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Questão de Raciocínio Lógico — Lógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos — FUNDATEC 2024

Raciocínio LógicoLógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos
Código
qg180905
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF-AP
Ano
2024
Nível
Superior
Se Pedro anda de bicicleta, então Luiz foi ao parque. Se Luiz foi ao parque, então Jean é prefeito. Se Jean é prefeito, então Cláudio não é vereador. Se Cláudio não é vereador, então Madalena é professora. Se Madalena é professora, então Renato é contador. Considerando que Renato não é contador pode-se afirmar que:
  1. APedro anda de patins.
  2. BLuiz não foi ao parque.
  3. CJean é prefeito.
  4. DCláudio não é vereador.
  5. EMadalena é professora e dentista.
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GabaritoB — Luiz não foi ao parque.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação – Encadeamento de Condicionais

Gabarito: letra B. Como Renato não é contador, e a cadeia de condicionais termina em "Se Madalena é professora, então Renato é contador", aplica-se a regra da contrapositiva: se a consequência é falsa, a antecedente também deve ser falsa. Isso faz a negação "caminhar para trás" pela cadeia, concluindo-se que Luiz não foi ao parque.

A questão apresenta uma sequência de proposições condicionais ("se... então..."), formando uma cadeia lógica. O raciocínio central é o modus tollens: em uma condicional PQP \rightarrow Q, se sabemos que QQ é falso, então PP também deve ser falso. Aplicando isso sucessivamente, a falsidade de "Renato é contador" se propaga para trás, negando cada antecedente.

Vamos formalizar as proposições:

  • PP: Pedro anda de bicicleta

  • LL: Luiz foi ao parque

  • JJ: Jean é prefeito

  • CC: Cláudio é vereador

  • MM: Madalena é professora

  • RR: Renato é contador

As premissas são:

  1. PLP \rightarrow L

  2. LJL \rightarrow J

  3. J¬CJ \rightarrow \neg C

  4. ¬CM\neg C \rightarrow M

  5. MRM \rightarrow R

E sabemos que ¬R\neg R é verdadeiro.

Aplicando o modus tollens na premissa 5: como ¬R\neg R é verdadeiro, concluímos ¬M\neg M (Madalena não é professora).

Aplicando na premissa 4: como ¬M\neg M é verdadeiro, concluímos ¬(¬C)=C\neg(\neg C) = C (Cláudio é vereador).

Aplicando na premissa 3: como CC é verdadeiro, concluímos ¬J\neg J (Jean não é prefeito).

Aplicando na premissa 2: como ¬J\neg J é verdadeiro, concluímos ¬L\neg L (Luiz não foi ao parque).

Aplicando na premissa 1: como ¬L\neg L é verdadeiro, concluímos ¬P\neg P (Pedro não anda de bicicleta).

Portanto, a única afirmação que podemos garantir é que Luiz não foi ao parque.

Caso

Atribuição

Resultado

1

¬R (Renato não é contador)

Aplicando modus tollens em M → R, conclui-se ¬M

2

¬M (Madalena não é professora)

Aplicando modus tollens em ¬C → M, conclui-se C

3

C (Cláudio é vereador)

Aplicando modus tollens em J → ¬C, conclui-se ¬J

4

¬J (Jean não é prefeito)

Aplicando modus tollens em L → J, conclui-se ¬L

5

¬L (Luiz não foi ao parque)

Aplicando modus tollens em P → L, conclui-se ¬P

  1. 1Renato não é contador
  2. 2Madalena não é professora
  3. 3Cláudio é vereador
  4. 4Jean não é prefeito
  5. 5Luiz não foi ao parque
  6. 6Pedro não anda de bicicleta
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "Pedro anda de patins". O enunciado não fornece nenhuma informação sobre patins. O que podemos concluir é que Pedro não anda de bicicleta (¬P\neg P), mas isso não implica que ele anda de patins. A alternativa introduz uma informação nova e não suportada pelas premissas.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme demonstrado, a negação de "Renato é contador" se propaga pela cadeia de condicionais, concluindo-se que Luiz não foi ao parque. Esta é a única conclusão logicamente obrigatória.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que "Jean é prefeito". Pelo contrário, a aplicação do modus tollens na premissa 3 (J¬CJ \rightarrow \neg C) com a conclusão de que Cláudio é vereador (CC) nos leva a ¬J\neg J (Jean não é prefeito). A alternativa afirma exatamente o oposto do que a lógica determina.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "Cláudio não é vereador". A aplicação do modus tollens na premissa 4 (¬CM\neg C \rightarrow M) com a conclusão de que Madalena não é professora (¬M\neg M) nos leva a CC (Cláudio é vereador). A alternativa inverte o valor lógico correto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "Madalena é professora e dentista". A aplicação do modus tollens na premissa 5 (MRM \rightarrow R) com a conclusão de que Renato não é contador (¬R\neg R) nos leva a ¬M\neg M (Madalena não é professora). Além disso, a alternativa acrescenta a informação de que ela é dentista, o que não tem qualquer suporte nas premissas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o modus ponens (afirmação do antecedente) e o modus tollens (negação do consequente). O candidato desatento pode tentar "caminhar para frente" na cadeia, mas como a informação dada é a negação do último consequente, o caminho correto é sempre para trás, negando cada antecedente. Perceba que as alternativas C, D e E afirmam exatamente os valores que a lógica nega — é a armadilha clássica de inverter o sentido da implicação.

PEGA ESSA DICA!

Em cadeias de condicionais, quando a premissa final é a negação do consequente, use sempre o modus tollens repetidamente. Uma técnica rápida: escreva a cadeia em uma linha e vá "riscando" cada proposição que se torna falsa, da direita para a esquerda. Isso evita erros e economiza tempo na prova.

Gabarito: letra B

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