A identificação correta de serpentes peçonhentas é crucial para a segurança pública e para o manejo adequado de incidentes com animais. Sobre as características que podem auxiliar na identificação de serpentes peçonhentas no Brasil, assinale a alternativa correta.
ADentição áglifa, comprimento maior do que 30 cm e cabeça triangular.
BAusência de pálpebras, presença de guizo ou chocalho na extremidade da cauda e coloração avermelhada.
CPresença de escamas triangulares, dentição opistóglifa e coloração vibrante.
DAnéis coloridos (vermelho, preto, branco e/ou amarelo) ao longo do corpo, ausência de pálpebras e presença de escamas triangulares.
EPresença de fosseta loreal, guizo ou chocalho na extremidade da cauda e anéis coloridos (vermelho, preto, branco e/ou amarelo) ao longo do corpo.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Presença de fosseta loreal, guizo ou chocalho na extremidade da cauda e anéis coloridos (vermelho, preto, branco e/ou amarelo) ao longo do corpo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Identificação de serpentes peçonhentas no Brasil
Gabarito: letra E. A alternativa correta reúne três características clássicas das serpentes peçonhentas brasileiras: presença de fosseta loreal, guizo ou chocalho na extremidade da cauda e anéis coloridos ao longo do corpo. Essas características são típicas das famílias Viperidae (jararacas, cascavéis e surucucus) e Elapidae (corais verdadeiras), sendo amplamente utilizadas na identificação prática desses animais.
A identificação de serpentes peçonhentas é um tema recorrente em concursos e também em cursos de manejo de animais peçonhentos. A banca explora a confusão entre características que são comuns a todas as serpentes (como ausência de pálpebras) e aquelas que são específicas de grupos peçonhentos (como fosseta loreal e guizo). É importante destacar que não existe uma única característica isolada que garanta a identificação — a análise deve considerar um conjunto de características morfológicas.
As principais famílias de serpentes peçonhentas no Brasil são:
Viperidae: jararacas, cascavéis e surucucus. Apresentam fosseta loreal (órgão termorreceptor entre olho e narina) e, no caso das cascavéis, guizo ou chocalho na cauda.
Elapidae: corais verdadeiras. Apresentam anéis coloridos (vermelho, preto, branco e/ou amarelo) ao longo do corpo e dentição proteróglifa (presas anteriores fixas).
A ausência de pálpebras é uma característica comum a todas as serpentes, não sendo útil para distinguir peçonhentas de não peçonhentas. Da mesma forma, a cabeça triangular e a coloração vibrante são características que podem aparecer em espécies não peçonhentas, o que torna essas características pouco confiáveis isoladamente.
A dentição áglifa (sem presas especializadas) é característica de serpentes não peçonhentas, como as jiboias e as falsas-corais. Além disso, o comprimento maior que 30 cm não é um critério confiável, pois muitas serpentes não peçonhentas podem ultrapassar esse tamanho. A cabeça triangular, embora comum em viperídeos, também aparece em espécies não peçonhentas, como a falsa-jararaca.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A ausência de pálpebras é uma característica de todas as serpentes, não sendo útil para identificar peçonhentas. A presença de guizo ou chocalho é específica das cascavéis (Viperidae), mas a coloração avermelhada não é um critério confiável, pois muitas serpentes não peçonhentas apresentam essa coloração.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A presença de escamas triangulares não é um critério válido — as escamas das serpentes variam em formato e disposição, mas não há um padrão "triangular" que indique peçonha. A dentição opistóglifa (presas posteriores) é encontrada em algumas serpentes consideradas de importância médica secundária, como as cobras-verdes, mas não é uma característica das principais peçonhentas brasileiras. A coloração vibrante também não é um critério confiável, pois muitas espécies não peçonhentas apresentam cores vivas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Os anéis coloridos são característicos das corais verdadeiras (Elapidae), mas a ausência de pálpebras é comum a todas as serpentes, e a presença de escamas triangulares não é um critério válido. A alternativa mistura uma característica correta (anéis coloridos) com duas que não são específicas de peçonhentas.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa reúne três características que, em conjunto, são fortes indicadores de peçonha:
Fosseta loreal: órgão termorreceptor presente nas Viperidae (jararacas, cascavéis, surucucus), localizado entre o olho e a narina.
Guizo ou chocalho: estrutura presente na extremidade da cauda das cascavéis (gênero Crotalus).
Anéis coloridos: padrão típico das corais verdadeiras (Elapidae), com anéis vermelhos, pretos, brancos e/ou amarelos.
Essas características são amplamente utilizadas em guias de identificação e em treinamentos de manejo de animais peçonhentos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre características comuns a todas as serpentes (como ausência de pálpebras) e aquelas específicas de grupos peçonhentos (como fosseta loreal e guizo). A alternativa D, por exemplo, mistura anéis coloridos (correto) com ausência de pálpebras (comum a todas) e escamas triangulares (critério inválido). Fique atento: a identificação correta exige um conjunto de características, não uma única isolada.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar as características das peçonhentas brasileiras, lembre-se do grupo Viperidae (fosseta loreal + guizo nas cascavéis) e Elapidae (anéis coloridos). Na prova, desconfie de alternativas que incluam características comuns a todas as serpentes (como ausência de pálpebras) como se fossem exclusivas de peçonhentas.