Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2024
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg178558
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Água Santa - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Ginecologista
Analise as asserções abaixo e a relação proposta entre elas:
I. O uso da contracepção de emergência (levonorgestrel pós-coito) não é abortivo.
PORQUE
II. O seu uso é eficaz apenas quando tomado antes da ovulação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
AAs asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
BAs asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
CA asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
DA asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
EAs asserções I e II são proposições falsas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Contracepção de emergência: mecanismo de ação e eficácia
Gabarito: letra A. A asserção I é verdadeira — o levonorgestrel pós-coito não é abortivo, pois atua prevenindo a ovulação e não interfere em uma gestação já estabelecida. A asserção II também é verdadeira, pois o levonorgestrel é eficaz principalmente quando tomado antes da ovulação, inibindo ou retardando esse processo. A II justifica a I, pois é exatamente por agir antes da ovulação (e não após a fertilização/implant ação) que o método não é abortivo. Portanto, a alternativa correta é a que afirma que ambas são verdadeiras e a II justifica a I.
A contracepção de emergência (CE) é um método utilizado após relação sexual desprotegida ou falha contraceptiva, com o objetivo de prevenir uma gravidez indesejada. O levonorgestrel, um progestágeno sintético, é o fármaco mais comum para essa finalidade. Seu mecanismo de ação principal é inibir ou retardar a ovulação, impedindo que o óvulo seja liberado e encontre o espermatozoide. Além disso, pode alterar o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides, e interferir na motilidade tubária. É fundamental entender que esses mecanismos atuam antes da fertilização — ou seja, antes da formação do zigoto. Uma vez que a fertilização já ocorreu e o embrião está implantado, o levonorgestrel não tem efeito. Por isso, a CE não é abortiva: ela não interrompe uma gestação já estabelecida, pois não age após a implantação. Essa distinção é crucial e frequentemente cobrada em provas, pois o termo "abortivo" refere-se à interrupção de uma gravidez em curso, o que não ocorre com esse método.
A eficácia do levonorgestrel é maior quanto mais cedo for administrado após a relação sexual desprotegida, e seu principal alvo é a ovulação. Estudos mostram que, quando tomado antes da ovulação, ele é capaz de inibir ou retardar o pico de LH (hormônio luteinizante), prevenindo a liberação do óvulo. Se a ovulação já ocorreu, o levonorgestrel tem eficácia reduzida, pois não consegue impedir a fertilização nem a implantação. Portanto, a afirmação de que o uso é eficaz apenas quando tomado antes da ovulação é verdadeira, embora seja importante ressaltar que a eficácia é maior nesse período, mas não exclusiva — há alguma eficácia mesmo após a ovulação, porém menor. A banca, no entanto, considera a asserção II como verdadeira, pois o mecanismo principal e mais eficaz é pré-ovulatório.
A relação entre as asserções é de justificativa: a II explica o porquê da I. Se o levonorgestrel age apenas antes da ovulação, ele não pode ser abortivo, pois não interfere em uma gestação já estabelecida. A lógica é: como o método atua prevenindo a ovulação (e não após a fertilização), ele não é abortivo. Essa é a justificativa correta, e a alternativa A reflete exatamente essa relação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "eficaz apenas antes da ovulação" e "não abortivo". O candidato pode pensar que, se o método é eficaz apenas antes da ovulação, então ele não é abortivo — mas a relação correta é inversa: é porque age antes da ovulação que não é abortivo. A pegadinha está em inverter a lógica da justificativa. Fique atento: a II é uma justificativa da I, não o contrário.
1Antes da ovulação
2Inibe pico de LH
3Impede liberação do óvulo
4Não é abortivo
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A asserção I é verdadeira: o levonorgestrel pós-coito não é abortivo, pois atua prevenindo a ovulação e não interfere em uma gestação já estabelecida. A asserção II também é verdadeira: o uso é eficaz principalmente quando tomado antes da ovulação, pois inibe ou retarda o pico de LH, prevenindo a liberação do óvulo. A II justifica a I, pois é exatamente por agir antes da ovulação (e não após a fertilização/implant ação) que o método não é abortivo. Portanto, ambas são verdadeiras e a II é uma justificativa da I.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A asserção II é uma justificativa da I, pois a eficácia pré-ovulatória é o mecanismo que explica por que o método não é abortivo. A alternativa B afirma que a II não é uma justificativa da I, o que está incorreto. A relação de causa e efeito é clara: como o levonorgestrel age antes da ovulação, ele não pode interromper uma gestação já estabelecida, logo não é abortivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A asserção II é verdadeira, não falsa. O levonorgestrel é eficaz principalmente quando tomado antes da ovulação, pois seu mecanismo de ação principal é inibir ou retardar a ovulação. A alternativa C afirma que a II é falsa, o que está incorreto. A eficácia é maior no período pré-ovulatório, e a banca considera essa afirmação como verdadeira.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A asserção I é verdadeira, não falsa. O levonorgestrel pós-coito não é abortivo, pois atua prevenindo a ovulação e não interfere em uma gestação já estabelecida. A alternativa D afirma que a I é falsa, o que está incorreto. O método não interrompe uma gravidez em curso, portanto não é abortivo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Ambas as asserções são verdadeiras, não falsas. A asserção I é verdadeira (não é abortivo) e a asserção II é verdadeira (eficaz antes da ovulação). A alternativa E afirma que ambas são falsas, o que está incorreto. A relação entre elas é de justificativa, como explicado na alternativa A.
Gabarito: letra A — as asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.