Qual dos seguintes critérios é fundamental para o diagnóstico de demência?
APresença de déficits de memória, independentemente da gravidade, como único critério diagnóstico.
BDiminuição significativa do desempenho cognitivo em, pelo menos, duas áreas do funcionamento cognitivo, sendo a memória uma delas.
CConfirmação histopatológica de depósitos de proteína beta-amiloide e emaranhados neurofibrilares no cérebro por biópsia.
DDuração dos sintomas cognitivos por no mínimo 3 meses.
EElevação das concentrações de proteína tau no líquido cefalorraquidiano como único marcador diagnóstico.
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GabaritoB — Diminuição significativa do desempenho cognitivo em, pelo menos, duas áreas do funcionamento cognitivo, sendo a memória uma delas.
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Diagnóstico de demência: critérios clínicos essenciais
Gabarito: letra B. O diagnóstico de demência exige declínio cognitivo significativo em pelo menos duas áreas do funcionamento cognitivo, sendo a memória uma delas — critério que reflete a necessidade de comprometimento múltiplo, não apenas isolado. Essa definição é amplamente aceita em manuais diagnósticos como o DSM-5 e o NIA-AA, e é o que a alternativa B corretamente descreve.
A demência é uma síndrome clínica caracterizada por comprometimento adquirido e persistente de funções cognitivas, suficiente para interferir na autonomia e nas atividades de vida diária do indivíduo. Não é uma doença única, mas um conjunto de sinais e sintomas que podem ter diversas etiologias — doença de Alzheimer, demência vascular, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal, entre outras. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em história, exame do estado mental, avaliação funcional e, quando necessário, exames complementares para excluir causas reversíveis ou identificar subtipos.
Os critérios diagnósticos mais utilizados na prática clínica — como os do DSM-5 (Transtorno Neurocognitivo Maior) e os do NIA-AA — exigem evidência de declínio cognitivo significativo em um ou mais domínios (memória, linguagem, função executiva, visuoespacial, etc.), com comprometimento da independência nas atividades diárias. No entanto, a alternativa B especifica "pelo menos duas áreas", o que é uma simplificação didática comum em provas de medicina, mas que captura a essência: a demência raramente se manifesta com déficit isolado de memória; há sempre envolvimento de múltiplos domínios cognitivos.
É importante distinguir demência de comprometimento cognitivo leve (CCL): no CCL, há déficits cognitivos mensuráveis, mas sem impacto significativo na funcionalidade; já na demência, o comprometimento é grave o suficiente para interferir nas atividades da vida diária. Essa distinção é crucial e frequentemente cobrada em concursos.
A alternativa B é a única que combina os dois elementos essenciais: múltiplos domínios cognitivos comprometidos e inclusão da memória como um deles. As demais alternativas apresentam erros conceituais que serão detalhados a seguir.
Diagnóstico de demência
1Critérios essenciais
Declínio em múltiplos domínios
Memória
Outras funções cognitivas
Impacto na autonomia
Exclusão de delirium/causas reversíveis
2Distinção de CCL
CCL: déficit sem impacto funcional
Demência: compromete atividades diárias
3Diagnóstico é clínico
História e exame do estado mental
Exames complementares como suporte
Biópsia não é critério
Biomarcador isolado não diagnostica
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que déficits de memória, independentemente da gravidade, são o único critério diagnóstico. Isso é falso por dois motivos: (1) a demência exige comprometimento de múltiplos domínios cognitivos, não apenas memória; (2) a gravidade do déficit importa — deve ser significativa e interferir na funcionalidade. Um déficit leve de memória, sem impacto funcional, caracterizaria CCL, não demência.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente o critério fundamental: diminuição significativa do desempenho cognitivo em pelo menos duas áreas do funcionamento cognitivo, sendo a memória uma delas. Isso reflete a necessidade de comprometimento múltiplo e significativo, com impacto funcional, conforme os critérios diagnósticos de demência.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o diagnóstico exige confirmação histopatológica por biópsia. Na prática clínica, a biópsia cerebral raramente é realizada e não é critério para diagnóstico de demência — o diagnóstico é clínico, com exames complementares (neuroimagem, biomarcadores) apenas como suporte. A confirmação histopatológica é típica de estudos de pesquisa ou necropsia, não da prática clínica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Estabelece duração mínima de 3 meses para os sintomas. Não há esse critério temporal fixo nos manuais diagnósticos. O que se exige é declínio em relação ao nível prévio de funcionamento, com início insidioso e progressão, mas sem prazo mínimo arbitrário. A duração de 6 meses é por vezes citada em contextos específicos, mas não é um critério universal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a elevação da proteína tau no LCR é o único marcador diagnóstico. Biomarcadores como tau e beta-amiloide são auxiliares no diagnóstico de doença de Alzheimer, mas não são critérios isolados para demência. O diagnóstico é clínico; biomarcadores podem apoiar a etiologia, mas não substituem a avaliação clínica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre demência e doença de Alzheimer. A alternativa C e E focam em achados específicos da DA (placas amiloides, tau), mas o diagnóstico de demência é sindrômico e clínico — não depende de confirmação histopatológica nem de biomarcadores isolados. Lembre-se: demência é a síndrome; Alzheimer é uma das causas.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de diagnóstico de demência, memorize os três pilares: (1) declínio cognitivo em múltiplos domínios; (2) impacto funcional; (3) exclusão de delirium e outras causas. Se a alternativa mencionar apenas um domínio ou exigir exame invasivo, desconfie.