Procurador do Município - Serviço de Procuradora Jurídica
A correta classificação do sujeito da forma verbal “pode” no trecho a seguir é:“pode-se dizer ad argumentandum tantum”.
AOração sem sujeito.
BSujeito elíptico.
CSujeito simples.
DSujeito composto.
ESujeito indeterminado.
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GabaritoE — Sujeito indeterminado.
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Sujeito do verbo 'pode' em 'pode-se dizer ad argumentandum tantum'
Gabarito: letra E (Sujeito indeterminado). A forma verbal "pode", na locução "pode-se dizer", não possui um sujeito explícito nem determinado pelo contexto, caracterizando sujeito indeterminado. O trecho está no texto-base: "...se for apenas para argumentar, pode-se dizer ad argumentandum tantum".
Análise da estrutura
O verbo "poder" é auxiliar de "dizer", formando locução verbal.
O "se" acoplado a "pode" é partícula apassivadora? Na verdade, "dizer" é VTD; na construção "pode-se dizer", o "se" poderia apassivar, mas não há termo paciente explícito (o que se diz está subentendido). Assim, o "se" funciona como índice de indeterminação do sujeito, e o verbo principal fica na 3ª pessoa do singular.
Não há um sujeito determinado: não se pode recuperar do texto um termo que exerça essa função (ex.: "algo" ou "isso" não aparecem). O contexto apenas indica uma ação genérica.
Classificação do sujeito
A Gramática Normativa classifica o sujeito como indeterminado quando:
O verbo está na 3ª pessoa do plural sem referente, ou
Há verbo intransitivo/transitivo indireto/de ligação + "se" (índice de indeterminação).
Em alguns casos, mesmo com VTD + "se", se o complemento não está explícito, o sujeito é indeterminado (Celso Cunha).
No trecho, "pode-se dizer" encaixa-se nessa última hipótese: o "se" indetermina o sujeito.
Classificação do Sujeito
Descrição
Aplicação ao trecho “pode-se dizer”
Gabarito
Oração sem sujeito
Verbo impessoal (fenômeno da natureza, “haver” existencial, etc.)
“Poder” não é impessoal; exige sujeito.
❌ Incorreta
Sujeito elíptico/oculto
Sujeito identificável pela desinência verbal ou contexto imediato
Não há desinência de 1ª/2ª pessoa nem referente textual.
❌ Incorreta
Sujeito simples
Um núcleo explícito na oração
Não há termo explícito como “A corte” ou “alguém”.
❌ Incorreta
Sujeito composto
Dois ou mais núcleos explícitos
Não há núcleos.
❌ Incorreta
Sujeito indeterminado
Verbo na 3ª pessoa do singular + “se” (índice de indeterminação) sem complemento explícito
“Pode-se dizer” encaixa-se nessa hipótese: ação genérica, sem sujeito determinado.
✅ Correta
Análise das alternativas
A (Oração sem sujeito) – ❌ Incorreta. "Poder" não é verbo impessoal (como "haver" no sentido de existir ou fenômenos da natureza); exige sujeito, ainda que indeterminado.
B (Sujeito elíptico/oculto) – ❌ Incorreta. Sujeito elíptico é aquele que pode ser identificado pela desinência ou pelo contexto imediato (ex.: "Falávamos" = nós). Aqui não há desinência de 1ª ou 2ª pessoa, nem referente textual que permita determinar o sujeito.
C (Sujeito simples) – ❌ Incorreta. Seria simples se houvesse um núcleo explícito (ex.: "A corte pode dizer..."). Não há.
D (Sujeito composto) – ❌ Incorreta. Exigiria dois ou mais núcleos explícitos, o que não ocorre.
E (Sujeito indeterminado) – ✅ Correta. Conforme exposto, a ausência de sujeito determinado e o uso do "se" como índice de indeterminação confirmam essa classificação.
PEGA ESSA DICA!
Em concursos, distinga: "se" apassivador exige concordância com sujeito paciente explícito; já o índice de indeterminação ocorre quando não há complemento direto explícito e o verbo fica na 3ª pessoa do singular. Nesta questão, a ausência de objeto direto claro leva à indeterminação.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.