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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg179160
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica e Multiprofissional em Saúde - Anestesiologia
A cardiopatia isquêmica é uma importante causa de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo. Sobre a cardiopatia isquêmica, analise as assertivas a seguir:I. Na maioria dos casos, a isquemia miocárdica está associada a espasmo coronariano, alterações da reserva vasodilatadora coronariana ou trombose.II. A cardiopatia isquêmica possui amplo espectro de apresentação clínica, podendo manifestar-se por morte súbita, infarto do miocárdio, angina instável, angina estável, insuficiência cardíaca, arritmias e isquemia silenciosa.III. Naqueles pacientes que apresentam angina típica e probabilidade >80%, não há necessidade absoluta de confirmação diagnóstica, e o médico que presta cuidados primários à saúde pode iniciar o tratamento clínico.Quais estão corretas?
  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas I e II.
  4. DApenas II e III.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Apenas II e III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cardiopatia Isquêmica: análise de assertivas

Gabarito: letra D (corretas II e III). A assertiva I está incorreta porque inverte a principal causa da isquemia miocárdica: na maioria dos casos, ela está associada à aterosclerose com obstrução das artérias coronárias, e não ao espasmo coronariano, alterações da reserva vasodilatadora ou trombose — esses são mecanismos adicionais, não a causa predominante. As assertivas II e III estão corretas, conforme o texto de referência sobre cardiopatia isquêmica.

A cardiopatia isquêmica é uma síndrome complexa que resulta, na grande maioria dos casos, de doença aterosclerótica coronariana. A placa de ateroma cresce progressivamente, reduz o lúmen vascular e compromete o aporte de oxigênio ao miocárdio, gerando um desequilíbrio entre oferta e demanda. Esse é o mecanismo central descrito na literatura: "Na maioria dos casos, a isquemia miocárdica está associada à aterosclerose, com redução do aporte de oxigênio ao miocárdio por obstrução das artérias coronárias." Outros mecanismos — espasmo coronariano, alteração da reserva vasodilatadora, trombose — podem comprometer o fluxo, mas são menos frequentes e geralmente atuam em conjunto com a aterosclerose.

O espectro clínico da doença é amplo e inclui desde formas assintomáticas (isquemia silenciosa) até eventos fatais. As apresentações clássicas são: angina estável, angina instável, infarto agudo do miocárdio (com ou sem supradesnivelamento de ST), morte súbita, insuficiência cardíaca e arritmias. Essa variedade reflete a fisiopatologia: a obstrução fixa causa angina aos esforços; a ruptura de placa com trombose superposta leva às síndromes coronarianas agudas; a disfunção ventricular consequente pode evoluir para insuficiência cardíaca; e as arritmias podem culminar em morte súbita.

Na abordagem diagnóstica, a história clínica é o pilar. Para pacientes com angina típica e probabilidade pré-teste > 80%, a confirmação diagnóstica por exames complementares não é obrigatória — o médico da atenção primária pode iniciar o tratamento clínico diretamente, prosseguindo com a avaliação prognóstica para identificar os pacientes de maior risco que possam se beneficiar de revascularização. Essa conduta é recomendada por diretrizes e pelo texto de referência, que afirma: "Naqueles pacientes que apresentam angina típica e probabilidade > 80%, não há necessidade absoluta de confirmação diagnóstica, e o médico que presta cuidados primários à saúde pode iniciar o tratamento clínico."

A pegadinha da questão está na assertiva I: a banca troca a causa predominante (aterosclerose) por mecanismos alternativos (espasmo, reserva vasodilatadora, trombose). O candidato que memoriza a lista de mecanismos sem atentar para a palavra "maioria" cai no erro. Guarde a hierarquia: aterosclerose é a regra; os demais são exceções ou coadjuvantes.

Item

Conteúdo da assertiva

Veredito

I

Isquemia miocárdica associada a espasmo, reserva vasodilatadora ou trombose na maioria dos casos

❌ Incorreto (causa predominante é aterosclerose)

II

Amplo espectro clínico: morte súbita, IAM, anginas, IC, arritmias, isquemia silenciosa

✅ Correto

III

Angina típica com probabilidade >80% dispensa confirmação diagnóstica; pode iniciar tratamento clínico

✅ Correto

Item I — ❌ Incorreto

A assertiva afirma que "na maioria dos casos, a isquemia miocárdica está associada a espasmo coronariano, alterações da reserva vasodilatadora coronariana ou trombose". Isso está errado: a causa predominante é a aterosclerose com obstrução coronariana. O texto de referência é claro: "Na maioria dos casos, a isquemia miocárdica está associada à aterosclerose, com redução do aporte de oxigênio ao miocárdio por obstrução das artérias coronárias." Espasmo, reserva vasodilatadora e trombose são mecanismos adicionais, não a causa mais comum. A banca inverteu a hierarquia fisiopatológica.

Item II — ✅ Correto

A assertiva descreve corretamente o amplo espectro de apresentação clínica da cardiopatia isquêmica: morte súbita, infarto do miocárdio, angina instável, angina estável, insuficiência cardíaca, arritmias e isquemia silenciosa. O texto de referência confirma: "A cardiopatia isquêmica possui amplo espectro de apresentação clínica, podendo manifestar-se por morte súbita, infarto do miocárdio, angina instável, angina estável, insuficiência cardíaca, arritmias e isquemia silenciosa." Todas essas formas são reconhecidas e fazem parte do quadro clínico da doença.

Item III — ✅ Correto

A assertiva está correta: em pacientes com angina típica e probabilidade pré-teste > 80%, não há necessidade absoluta de confirmação diagnóstica, e o médico da atenção primária pode iniciar o tratamento clínico. O texto de referência afirma: "Naqueles pacientes que apresentam angina típica e probabilidade > 80%, não há necessidade absoluta de confirmação diagnóstica, e o médico que presta cuidados primários à saúde pode iniciar o tratamento clínico." Essa conduta é baseada na alta probabilidade de doença arterial coronariana, tornando o teste diagnóstico desnecessário antes do início da terapia.

Conclusão: corretos os itens II e III → gabarito: letra D.

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