Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FUNDATEC 2024
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg180597
Banca
FUNDATEC
Órgão
CREMERS
Ano
2024
Nível
Superior
Profissionais ainda temem perder o emprego para IA, mas este especialista aposta no
contrário
(Disponível em: exame.com/carreira/profissionais-ainda-temem-perder-o-emprego-para-ia-mas-esteespecialista-aposta-no-contrario/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o seguinte fragmento do texto “não teve quem não se preocupasse (nem que por apenas um breve momento) com o impacto que essa inovação poderia trazer”, (l. 02-03) infere-se predominantemente que:
AA inovação não despertou preocupações significativas entre as pessoas.
BA maioria das pessoas ignorou completamente o impacto potencial da inteligência artificial.
CAs preocupações sobre o impacto da inovação foram duradouras e profundas.
DMesmo que brevemente, todos ponderaram sobre o impacto da inteligência artificial.
ESomente algumas pessoas expressaram preocupações sobre o impacto da inteligência artificial, enquanto outras permaneceram indiferentes.
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GabaritoD — Mesmo que brevemente, todos ponderaram sobre o impacto da inteligência artificial.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Inferência a partir da dupla negação: todos se preocuparam, ainda que brevemente
Gabarito: letra D. A expressão "não teve quem não se preocupasse" é uma dupla negação que, na verdade, afirma a universalidade: todos se preocuparam. O trecho ainda acrescenta "nem que por apenas um breve momento", indicando que essa preocupação poderia ser rápida, mas não deixou de existir para ninguém. A alternativa D parafraseia exatamente isso: "Mesmo que brevemente, todos ponderaram sobre o impacto da inteligência artificial".
O comando pede uma inferência ("infere-se predominantemente"), ou seja, uma conclusão que o texto obriga a tirar — não uma opinião livre. A pista está na construção sintática: "não teve quem não" = não existiu pessoa que não se preocupasse = todos se preocuparam. O parêntese "nem que por apenas um breve momento" modula a intensidade (pode ter sido rápida), mas não a universalidade (atingiu a todos).
Alternativa A — ❌ Incorreta
"não teve quem não se preocupasse (nem que por apenas um breve momento)"
A alternativa diz que "a inovação não despertou preocupações significativas". Isso contradiz o texto: a dupla negação afirma que todos se preocuparam. O erro está em inverter o sentido da expressão — o texto diz que houve preocupação universal; a alternativa nega que tenha havido preocupação relevante. Erro: contradiz o texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "a maioria das pessoas ignorou completamente o impacto". O texto, ao contrário, diz que ninguém deixou de se preocupar ("não teve quem não"). Além de contradizer a universalidade, a alternativa restringe o alcance: troca "todos" por "a maioria" e acrescenta "ignorou completamente", que é o oposto do que está escrito. Erro: contradiz o texto e restringe o alcance.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa diz que as preocupações foram "duradouras e profundas". O texto, porém, ressalva "nem que por apenas um breve momento", ou seja, a preocupação pode ter sido rápida e superficial. A alternativa extrapola ao transformar uma possibilidade de brevidade em certeza de profundidade. Erro: extrapola a intensidade.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"não teve quem não se preocupasse (nem que por apenas um breve momento)"
A alternativa D é a paráfrase fiel da dupla negação: "Mesmo que brevemente, todos ponderaram sobre o impacto". Ela preserva os dois elementos centrais: a universalidade (todos) e a brevidade (mesmo que brevemente). É a única que não acrescenta, não restringe e não inverte o sentido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "somente algumas pessoas expressaram preocupações... enquanto outras permaneceram indiferentes". Isso contradiz frontalmente o texto: a dupla negação garante que ninguém ficou indiferente — todos se preocuparam. A alternativa restringe a universalidade a um grupo parcial. Erro: contradiz o texto e restringe o alcance.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a dupla negação "não teve quem não" — expressão que parece negar, mas afirma com ênfase. As distratoras tentam te convencer de que houve exceções ("a maioria", "somente algumas") ou que a preocupação foi forte ("duradouras e profundas"), quando o texto só garante que todos se preocuparam, ainda que brevemente.
PEGA ESSA DICA!
Ao ver "não... não" ou "ninguém... sem", lembre-se: dupla negação = afirmação universal. Teste cada alternativa perguntando: "o texto garante isso para todos?" — se a alternativa disser "alguns", "maioria" ou "ninguém", ela está errada.