Questão de Medicina — Choque e Parada Cardiorrespiratória — FUNDATEC 2024
Medicina›Choque e Parada Cardiorrespiratória
Código
qg174435
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Panambi - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico da Família
Pedro, de 45 anos, diagnosticado com hipertensão há dois meses, vai à consulta para atendimento inicial e acompanhamento da comorbidade. Revela que foi diagnosticado, mas nunca fez nenhum acompanhamento. Dos exames abaixo, quais devem estar presentes na rotina complementar mínima para pessoa com hipertensão arterial sistêmica?
AEletrocardiograma, ecocardiograma e urina tipo 1.
BDosagem de sódio, ecocardiograma e dosagem de colesterol total.
CDosagem de creatinina, eletrocardiograma e dosagem do HDL.
DDosagem de sódio, dosagem de potássio e fundoscopia.
EEletrocardiograma, glicemia de jejum, Hb glicada e sódio.
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GabaritoC — Dosagem de creatinina, eletrocardiograma e dosagem do HDL.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Rotina complementar mínima na avaliação da hipertensão arterial sistêmica
Gabarito: letra C. A rotina complementar mínima para avaliação inicial do paciente hipertenso inclui exame de urina (bioquímica e sedimento), creatinina sérica, potássio sérico, colesterol total, glicemia em jejum e eletrocardiograma de repouso. A alternativa C traz três desses exames: dosagem de creatinina, eletrocardiograma e dosagem do HDL — sendo a única que contém apenas exames pertencentes a essa rotina mínima. As demais alternativas incluem exames que não fazem parte dessa rotina, como ecocardiograma, fundoscopia, Hb glicada e dosagem de sódio.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial que exige, além do controle pressórico, uma avaliação complementar inicial para rastrear causas secundárias e identificar lesões em órgãos-alvo. Essa avaliação é padronizada por diretrizes nacionais e internacionais, que definem uma "rotina complementar mínima" — um conjunto de exames simples, de baixo custo e amplamente disponíveis, que devem ser solicitados para todo paciente com diagnóstico recente de HAS, independentemente da apresentação clínica.
A lógica por trás dessa rotina é dupla: primeiro, detectar indícios de hipertensão secundária (como hiperaldosteronismo primário, sugerido por hipocalemia, ou doença renal, sugerida por alterações na creatinina e no sedimento urinário); segundo, avaliar o impacto da HAS sobre órgãos-alvo, especialmente o coração (eletrocardiograma para detectar sobrecarga de ventrículo esquerdo) e os rins (creatinina e exame de urina). Além disso, a dosagem de colesterol total e glicemia em jejum visa identificar outros fatores de risco cardiovascular que potencializam o risco da hipertensão, permitindo uma abordagem preventiva mais completa.
Na prática, imagine um paciente de 45 anos, como Pedro, recém-diagnosticado com HAS e sem acompanhamento prévio. Na primeira consulta, o médico deve solicitar: exame de urina (bioquímica e sedimento), creatinina sérica, potássio sérico, colesterol total, glicemia em jejum e eletrocardiograma de repouso. Esses exames formam o núcleo da avaliação inicial. Exames como ecocardiograma, fundoscopia, Hb glicada e dosagem de sódio não fazem parte dessa rotina mínima — eles são reservados para situações específicas, como suspeita de lesão cardíaca mais avançada (ecocardiograma), suspeita de retinopatia hipertensiva (fundoscopia) ou rastreamento de diabetes (Hb glicada, quando a glicemia de jejum estiver alterada).
A distinção crucial que a banca explora é entre a "rotina complementar mínima" (obrigatória para todos) e os "exames complementares adicionais" (indicados em situações específicas). O ecocardiograma, por exemplo, é mais sensível que o ECG para detectar hipertrofia ventricular esquerda, mas só está indicado quando há suspeita clínica ou alteração no ECG — não faz parte da rotina inicial. Da mesma forma, a fundoscopia é útil para avaliar retinopatia hipertensiva, mas não integra a rotina mínima. A pegadinha está em incluir exames que são válidos em contextos específicos, mas que não pertencem ao conjunto mínimo obrigatório.
Guarde a lista completa da rotina mínima: exame de urina, creatinina, potássio, colesterol total, glicemia de jejum e ECG. É exatamente essa lista que separa a alternativa correta das demais — cada alternativa errada traz pelo menos um exame que foge desse conjunto.
Rotina complementar mínima (HAS)
1Exame de urina
2Creatinina sérica
3Potássio sérico
4Colesterol total
5Glicemia de jejum
6ECG de repouso
7Exames adicionais (situações específicas)
Ecocardiograma
Fundoscopia
Hb glicada
Sódio
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Inclui ecocardiograma, que não faz parte da rotina complementar mínima. O ecocardiograma é um exame complementar indicado em situações específicas, como suspeita de hipertrofia ventricular esquerda no ECG ou insuficiência cardíaca — não é solicitado rotineiramente na avaliação inicial de todo hipertenso. Além disso, a alternativa omite exames essenciais como creatinina e potássio sérico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Inclui ecocardiograma (fora da rotina mínima) e dosagem de sódio (que não faz parte da rotina). A dosagem de sódio não é um exame da rotina mínima — o potássio sérico é que está incluído, pois sua alteração pode sugerir hiperaldosteronismo primário. A alternativa também omite exames como glicemia de jejum e eletrocardiograma.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Traz três exames que fazem parte da rotina complementar mínima: dosagem de creatinina (avalia função renal), eletrocardiograma (avalia repercussão cardíaca) e dosagem do HDL (componente do perfil lipídico, que inclui colesterol total). A alternativa é a única que contém apenas exames pertencentes à rotina mínima, sem incluir exames adicionais como ecocardiograma ou fundoscopia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inclui dosagem de sódio (fora da rotina mínima) e fundoscopia (exame complementar, não rotineiro). A fundoscopia é indicada para avaliar retinopatia hipertensiva, mas não integra a rotina mínima obrigatória. A alternativa omite exames essenciais como creatinina, colesterol total e eletrocardiograma.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inclui Hb glicada, que não faz parte da rotina mínima — é indicada apenas quando a glicemia de jejum estiver alterada (> 99 mg/dL) ou na presença de fatores de risco para diabetes. A alternativa também inclui sódio (fora da rotina) e omite exames como creatinina e colesterol total.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a rotina complementar mínima e os exames complementares adicionais. O ecocardiograma, a fundoscopia e a Hb glicada são exames válidos em contextos específicos, mas não fazem parte da rotina inicial obrigatória. O candidato que memoriza apenas os exames "importantes" sem distinguir os níveis de indicação acaba marcando uma alternativa com exames adicionais. A chave é decorar a lista exata da rotina mínima: exame de urina, creatinina, potássio, colesterol total, glicemia de jejum e ECG.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar a rotina mínima, use o mnemônico "U-C-P-C-G-E": Urina, Creatinina, Potássio, Colesterol total, Glicemia de jejum, Eletrocardiograma. Na prova, desconfie de qualquer alternativa que inclua ecocardiograma, fundoscopia, Hb glicada ou sódio — esses são exames adicionais, não rotina mínima.