Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2024
- Código
- qg182381
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Cruzaltense - RS
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior

- ASujeito.
- BPredicativo do sujeito.
- CAgente da passiva.
- DComplemento nominal.
- EObjeto direto.

GabaritoE — Objeto direto.
Gabarito: letra E. No período “A verdade é que há coisas que a lei não veda, e que, no entanto, não devemos realizar”, o termo sublinhado é o pronome relativo “que” (segunda ocorrência), que exerce a função de objeto direto na oração adjetiva “que não devemos realizar”. Isso se prova porque o verbo “realizar” é transitivo direto e o pronome “que” retoma o antecedente “coisas”, funcionando como o complemento verbal sem preposição: não devemos realizar as coisas.
A questão exige análise sintática de um pronome relativo dentro de uma oração subordinada adjetiva. Para resolver, é preciso identificar o antecedente e verificar a transitividade do verbo da oração adjetiva. O pronome relativo “que” sempre exerce uma função sintática dentro da oração que introduz, e essa função é determinada pelo verbo dessa oração.
Objeto direto é o termo que completa o sentido de um verbo transitivo direto, sem necessidade de preposição. No trecho, o verbo “realizar” pede um complemento: realizar algo. Esse “algo” é o objeto direto. O pronome relativo “que” substitui o antecedente “coisas”, assumindo essa função dentro da oração adjetiva.
Encontre o antecedente: o pronome “que” retoma “coisas”.
Analise o verbo da oração adjetiva: “realizar” é transitivo direto (realizar algo).
Substitua o pronome pelo antecedente: “não devemos realizar as coisas” → “as coisas” é objeto direto.
Se o verbo pedisse preposição, seria objeto indireto (ex.: “coisas de que gostamos” → gostar de algo). Como não há preposição, é objeto direto.
Sujeito é o termo que pratica ou sofre a ação. Na oração “que não devemos realizar”, o sujeito é desinencial (“nós” – implícito na desinência verbal). O pronome “que” não é sujeito, pois o verbo “realizar” já tem sujeito oculto. Erro: confundir o termo que completa o verbo com o termo que pratica a ação.
Predicativo do sujeito é o termo que caracteriza o sujeito, ligado a ele por verbo de ligação. Aqui, “que” não caracteriza ninguém; ele completa o sentido de um verbo transitivo. Erro: aplicar função de qualidade a um termo que exerce função de complemento.
Agente da passiva é o termo que pratica a ação na voz passiva, introduzido por “por” (ex.: “o livro foi lido pelo aluno”). No trecho, não há voz passiva; o verbo “realizar” está na voz ativa. Erro: associar a termo de oração ativa a uma função típica da voz passiva.
Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre com preposição. O pronome “que” completa o sentido de um verbo, não de um nome. Erro: confundir complemento verbal com complemento nominal.
Como demonstrado, o pronome relativo “que” exerce a função de objeto direto do verbo “realizar”, pois retoma “coisas” e completa o sentido do verbo transitivo direto sem preposição. A substituição confirma: não devemos realizar as coisas.
Para resolver questões de função sintática do pronome relativo, substitua o pronome pelo antecedente e observe a transitividade do verbo. Se o verbo pedir preposição, será objeto indireto; se não pedir, será objeto direto.
A banca explora a confusão entre objeto direto e sujeito. O pronome relativo “que” pode ser sujeito (ex.: “coisas que acontecem”) ou objeto direto (ex.: “coisas que fazemos”). A diferença está no verbo: se o verbo já tem sujeito, o “que” tende a ser objeto.
Gabarito: letra E.
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