Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2024
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
qg174437
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Panambi - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico da Família
Segundo o Caderno de Atenção Básica nº 33 do Ministério da Saúde, são situações de risco e vulnerabilidade à saúde do recém-nascido:
ABaixo peso ao nascer (inferior a 2.850 g) e mãe com menos de 20 anos de idade.
BPrematuridade (menos de 37 semanas gestacionais) e mãe com menos de 20 anos de idade.
CBaixo peso ao nascer (inferior a 2.500 g) e Apgar menor que 7 no 5º minuto.
DHistória familiar de morte de criança com menos de 8 anos de idade e prematuridade (menos de 37 semanas gestacionais).
EApgar menor que 8 no 1º minuto e pré-natal incompleto.
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GabaritoC — Baixo peso ao nascer (inferior a 2.500 g) e Apgar menor que 7 no 5º minuto.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Situações de risco e vulnerabilidade à saúde do recém-nascido
Gabarito: letra C. Segundo o Caderno de Atenção Básica nº 33 do Ministério da Saúde, são situações de risco e vulnerabilidade à saúde do recém-nascido: baixo peso ao nascer (inferior a 2.500 g) e Apgar menor que 7 no 5º minuto. As demais alternativas trazem critérios incorretos, seja pelo ponto de corte do peso (2.850 g), pela inclusão de idade materna (menos de 20 anos) ou por valores de Apgar e história familiar que não constam como situações de risco nesse documento.
O Caderno de Atenção Básica nº 33, intitulado "Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento", estabelece critérios objetivos para identificar recém-nascidos com maior risco de morbimortalidade, que devem receber atenção diferenciada na Atenção Básica. Esses critérios são baseados em evidências científicas e visam priorizar o acompanhamento dos bebês que apresentam maior vulnerabilidade. Entre eles, destacam-se o baixo peso ao nascer, definido como peso inferior a 2.500 g, e o índice de Apgar menor que 7 no 5º minuto de vida, que indica possível asfixia perinatal e necessidade de vigilância mais próxima.
O baixo peso ao nascer é um dos principais preditores de morbimortalidade neonatal e infantil. Como mencionado no próprio caderno, o risco de uma criança pré-termo com baixo peso morrer no período neonatal é maior do que o de uma criança com peso adequado. O ponto de corte de 2.500 g é internacionalmente aceito e utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Já o Apgar menor que 7 no 5º minuto é um indicador de adaptação à vida extrauterina; valores baixos nesse momento estão associados a maior risco de complicações neurológicas e outras intercorrências.
É importante destacar que a idade materna (menos de 20 anos) não é listada como situação de risco específica para o recém-nascido nesse caderno, embora seja um fator de risco obstétrico. Da mesma forma, a história familiar de morte de criança com menos de 8 anos não é um critério utilizado para definir risco neonatal. O Apgar menor que 8 no 1º minuto é um valor que, isoladamente, não configura situação de risco, pois o 1º minuto reflete a adaptação imediata e pode ser influenciado por fatores transitórios; o que importa é a avaliação no 5º minuto. O pré-natal incompleto, embora seja um fator de risco relevante, não aparece como critério isolado nesse contexto.
A banca explora a confusão entre os pontos de corte e os critérios exatos. A alternativa A troca o ponto de corte do baixo peso (2.500 g por 2.850 g) e inclui a idade materna. A alternativa B inclui a idade materna. A alternativa D traz a história familiar de morte de criança com menos de 8 anos, que não é um critério do caderno. A alternativa E usa Apgar menor que 8 no 1º minuto, quando o correto é menor que 7 no 5º minuto. A única que apresenta os dois critérios exatos é a letra C.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está no ponto de corte do baixo peso: o caderno define baixo peso como inferior a 2.500 g, não 2.850 g. Além disso, a idade materna menor que 20 anos não é listada como situação de risco para o recém-nascido nesse documento. A alternativa mistura um valor incorreto com um critério que não consta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Embora a prematuridade (menos de 37 semanas) seja um critério correto, a inclusão da idade materna menor que 20 anos torna a alternativa incorreta, pois esse não é um dos critérios do caderno para risco do recém-nascido.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa apresenta exatamente os dois critérios do Caderno de Atenção Básica nº 33: baixo peso ao nascer (inferior a 2.500 g) e Apgar menor que 7 no 5º minuto. Ambos são situações de risco e vulnerabilidade à saúde do recém-nascido.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A história familiar de morte de criança com menos de 8 anos não é um critério de risco neonatal previsto no caderno. Embora a prematuridade seja um critério válido, a associação com um critério inexistente invalida a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Apgar menor que 8 no 1º minuto não é o critério utilizado; o correto é Apgar menor que 7 no 5º minuto. Além disso, o pré-natal incompleto, embora seja um fator de risco, não é listado como situação de risco específica para o recém-nascido nesse contexto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os números e os tempos de avaliação. Aqui, ela trocou o ponto de corte do peso (2.500 g por 2.850 g) e o momento do Apgar (5º minuto por 1º minuto, e o valor 7 por 8). Fique atento: baixo peso é < 2.500 g e Apgar de risco é < 7 no 5º minuto. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre risco neonatal, memorize os critérios exatos do Caderno de Atenção Básica nº 33: baixo peso (< 2.500 g), prematuridade (< 37 semanas), Apgar < 7 no 5º minuto. Desconfie de alternativas que incluam idade materna ou história familiar, pois esses não são critérios específicos para o recém-nascido nesse documento.