Médico Especialista em Gineco/Obstetra/Mastologista
É uma causa de incontinência urinária por transbordamento:
AObesidade.
BNeuropatia diabética.
CAtrofia urogenital.
DMultiparidade.
ETabagismo.
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GabaritoB — Neuropatia diabética.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Incontinência urinária por transbordamento
Gabarito: letra B. A incontinência urinária por transbordamento (ou de sobrefluxo) resulta da retenção urinária crônica, frequentemente associada à atonia da bexiga em pacientes com diabetes melito (neuropatia diabética) ou lesão da medula espinal, conforme a literatura médica. As demais alternativas (obesidade, atrofia urogenital, multiparidade e tabagismo) são fatores de risco ou causas de outros tipos de incontinência, não do transbordamento.
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, classificada em transitória (causas remediáveis, como os 4Ds e 4Is) ou permanente (causas internas ou funcionais). Dentro das causas internas, distinguem-se quatro tipos principais: incontinência de urgência, de esforço (estresse), por transbordamento (sobrefluxo) e funcional. A incontinência por transbordamento ocorre quando a bexiga está constantemente cheia e distendida, incapaz de esvaziar adequadamente, levando a gotejamento ou extravasamento contínuo de urina, sem sensação verdadeira de necessidade de urinar. A causa mais comum é a obstrução da via de saída (como hiperplasia prostática benigna em homens) ou a atonia do detrusor, que pode ser consequência de neuropatia diabética, lesão medular ou outras condições neurológicas.
A neuropatia diabética é uma complicação crônica do diabetes melito que afeta os nervos periféricos e autônomos, incluindo a inervação da bexiga. A disfunção autonômica compromete a contratilidade do músculo detrusor, resultando em bexiga hipoatônica ou atônica, com dificuldade de esvaziamento e consequente retenção urinária. Essa retenção crônica leva ao transbordamento, com perda involuntária de urina quando a pressão intravesical excede a resistência uretral. É um mecanismo fisiopatológico clássico e bem documentado.
As demais alternativas representam fatores de risco ou causas de outros tipos de incontinência: a obesidade aumenta a pressão intra-abdominal, contribuindo para a incontinência de esforço; a atrofia urogenital (deficiência de estrogênio) está associada à incontinência de urgência e à irritação vesical; a multiparidade enfraquece a musculatura do assoalho pélvico, predispondo à incontinência de esforço; e o tabagismo é um fator de risco para incontinência de esforço, possivelmente por tosse crônica e aumento da pressão abdominal. Nenhuma delas causa diretamente retenção urinária com transbordamento.
A pegadinha desta questão está em reconhecer que a incontinência por transbordamento é um tipo específico, com mecanismo fisiopatológico distinto (retenção por falha de esvaziamento), e não confundi-la com os fatores de risco gerais ou com outros tipos de incontinência. O candidato deve associar a neuropatia diabética à disfunção vesical neurogênica, que é uma causa clássica de bexiga atônica e transbordamento.
Incontinência urinária: Por transbordamento (sobrefluxo) (Retenção crônica, Bexiga atônica/hipoatônica, Neuropatia diabética, Lesão medular, Obstrução (HPB)); De esforço (Fraqueza do assoalho pélvico, Obesidade, multiparidade, tabagismo); De urgência (Hiperatividade do detrusor, Atrofia urogenital)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A obesidade é um fator de risco para incontinência urinária, principalmente a de esforço, devido ao aumento da pressão intra-abdominal que sobrecarrega o assoalho pélvico e o esfíncter uretral. Não causa retenção urinária nem transbordamento.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A neuropatia diabética é uma causa clássica de incontinência por transbordamento. O diabetes melito pode levar à neuropatia autonômica, que compromete a inervação da bexiga, resultando em atonia do detrusor, retenção urinária e, consequentemente, transbordamento com gotejamento contínuo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A atrofia urogenital, causada pela deficiência de estrogênio (comum na pós-menopausa), está associada à incontinência de urgência e a sintomas irritativos, como frequência, noctúria e disúria. Não é causa de retenção urinária nem de transbordamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A multiparidade é um fator de risco para incontinência de esforço, pois o parto vaginal pode lesar a musculatura do assoalho pélvico e o esfíncter uretral. Não está relacionada à retenção urinária ou ao transbordamento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O tabagismo é um fator de risco para incontinência de esforço, possivelmente devido à tosse crônica que aumenta a pressão intra-abdominal. Não é causa de retenção urinária nem de transbordamento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre fatores de risco gerais (obesidade, multiparidade, tabagismo) e causas específicas de cada tipo de incontinência. A neuropatia diabética é a única que se encaixa no mecanismo de retenção por atonia vesical, característico do transbordamento. Memorize: transbordamento = retenção (obstrução ou atonia), enquanto esforço = fraqueza do assoalho pélvico e urgência = hiperatividade do detrusor.