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Questão de Enfermagem — Enfermagem em Oncologia — FUNDATEC 2024

EnfermagemEnfermagem em Oncologia
Código
qg176319
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Salto do Jacuí - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Enfermeiro
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é um tipo de câncer que afeta as células mieloides da medula óssea, levando à produção excessiva de células sanguíneas imaturas. É uma forma de leucemia que progride lentamente e pode afetar os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos e as plaquetas. Assinale a alternativa que corresponde à alteração genética encontrada nessa patologia.
  1. AMetacêntrico.
  2. BMitótico.
  3. CTurner.
  4. DKlinefelter.
  5. EFiladélfia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Filadélfia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e a alteração genética

Gabarito: letra E. A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é caracterizada pela presença do cromossomo Filadélfia, uma alteração genética resultante da translocação recíproca entre os cromossomos 9 e 22, que gera o gene de fusão BCR-ABL. Essa é a marca molecular da doença, sendo o alvo da terapia com inibidores de tirosina quinase, como o mesilato de imatinibe.

A LMC é uma neoplasia mieloproliferativa que se origina na célula-tronco hematopoiética pluripotente. A alteração genética central é a translocação balanceada t(9;22)(q34;q11), que resulta no cromossomo Filadélfia (Ph). Esse cromossomo anômalo contém o gene de fusão BCR-ABL, que codifica uma proteína com atividade de tirosina quinase constitutivamente ativa, levando à proliferação descontrolada das células mieloides. A doença evolui em três fases: crônica, acelerada e blástica. Na fase crônica, há aumento de granulócitos maduros e imaturos no sangue periférico e na medula óssea, com esplenomegalia frequente. O diagnóstico é confirmado pela presença do cromossomo Filadélfia na citogenética ou do rearranjo BCR-ABL na biologia molecular (PCR).

A banca explora a associação direta entre a doença e sua alteração genética característica. É fundamental que o profissional de enfermagem conheça essa correlação, pois o tratamento com inibidores de tirosina quinase (como imatinibe, dasatinibe e nilotinibe) é direcionado especificamente à proteína BCR-ABL, e o monitoramento da resposta terapêutica é feito pela quantificação do transcrito BCR-ABL por PCR em tempo real.

As demais alternativas referem-se a outras condições genéticas ou conceitos de biologia celular, que não se relacionam com a LMC. A seguir, analisamos cada uma delas.

Alterações genéticas
  • 1LMC
    • Cromossomo Filadélfia
      • t(9;22)(q34;q11)
      • Gene BCR-ABL
      • Tirosina quinase ativa
  • 2Síndrome de Turner
    • 45,X
  • 3Síndrome de Klinefelter
    • 47,XXY
  • 4Termos citogenéticos
    • Metacêntrico (morfologia)
    • Mitótico (divisão celular)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Metacêntrico é um termo da citogenética que descreve a morfologia de um cromossomo cujo centrômero está localizado no centro, dividindo-o em dois braços de tamanhos aproximadamente iguais. Não se trata de uma alteração genética específica da LMC, mas sim de uma característica estrutural de cromossomos normais. A banca utiliza esse termo para confundir o candidato que não domina a nomenclatura citogenética.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Mitótico refere-se ao processo de divisão celular (mitose), não a uma alteração genética. A LMC está associada a uma translocação cromossômica específica, e não a um processo de divisão celular. A alternativa é um distrator que explora a confusão entre o mecanismo de proliferação celular e a alteração genética subjacente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Turner refere-se à Síndrome de Turner, uma condição genética caracterizada pela ausência total ou parcial de um cromossomo X em mulheres (cariótipo 45,X). Essa síndrome está associada a características como baixa estatura, disgenesia gonadal e infertilidade, mas não tem relação com a LMC. A banca explora a associação de nomes de síndromes genéticas com a doença em questão.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Klinefelter refere-se à Síndrome de Klinefelter, uma condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo X extra em homens (cariótipo 47,XXY). Essa síndrome está associada a hipogonadismo, ginecomastia e infertilidade, mas não tem relação com a LMC. Assim como a alternativa C, é um distrator que explora a associação de síndromes genéticas.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Filadélfia é o nome do cromossomo anômalo resultante da translocação recíproca entre os cromossomos 9 e 22, t(9;22)(q34;q11). Essa alteração genética é a marca da LMC, presente em cerca de 95% dos casos. O cromossomo Filadélfia contém o gene de fusão BCR-ABL, que codifica uma proteína com atividade de tirosina quinase constitutivamente ativa, responsável pela proliferação descontrolada das células mieloides. A identificação dessa alteração é essencial para o diagnóstico e para a escolha do tratamento com inibidores de tirosina quinase.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar a associação entre a LMC e o cromossomo Filadélfia, lembre-se: "LMC = Filadélfia". Essa é uma das associações mais cobradas em provas de enfermagem e hematologia. Além disso, é importante conhecer as outras alterações genéticas associadas a outras leucemias, como a translocação t(15;17) na leucemia promielocítica aguda (LPA) e a t(8;21) na leucemia mieloide aguda (LMA).

Gabarito: letra E

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