Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FUNDATEC 2024
Medicina›Otorrinolaringologia
Código
qg172733
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Jari - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Clínico Geral 8 e 16 Horas
A vertigem caracterizada por uma sensação de movimento rotatório, geralmente desencadeado por mudanças na posição da cabeça, é do tipo:
AVestibular periférica.
BVestibular central.
CPostural.
DCinética.
EVasculogênica.
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GabaritoA — Vestibular periférica.
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Vertigem: classificação e tipos
Gabarito: letra A. A vertigem caracterizada por sensação de movimento rotatório, geralmente desencadeada por mudanças na posição da cabeça, é do tipo vestibular periférica. Isso porque a vertigem rotatória é o sintoma clássico das vestibulopatias periféricas, que acometem o labirinto ou o nervo vestibular, e o desencadeamento por movimentos da cabeça é um dos fatores que caracterizam esse tipo de comprometimento, conforme a literatura médica de otorrinolaringologia.
A vertigem é um sintoma — não uma doença — definido como uma falsa sensação de movimento rotatório, na qual o paciente percebe que ele ou o ambiente estão girando. Para entender a classificação, é preciso primeiro distinguir os dois grandes grupos de causas: as vestibulopatias periféricas e as vestibulopatias centrais. As periféricas originam-se no labirinto (orelha interna) ou no nervo vestibular, enquanto as centrais decorrem de lesões no tronco encefálico, cerebelo ou vias vestibulares centrais. Essa distinção é fundamental na prática clínica, pois as causas centrais podem indicar doenças graves, como acidente vascular cerebral.
O quadro clássico de vertigem periférica é descrito como uma crise intensa de tontura rotatória, frequentemente recorrente, que pode ser desencadeada ou agravada por movimentos da cabeça ou mudanças de posição. Sintomas neurovegetativos, como náuseas e vômitos, são comuns, assim como sintomas otológicos (zumbido, plenitude aural, hipoacusia). Já as vestibulopatias centrais costumam apresentar desequilíbrio (ataxia) mais do que vertigem rotatória intensa, com crises de longa duração e sintomas neurológicos associados, como diplopia, disartria e parestesias.
A banca explora exatamente a associação entre o tipo de sintoma (rotatório) e o fator desencadeante (mudança de posição da cabeça) para identificar a origem periférica. É importante notar que a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), a causa mais comum de vertigem periférica, é tipicamente desencadeada por mudanças na posição da cabeça, o que reforça o vínculo entre o sintoma descrito e a origem periférica. As demais alternativas representam outros tipos de tontura ou classificações que não correspondem à descrição do enunciado.
Guarde o critério decisivo: vertigem rotatória + desencadeada por movimento da cabeça = origem vestibular periférica. É essa combinação que separa a alternativa correta das demais.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A vertigem rotatória, desencadeada por mudanças na posição da cabeça, é o quadro clássico de comprometimento vestibular periférico. As vestibulopatias periféricas, como a VPPB e a neurite vestibular, manifestam-se tipicamente com crises de vertigem rotatória intensa, frequentemente desencadeadas ou agravadas por movimentos da cabeça, acompanhadas de sintomas neurovegetativos (náuseas, vômitos) e, por vezes, sintomas otológicos. O enunciado descreve exatamente esse padrão.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A vertigem vestibular central origina-se de lesões no sistema nervoso central (tronco encefálico, cerebelo). Diferentemente da periférica, costuma manifestar-se mais como desequilíbrio (ataxia) do que como vertigem rotatória intensa, e as crises tendem a ser de longa duração, com sintomas neurológicos associados (diplopia, disartria, parestesias). O desencadeamento por mudança de posição da cabeça é mais característico da vertigem periférica, especialmente da VPPB.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Postural não é uma classificação etiológica da vertigem em si, mas sim um termo que descreve o fator desencadeante (mudança de posição). A vertigem posicional é um tipo de apresentação, não uma categoria que define a origem do problema. A vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) é uma causa de vertigem periférica, mas a alternativa "postural" não corresponde à classificação correta do tipo de vertigem descrito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A vertigem cinética (ou cinetose) é a tontura induzida por movimento, como a que ocorre em viagens de carro, barco ou avião. Embora envolva movimento, não é caracterizada como vertigem rotatória desencadeada por mudanças na posição da cabeça, mas sim por um conflito sensorial entre os sistemas visual, vestibular e proprioceptivo durante a movimentação do corpo no espaço.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Vasculogênica não é uma classificação padrão de vertigem na literatura médica. Embora causas vasculares (como insuficiência vertebrobasilar ou AVC) possam causar vertigem, elas se enquadram na categoria de vertigem central, não em um tipo separado denominado "vasculogênica". A descrição do enunciado (vertigem rotatória desencadeada por mudança de posição da cabeça) aponta para origem periférica, não vascular central.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o tipo de vertigem (periférica vs. central) e o fator desencadeante (posicional). O candidato pode ser tentado a marcar "postural" (C) por causa da menção a "mudanças na posição da cabeça", mas o que se pede é a classificação do tipo de vertigem, e a descrição clássica de vertigem rotatória desencadeada por movimento da cabeça é o marco da origem periférica. Fique atento: "posicional" descreve o gatilho, não a origem.