Questão de Medicina — Legislação da Saúde. SUS. — FUNDATEC 2024
Medicina›Legislação da Saúde. SUS.
Código
qg174441
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Panambi - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico da Família
Participar das políticas de formulação da saúde, prestar apoio aos municípios em articulação com o Conselho Estadual e participar da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde são características do(a):
AMinistério da Saúde.
BSecretaria Estadual de Saúde.
CSecretaria Municipal de Saúde.
DONG de Saúde.
EDistrito Federal e da Rede Pública de Saúde.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — Secretaria Estadual de Saúde.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Organização do SUS: competências das esferas de gestão
Gabarito: letra B. As atribuições descritas — participar da formulação de políticas de saúde, prestar apoio aos municípios em articulação com o Conselho Estadual de Saúde e participar da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para aprovar e implementar o plano estadual de saúde — são típicas da Secretaria Estadual de Saúde (SES), conforme a divisão de responsabilidades entre as três esferas de gestão do SUS (União, Estados e Municípios). A banca cobra exatamente a distinção entre as competências de cada ente, e a alternativa B é a única que reúne todas as características do nível estadual.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é organizado de forma descentralizada, com direção única em cada esfera de governo: no âmbito da União, o Ministério da Saúde; no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, a Secretaria Estadual de Saúde (ou órgão equivalente); e no âmbito dos Municípios, a Secretaria Municipal de Saúde. Essa estrutura está prevista na Lei nº 8.080/1990, que define as competências de cada nível de gestão. A lógica é que cada esfera atue conforme sua abrangência territorial e populacional: a União coordena e formula políticas nacionais; os Estados articulam os municípios, prestam apoio técnico e financeiro e planejam a rede estadual; os Municípios executam as ações e serviços de saúde diretamente à população.
A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) é um espaço de pactuação entre gestores estaduais e municipais, onde se negociam e decidem questões operacionais do SUS no âmbito do estado. A participação da Secretaria Estadual de Saúde na CIB é natural, pois ela representa o nível estadual nessa instância. Já o plano estadual de saúde é o instrumento de planejamento do estado, que deve ser aprovado pelo Conselho Estadual de Saúde (órgão colegiado de participação social) e implementado pela SES. O apoio aos municípios, por sua vez, é uma atribuição clássica do nível estadual, que atua como articulador e suporte técnico para os municípios, especialmente os de menor porte.
A pegadinha da questão está em confundir as competências das três esferas. O Ministério da Saúde (alternativa A) formula políticas nacionais e coordena o SUS em âmbito federal, mas não participa da CIB (que é estadual) nem aprova plano estadual. A Secretaria Municipal de Saúde (alternativa C) executa ações e serviços de saúde no município, participa da CIB, mas não presta apoio aos municípios (ela é quem recebe apoio) nem aprova plano estadual. As alternativas D e E são claramente distratoras: ONGs não têm papel institucional de gestão do SUS, e o Distrito Federal tem organização própria, mas a descrição não se aplica a ele nem à "Rede Pública de Saúde" como um todo.
Para acertar questões desse tipo, o candidato deve dominar o quadro de competências de cada esfera de gestão do SUS, conforme a Lei nº 8.080/1990 e as normas operacionais. A tabela abaixo resume as principais atribuições de cada nível, que é exatamente o critério que separa as alternativas:
Critério
Ministério da Saúde (União)
Secretaria Estadual de Saúde
Secretaria Municipal de Saúde
Formulação de políticas
Nacional
Estadual (em articulação com o Conselho Estadual)
Municipal (em articulação com o Conselho Municipal)
Apoio a outros entes
Apoia estados e municípios
Apoia os municípios
Recebe apoio do estado e da União
Participação em comissões intergestores
CIT (Comissão Intergestores Tripartite)
CIB (Comissão Intergestores Bipartite)
CIB (Comissão Intergestores Bipartite)
Plano de saúde
Plano Nacional de Saúde
Plano Estadual de Saúde
Plano Municipal de Saúde
Execução de serviços
Coordenação e normatização
Coordenação da rede estadual
Execução direta de ações e serviços
Guarde essa divisão: a chave é identificar quem "presta apoio aos municípios" e quem "aprova o plano estadual" — isso só pode ser o nível estadual. É exatamente nesse ponto que as alternativas se dividem.
Gestão do SUS (Lei 8.080/1990): União (Ministério da Saúde) (Política nacional, CIT (Tripartite), Plano Nacional); Estado (Secretaria Estadual) (Apoia municípios, CIB (Bipartite), Plano Estadual); Município (Secretaria Municipal) (Executa ações, CIB (Bipartite), Plano Municipal)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O Ministério da Saúde atua em âmbito nacional: formula políticas de saúde para todo o país, coordena o SUS e participa da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), não da CIB. Além disso, não aprova plano estadual de saúde — isso é atribuição do estado. A alternativa erra ao atribuir ao nível federal competências que são do nível estadual.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Secretaria Estadual de Saúde é o órgão de direção do SUS no âmbito do estado. Ela participa da formulação das políticas estaduais de saúde, presta apoio técnico e financeiro aos municípios (em articulação com o Conselho Estadual de Saúde) e participa da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), onde pactua com os municípios a implementação do plano estadual de saúde. Todos os elementos do enunciado se encaixam perfeitamente nessa esfera.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Secretaria Municipal de Saúde executa as ações e serviços de saúde no município, participa da CIB, mas não "presta apoio aos municípios" — ela é quem recebe esse apoio do estado. Além disso, o plano que ela aprova e implementa é o plano municipal de saúde, não o estadual. A alternativa confunde o papel do município com o do estado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
ONGs de saúde podem atuar em parceria com o SUS, mas não têm competência institucional de gestão: não participam formalmente da CIB, não aprovam planos de saúde e não prestam apoio aos municípios como ente gestor. A alternativa está totalmente fora do escopo das atribuições legais do SUS.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Distrito Federal possui organização própria do SUS, com a Secretaria de Saúde do DF, mas a descrição não se aplica a ele de forma genérica, e "Rede Pública de Saúde" não é um ente gestor com essas atribuições. A alternativa mistura conceitos e não corresponde a nenhuma esfera de gestão específica.
Gabarito: letra B — a Secretaria Estadual de Saúde é a única que reúne todas as características descritas no enunciado.