pensamento. A alteração de forma não é característica essencial. |
A sequência V – V – F coincide exatamente com o julgamento correto das três afirmações. A definição de metáfora está correta (translação por semelhança entre classes diferentes); a de metonímia também (translação por contiguidade de ideias); e a terceira é falsa, pois ambas são figuras de palavras, não de pensamento. Portanto, é a única alternativa plenamente sustentada pelo texto de Bechara e pela teoria clássica das figuras de linguagem.
A sequência F – F – V erra ao considerar falsas as duas primeiras e verdadeira a terceira. As definições de metáfora e metonímia apresentadas são verdadeiras conforme Bechara; a terceira é falsa. Logo, a alternativa não corresponde aos fatos.
Inverte a verdade das afirmações, trocando o V por F em duas delas e o F por V na última.
A sequência F – V – V erra ao marcar a primeira como falsa (na verdade é verdadeira) e a terceira como verdadeira (na verdade é falsa). Apenas a segunda está correta. Portanto, não pode ser o gabarito.
Subjuga a definição de metáfora como falsa, quando ela é precisa, e aceita a classificação incorreta como verdadeira.
A sequência V – F – F erra ao marcar a segunda como falsa — a definição de metonímia é verdadeira — e a terceira como falsa, que de fato é falsa, mas o erro na segunda já invalida a alternativa. A primeira está correta.
Desconsidera a definição de metonímia, que está correta e exemplificada adequadamente.
A sequência F – F – F erra ao considerar todas falsas, quando as duas primeiras são verdadeiras. Nenhum acerto.
Nega a correção das definições clássicas de metáfora e metonímia, contrariando o texto de Bechara.
Conclusão: Apenas a alternativa A reflete o julgamento correto: V – V – F. As demais falham por classificar erroneamente uma ou mais afirmações.
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