Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2024
- Código
- qg172303
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Iraí - RS
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Língua (Português)
- AApenas I.
- BApenas II.
- CApenas I e II.
- DApenas II e III.
- EI, II e III.
GabaritoA — Apenas I.
Gabarito: A (Apenas I). A questão exige conhecimento sobre os possíveis valores da conjunção "que" no contexto, conforme orientação de Cegalla. Apenas o item I está correto.
A questão não depende de texto-base; a análise é puramente gramatical.
Item | Classificação atribuída | Valor contextual no exemplo | Classificação correta | Correto? |
|---|---|---|---|---|
I | Aditiva | “e” (ênfase/insistência) | Aditiva | ✅ |
II | Integrante | “que” retoma “meninos” | Pronome relativo | ❌ |
III | Comparativa | “ainda que” (concessão) | Concessiva | ❌ |
A assertiva está correta. Em "limpar que limpa, mas a sujeira não sai", o "que" tem valor aditivo, equivalendo a "e". Essa estrutura repetitiva (verbo + que + mesmo verbo) é uma construção enfática que expressa insistência ou continuidade, e o "que" funciona como conjunção coordenativa aditiva.
O exemplo "os meninos que brincam muito são felizes" apresenta o "que" como pronome relativo, retomando o antecedente "meninos" e introduzindo uma oração adjetiva restritiva. Não se trata de conjunção integrante, que introduz oração subordinada substantiva (ex.: "É importante que você estude"). Portanto, a classificação é incorreta.
Em "alguns minutos que fossem, ainda seria muito tempo", o "que" tem valor concessivo, equivalendo a "ainda que" ou "mesmo que" (concessão). A assertiva classifica erroneamente como "comparativa". Conjunção comparativa estabelece comparação (ex.: "Ela é mais alta que eu"), o que não ocorre no exemplo. Além disso, "ainda que" é concessivo, não comparativo. Logo, o item está errado.
Conclusão: Apenas o item I está correto. A banca tenta confundir as funções do "que", exigindo atenção ao valor contextual.
Gabarito: letra A.
Link permanente: /questoes/qg172303