Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Legislação da Saúde. SUS. — FUNDATEC 2024

MedicinaLegislação da Saúde. SUS.
Código
qg180418
Banca
FUNDATEC
Órgão
UFCSPA - RS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área: Medicina do Trabalho
Para a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde, são uma das principais expressões operativas do enfoque e da atenção primária à saúde no que se refere à prestação de serviços da saúde, contribuindo a efetivar-se seus atributos, entre eles a cobertura e o acesso universal, o primeiro contato, a atenção contínua, o cuidado apropriado, a organização e a gerência ótimas e a ação intersetorial. O trecho refere-se a:
  1. AAbordagens centradas em doenças comunitárias.
  2. BRedes de serviços integrais e integradas.
  3. CMacrorregiões de saúde e a centralização dos serviços e ações de saúde.
  4. DCuidados terciários e paliativos de saúde da população adscrita.
  5. EConselhos nacionais e estaduais de saúde coletiva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Redes de serviços integrais e integradas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Redes de Atenção à Saúde e a Atenção Primária

Gabarito: letra B. O trecho transcrito na questão é uma citação direta da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) sobre as redes de serviços integrais e integradas, que são consideradas uma das principais expressões operativas do enfoque da atenção primária à saúde. A alternativa B reproduz exatamente essa expressão, sendo a única que corresponde ao conceito descrito.

O conceito central aqui é o de Redes de Atenção à Saúde (RAS). Uma RAS é uma organização de serviços de saúde que se articula de forma horizontal e integrada, com diferentes pontos de atenção (unidades básicas, ambulatórios, hospitais, serviços de urgência, etc.) que se comunicam e se complementam para oferecer um cuidado contínuo e integral à população de um determinado território. Diferentemente de um sistema hierarquizado e fragmentado, a rede busca superar a lógica de níveis isolados, promovendo a coordenação do cuidado ao longo do tempo.

A OPAS/OMS, ao definir as redes de serviços integrais e integradas, destaca que elas são a forma operativa de concretizar os atributos da atenção primária à saúde. Esses atributos incluem: cobertura e acesso universal, primeiro contato, atenção integral, integrada e contínua, cuidado apropriado, organização e gerência ótimas e ação intersetorial. Ou seja, a rede não é apenas um conjunto de serviços, mas um arranjo que permite que a atenção primária exerça seu papel de porta de entrada e coordenadora do cuidado, garantindo que o usuário transite pelos diferentes pontos de atenção conforme sua necessidade, sem perder a continuidade e a integralidade do cuidado.

Na prática, uma RAS se estrutura a partir de três elementos: uma população/território definido, uma estrutura operacional (que inclui os pontos de atenção, sistemas de apoio e logística) e um modelo de atenção à saúde. O mecanismo prioritário para a coordenação é um sistema de informação em saúde informatizado, com prontuário eletrônico e identificador único, comum a todos os pontos da rede. Além disso, mecanismos como interconsultas, apoio matricial e teleconsultorias são fundamentais para a integração.

A distinção que importa é entre rede e hierarquia. No modelo tradicional, os serviços são organizados em níveis (primário, secundário, terciário) com fluxos rígidos e verticais. Na RAS, a lógica é horizontal: não há hierarquia entre os pontos de atenção, mas sim uma organização em rede, onde a atenção primária é a porta de entrada e ordena o fluxo dos usuários. A alternativa C, por exemplo, fala em "centralização", que é o oposto da lógica de rede descentralizada e integrada.

A pegadinha da banca está em confundir o conceito de rede com outros arranjos organizacionais do SUS, como as regiões de saúde (que são recortes territoriais para planejamento) ou os conselhos de saúde (que são instâncias de participação social). O trecho da OPAS/OMS é específico sobre as redes de serviços integrais e integradas, e é essa expressão que deve ser identificada.

Guarde a definição da OPAS/OMS: redes de serviços integrais e integradas são a expressão operativa da atenção primária. É exatamente esse termo que a alternativa B reproduz e que as demais tentam distorcer.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa fala em "abordagens centradas em doenças comunitárias", o que não corresponde ao conceito de redes de atenção à saúde. A lógica da RAS é centrada na população e no território, não em doenças específicas. Além disso, o trecho da OPAS/OMS não menciona "doenças comunitárias", mas sim atributos como cobertura universal, primeiro contato e atenção contínua. O erro está em trocar o foco da organização (rede de serviços) por um enfoque de doenças.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz exatamente a expressão utilizada pela OPAS/OMS no trecho citado: "redes de serviços integrais e integradas". O texto da questão é uma citação direta que define essas redes como uma das principais expressões operativas do enfoque da atenção primária à saúde, contribuindo para efetivar seus atributos. Portanto, a alternativa B é a única que corresponde fielmente ao conteúdo do enunciado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa menciona "macrorregiões de saúde" e "centralização dos serviços e ações de saúde". Embora as regiões de saúde sejam um conceito do SUS (definido pelo Decreto nº 7.508/2011), o trecho da OPAS/OMS não fala em macrorregiões nem em centralização. Pelo contrário, a lógica das redes é de descentralização e integração horizontal, não de centralização. O erro está em trocar o conceito de rede por um arranjo regionalizado e centralizado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa fala em "cuidados terciários e paliativos de saúde da população adscrita". O trecho da OPAS/OMS não se refere a um nível específico de atenção (terciário) nem a cuidados paliativos. A atenção primária à saúde, que é o enfoque mencionado, é a porta de entrada do sistema e coordena o cuidado, mas não se limita a cuidados terciários ou paliativos. O erro está em restringir o conceito de rede a um nível de atenção específico, quando na verdade a rede integra todos os pontos de atenção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa menciona "conselhos nacionais e estaduais de saúde coletiva". Os conselhos de saúde são instâncias de participação social e controle social do SUS, previstas na Lei nº 8.142/1990. Eles não são "expressões operativas" da atenção primária à saúde, mas sim espaços de deliberação e fiscalização das políticas de saúde. O trecho da OPAS/OMS fala de redes de serviços, não de conselhos. O erro está em confundir instâncias de participação social com a organização dos serviços de saúde em rede.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/qg180418