Qual é o principal critério diagnóstico para a pielonefrite?
APresença de disúria e polaciúria, frequentemente associadas a piúria, em pacientes jovens e sexualmente ativos.
BEvidência de infecção do trato urinário inferior, como cistite, seguida por complicações sistêmicas.
CAchados clínicos, como dor à percussão lombar, febre e leucocitose, associados à urocultura positiva com crescimento significativo de um único organismo.
DHistória de episódios recorrentes de cistite não complicada em mulheres jovens.
EDiagnóstico de pielonefrite estabelecido apenas com base em achados de imagem, como a presença de cicatrizes renais em uma cintilografia renal.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Achados clínicos, como dor à percussão lombar, febre e leucocitose, associados à urocultura positiva com crescimento significativo de um único organismo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Pielonefrite: diagnóstico
Gabarito: letra C. O principal critério diagnóstico da pielonefrite aguda é a combinação de achados clínicos (febre, dor lombar, sinal de Giordano positivo) com a confirmação laboratorial por urocultura positiva com crescimento significativo de um único organismo — exatamente o que a alternativa C descreve. O diagnóstico é essencialmente clínico, mas a urocultura é o exame definitivo que confirma a infecção bacteriana do parênquima renal.
A pielonefrite aguda é uma infecção do trato urinário alto, que acomete o parênquima renal, geralmente por via ascendente de bactérias (a mais comum é a Escherichia coli). Diferentemente da cistite (infecção baixa, restrita à bexiga), a pielonefrite cursa com sintomas sistêmicos: febre alta, calafrios, dor em flanco ou lombar, e o sinal de Giordano (punho-percussão lombar dolorosa) costuma estar presente. Náuseas, vômitos e sintomas urinários baixos (disúria, polaciúria) podem acompanhar, mas não são o achado central.
O diagnóstico é clínico, mas a confirmação vem da urocultura: considera-se positiva a contagem ≥ 10⁵ UFC/mL (unidades formadoras de colônia por mL) de um único germe, colhida preferencialmente antes do início do antibiótico. A presença de piúria (leucocitúria) é quase universal, mas não é específica — pode ocorrer em cistite e até em bacteriúria assintomática. Por isso, o critério que "fecha" o diagnóstico é a urocultura positiva com crescimento significativo, associada ao quadro clínico compatível.
A banca explora aqui a confusão entre pielonefrite e cistite: as alternativas A, B e D descrevem características de infecção baixa (disúria, polaciúria, cistite recorrente), que podem coexistir, mas não definem a pielonefrite. A alternativa E inverte o papel dos exames de imagem: eles são úteis para complicações (abscesso, obstrução) e para avaliar cicatrizes na pielonefrite crônica, mas não são o critério diagnóstico principal da forma aguda.
Guarde a hierarquia: quadro clínico (febre + dor lombar + Giordano) + urocultura positiva = pielonefrite. É esse binômio que separa a alternativa correta das demais.
Pielonefrite aguda
1Diagnóstico
Quadro clínico
Febre
Dor lombar
Sinal de Giordano
Confirmação laboratorial
Urocultura positiva
Crescimento significativo (≥10⁵ UFC/mL)
Um único organismo
2Distratores
Cistite (disúria, polaciúria)
Imagem (cicatrizes = forma crônica)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve disúria e polaciúria com piúria em mulheres jovens sexualmente ativas — isso é o perfil clássico da cistite não complicada, não da pielonefrite. A pielonefrite pode ter sintomas urinários baixos associados, mas o que a define é o comprometimento sistêmico (febre, dor lombar) e a urocultura positiva. A alternativa não menciona os sinais de infecção alta, então está incompleta e desviada do foco.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a pielonefrite é uma "evidência de ITU inferior seguida de complicações sistêmicas". Isso inverte a lógica: a pielonefrite é uma infecção primária do parênquima renal, não uma complicação de cistite. Embora a via ascendente seja a mais comum, a apresentação clínica típica já é com sintomas sistêmicos desde o início, e não há necessidade de uma cistite prévia documentada. O erro está em subordinar o diagnóstico à existência de uma infecção baixa anterior.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição correta: o diagnóstico de pielonefrite aguda se baseia em achados clínicos (febre, dor à percussão lombar — sinal de Giordano —, leucocitose) associados à urocultura positiva com crescimento significativo (≥ 10⁵ UFC/mL) de um único organismo. A urocultura é o exame definitivo que confirma a infecção bacteriana e orienta o tratamento. A alternativa espelha exatamente o que a literatura médica preconiza.
Alternativa D — ❌ Incorreta
História de cistites recorrentes em mulheres jovens é um fator de risco para ITU, mas não é critério diagnóstico de pielonefrite. A alternativa descreve um perfil epidemiológico, não um método diagnóstico. A pielonefrite é diagnosticada pelo quadro agudo (febre, dor lombar) + urocultura, independentemente de episódios prévios de cistite.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o diagnóstico é estabelecido "apenas" por imagem, como cicatrizes renais na cintilografia. Isso é duplamente errado: (1) o diagnóstico da pielonefrite aguda é clínico-laboratorial, e os exames de imagem são reservados para complicações (abscesso, obstrução) ou para avaliar sequelas na pielonefrite crônica; (2) a cintilografia com DMSA identifica cicatrizes corticais, que são achado de pielonefrite crônica, não da forma aguda. A alternativa inverte o papel dos exames complementares.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o critério diagnóstico da pielonefrite pelo da cistite (alternativas A, B e D) e inverte o papel dos exames de imagem (alternativa E). O candidato que memoriza apenas "disúria e polaciúria" cai na A; o que acha que imagem define o diagnóstico cai na E. O núcleo é sempre: febre + dor lombar + urocultura positiva.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando a questão perguntar sobre pielonefrite, procure nas alternativas a combinação de sintomas sistêmicos (febre, calafrios, dor lombar) com urocultura positiva. Se a alternativa só fala de sintomas urinários baixos ou de exames de imagem, desconfie — é distrator.