Questão de Geografia — História da Geografia — FUNDATEC 2024
- Código
- qg172269
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Iraí - RS
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Geografia
- A3 – 1 – 2.
- B1 – 2 – 3.
- C2 – 3 – 1.
- D2 – 1 – 3.
- E3 – 2 – 1.
GabaritoC — 2 – 3 – 1.
Gabarito: letra C — 2 – 3 – 1. A Geografia Crítica (2) vê a análise geográfica como instrumento de libertação; a Geografia Tradicional (3) restringe-se à descrição, enumeração e classificação; a Geografia Pragmática (1) busca criar tecnologia geográfica para o planejamento.
A questão exige reconhecer as três principais correntes da Geografia e suas respectivas características. Vejamos cada uma:
Geografia Tradicional: corrente positivista que dominou até meados do século XX. Seu método era descritivo, classificatório e enumerativo, sem preocupação crítica ou aplicação prática imediata. Exemplo: a Escola Francesa de Vidal de la Blache.
Geografia Crítica: surgiu na década de 1970, influenciada pelo materialismo histórico e dialético. Propõe uma análise comprometida com a transformação social, denunciando desigualdades e buscando a emancipação humana.
Geografia Pragmática (ou Quantitativa): desenvolveu-se a partir da década de 1950, com o uso de modelos matemáticos, estatística e técnicas de planejamento. Seu objetivo era fornecer subsídios técnicos para a gestão do território.
Propõe 3 – 1 – 2. Atribui corretamente a Geografia Tradicional ao segundo parêntese, mas erra nos demais: coloca a Pragmática no primeiro (instrumento de libertação) e a Crítica no terceiro (tecnologia de planejamento), invertendo-as.
Propõe 1 – 2 – 3. Coloca a Pragmática no primeiro parêntese (libertação), a Crítica no segundo (descrição/classificação) e a Tradicional no terceiro (planejamento). Nenhuma associação está correta.
2 – 3 – 1. A sequência é exata: Geografia Crítica (libertação), Tradicional (descrição/classificação) e Pragmática (tecnologia de planejamento).
Propõe 2 – 1 – 3. Acerta o primeiro parêntese (Crítica), mas troca o segundo: coloca a Pragmática (que seria o terceiro) e a Tradicional no terceiro. A ordem fica: Crítica – Pragmática – Tradicional.
Propõe 3 – 2 – 1. Atribui o primeiro parêntese à Tradicional (libertação? não), o segundo à Crítica (descrição/classificação? não) e o terceiro à Pragmática (correto). Apenas o último está certo.
A banca mistura as características para testar se o aluno confunde a Geografia Crítica (engajada, libertadora) com a Pragmática (técnica, planejadora). O erro típico é inverter os papéis: a Crítica não busca apenas planejar, mas transformar a realidade; a Pragmática não tem viés emancipatório, sim aplicado.
Gabarito: letra C.
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