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Questão de Medicina — Urologia — FUNDATEC 2024

MedicinaUrologia
Código
qg172517
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Itaara - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico
Levando em consideração os tipos de incontinência urinária, é correto afirmar que:
  1. AA mista é caracterizada pela perda involuntária de urina tanto durante atividades físicas quanto devido a um desejo súbito de urinar.
  2. BA de esforço é mais comum em homens jovens devido à fraqueza dos músculos do assoalho pélvico.
  3. CA de urgência é caracterizada pela perda involuntária de urina associada a um desejo súbito e intenso de urinar.
  4. DA por transbordamento ocorre devido a uma hiperatividade do músculo detrusor da bexiga.
  5. EA funcional está relacionada a alterações anatômicas na uretra ou na bexiga que interferem no controle urinário.
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GabaritoA — A mista é caracterizada pela perda involuntária de urina tanto durante atividades físicas quanto devido a um desejo súbito de urinar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Incontinência urinária: tipos e características

Gabarito: letra A. A incontinência urinária mista é, por definição, a combinação da incontinência de esforço (perda aos esforços, como tosse e exercícios) com a de urgência (perda associada a desejo súbito e imperioso de urinar) — exatamente o que a alternativa A descreve. As demais alternativas distorcem conceitos clássicos da urologia, como veremos a seguir.

A incontinência urinária (IU) é a perda involuntária de urina, podendo ser classificada em diferentes tipos conforme sua fisiopatologia. Os quatro tipos principais são: de esforço, de urgência, mista e por transbordamento (ou paradoxal). Há ainda a funcional, que não decorre de alteração do trato urinário em si, mas de fatores externos que impedem a continência.

A incontinência de esforço (IUE) ocorre quando há deficiência no suporte vesical e uretral, geralmente por fraqueza do assoalho pélvico ou lesão do esfíncter uretral. Isso leva à perda de urina em situações de aumento da pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir, correr ou levantar peso. É muito mais comum em mulheres, especialmente após partos vaginais, e em homens após prostatectomia radical — não em homens jovens saudáveis.

A incontinência de urgência (IUU) é consequência da hiperatividade detrusora, ou seja, contrações involuntárias do músculo detrusor da bexiga durante o enchimento. Isso gera um desejo súbito e imperioso de urinar, frequentemente acompanhado de polaciúria e noctúria. A perda ocorre quando a contração vesical supera a resistência uretral.

A incontinência mista (IUM) é a combinação das duas anteriores: a paciente apresenta tanto perdas aos esforços quanto perdas associadas à urgência. É uma situação muito comum na prática clínica.

A incontinência por transbordamento (ou paradoxal) resulta de retenção urinária crônica, com grande volume residual e bexiga distendida. Ocorre por hipoatividade ou acinesia do detrusor, não por hiperatividade. Manifesta-se como gotejamento constante, sem sensação verdadeira de necessidade de urinar. Causas típicas incluem hiperplasia prostática benigna, diabetes melito e lesão medular.

A incontinência funcional não está relacionada a alterações anatômicas do trato urinário, mas a fatores externos que impedem a pessoa de chegar ao banheiro a tempo — como problemas de mobilidade, artrite, déficits cognitivos ou alto grau de dependência. É comum em idosos frágeis.

A pegadinha central desta questão está em inverter as definições entre os tipos: a banca troca a fisiopatologia da incontinência por transbordamento (colocando hiperatividade do detrusor, que é da de urgência) e da funcional (colocando alterações anatômicas, que são da de esforço). Guarde bem o par causa × tipo: esforço = fraqueza do assoalho pélvico/esfíncter; urgência = hiperatividade do detrusor; transbordamento = retenção/hipoatividade; funcional = fatores externos (mobilidade/cognição).

Tipo de Incontinência

Mecanismo/Fisiopatologia

Situação de Perda

Perfil Epidemiológico

De esforço

Fraqueza do assoalho pélvico / lesão do esfíncter uretral

Aumento da pressão intra-abdominal (tosse, espirro, exercício)

Mais comum em mulheres (pós-parto) e homens pós-prostatectomia

De urgência

Hiperatividade do músculo detrusor

Desejo súbito e imperioso de urinar

Associada a polaciúria e noctúria

Mista

Combinação de esforço + urgência

Perda tanto aos esforços quanto com desejo súbito

Situação clínica muito comum

Por transbordamento

Retenção urinária crônica (hipoatividade/acinesia do detrusor)

Gotejamento constante, sem sensação de necessidade

Causas: HPB, diabetes, lesão medular

Funcional

Fatores externos ao trato urinário (mobilidade, cognição)

Incapacidade de chegar ao banheiro a tempo

Comum em idosos frágeis

1De esforço
fraqueza do assoalho pélvico/esfíncter
perda aos esforços (tosse, exercício)
comum em mulheres
2De urgência
hiperatividade do detrusor
desejo súbito e intenso
3Mista
esforço + urgência
4Por transbordamento
retenção crônica / hipoatividade
gotejamento constante
5Funcional
fatores externos (mobilidade/cognição)
Incontinência urinária
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Incontinência urinária: De esforço (fraqueza do assoalho pélvico/esfíncter, perda aos esforços (tosse, exercício), comum em mulheres); De urgência (hiperatividade do detrusor, desejo súbito e intenso); Mista (esforço + urgência); Por transbordamento (retenção crônica / hipoatividade, gotejamento constante); Funcional (fatores externos (mobilidade/cognição))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão a incontinência mista: a perda involuntária de urina ocorre tanto durante atividades físicas (componente de esforço) quanto devido a um desejo súbito de urinar (componente de urgência). É exatamente a combinação da IUE com a IUU, como define a literatura urológica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a incontinência de esforço é mais comum em homens jovens devido à fraqueza do assoalho pélvico. Há dois erros: (1) a IUE é muito mais frequente em mulheres, especialmente após partos vaginais e na pós-menopausa; (2) em homens, ocorre tipicamente após prostatectomia radical, por lesão do esfíncter uretral externo — não em jovens saudáveis. A fraqueza do assoalho pélvico é um mecanismo da IUE, mas o perfil epidemiológico está invertido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A definição de incontinência de urgência está correta em si — perda involuntária de urina associada a desejo súbito e intenso de urinar, por hiperatividade do detrusor. Porém, a questão pede a alternativa correta sobre os tipos de IU, e a letra A é mais completa e precisa ao descrever a mista. A letra C não está errada conceitualmente, mas não é a resposta pedida — a banca considerou a A como a correta por abranger a definição de um tipo específico de forma integral. Na prova, marque a que melhor responde ao comando.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a incontinência por transbordamento ocorre por hiperatividade do músculo detrusor. É exatamente o oposto: o transbordamento resulta de retenção urinária crônica com hipoatividade ou acinesia do detrusor — a bexiga não consegue se contrair adequadamente, enche além da capacidade e ocorre gotejamento por extravasamento. A hiperatividade do detrusor é a causa da incontinência de urgência, não da por transbordamento. A banca trocou a fisiopatologia entre os dois tipos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a incontinência funcional está relacionada a alterações anatômicas na uretra ou bexiga. Isso é incorreto: a incontinência funcional decorre de fatores externos ao trato urinário, como dificuldade de locomoção, problemas cognitivos ou alto grau de dependência, que impedem a pessoa de chegar ao banheiro a tempo. Alterações anatômicas na uretra ou bexiga são causas de incontinência de esforço (fraqueza do esfíncter) ou de outras etiologias estruturais — não da funcional.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as fisiopatologias entre os tipos de incontinência. Aqui, ela trocou a hiperatividade do detrusor (que é da de urgência) para a por transbordamento, e as alterações anatômicas (que são da de esforço) para a funcional. Decore o par causa × tipo e você elimina essas armadilhas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Monte uma tabela mental com os 4 tipos principais — esforço (fraqueza do assoalho pélvico/esfíncter, perda aos esforços, comum em mulheres), urgência (hiperatividade do detrusor, desejo súbito), mista (combinação dos dois), transbordamento (retenção/hipoatividade, gotejamento) — e a funcional (fatores externos, mobilidade/cognição). Essa tabela resolve a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra A

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