Questão de Português — Análise sintática — FUNDATEC 2024
- Código
- qg180957
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior

- AObjeto direto
- BObjeto indireto.
- CComplemento nominal.
- DAgente da passiva.
- EAdjunto adverbial.

GabaritoD — Agente da passiva.
Gabarito: letra D. No trecho “A aridez detectada pelos pesquisadores se espalha por uma área de 5.592,6 km²”, a expressão sublinhada “pelos pesquisadores” exerce a função sintática de agente da passiva, pois indica quem pratica a ação expressa pelo verbo no particípio “detectada”, que está na voz passiva analítica. A passagem que comprova: “A aridez detectada pelos pesquisadores” — o particípio “detectada” exige um complemento agente introduzido pela preposição por, e “pelos pesquisadores” é exatamente esse complemento.
O agente da passiva é o termo que pratica a ação quando o verbo está na voz passiva analítica (verbo ser/estar + particípio). Ele vem sempre introduzido pela preposição por (ou sua contração pelo/pela/pelos/pelas) e pode ser retirado da frase sem prejuízo sintático, pois é um termo integrante, mas não essencial.
No trecho, a estrutura é:
“A aridez” — sujeito paciente (sofre a ação de ser detectada).
“detectada” — particípio que, com o verbo ser/estar (implícito), forma a voz passiva analítica.
“pelos pesquisadores” — agente da passiva: quem pratica a ação de detectar.
A banca adora confundir esses dois termos, pois ambos podem vir introduzidos pela preposição por. A diferença é decisiva:
Critério | Agente da passiva | Adjunto adverbial |
|---|---|---|
Ocorre com | Voz passiva (verbo ser/estar + particípio) | Qualquer verbo (ativo ou passivo) |
Indica | Quem pratica a ação | Circunstância (causa, meio, lugar, tempo etc.) |
Teste | Passar para a voz ativa: vira sujeito | Não vira sujeito na ativa |
Exemplo | “A casa foi construída pelos operários” | “Ele saiu por causa da chuva” |
No trecho, “pelos pesquisadores” passa no teste: “Os pesquisadores detectaram a aridez” — vira sujeito da ativa. Logo, é agente da passiva, não adjunto adverbial.
Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição obrigatória. No trecho, “pelos pesquisadores” não completa o verbo “detectada” (que está no particípio, formando voz passiva); ele indica o agente. Além disso, vem com preposição por, o que já afastaria o objeto direto típico. Erro: troca de conceito — confunde complemento verbal com agente da passiva.
Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, exigido pela regência verbal (ex.: “gosto de comida”). Aqui, “pelos pesquisadores” não é exigido por nenhum verbo no sentido de complemento; ele é o agente da ação expressa pelo particípio. Erro: troca de conceito — confunde complemento verbal preposicionado com agente da passiva.
Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e vem com preposição, mas tem valor passivo ou de alvo. Ex.: “amor à mãe” (quem ama, ama algo). No trecho, “pelos pesquisadores” não completa um nome; ele pratica a ação de “detectar”. Erro: troca de conceito — confunde complemento nominal com agente da passiva, ambos preposicionados, mas com naturezas distintas.
Agente da passiva é o termo que pratica a ação na voz passiva analítica. No trecho, “A aridez detectada pelos pesquisadores”, o particípio “detectada” indica ação sofrida pelo sujeito “A aridez”, e “pelos pesquisadores” é quem a pratica. A passagem “detectada pelos pesquisadores” comprova: a preposição por + o agente. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.
Adjunto adverbial indica circunstância (tempo, lugar, modo, causa etc.) e não é exigido pelo verbo. Embora “pelos pesquisadores” venha com preposição por, ele não indica circunstância; indica o agente da ação. O teste da voz ativa resolve: “Os pesquisadores detectaram a aridez” — vira sujeito, o que não ocorreria com um adjunto adverbial. Erro: troca de conceito — confunde agente da passiva com adjunto adverbial, a pegadinha clássica da banca.
A banca explora a confusão entre agente da passiva e adjunto adverbial, ambos introduzidos pela preposição por. O teste decisivo é passar para a voz ativa: se o termo vira sujeito, é agente da passiva.
Ao ver um termo com “por/pelo/pela”, pergunte: “há voz passiva? quem pratica a ação?”. Se sim, é agente da passiva; se não, é adjunto adverbial.
Gabarito: letra D.
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