Questão de Medicina — Distúrbios Nutricionais — FUNDATEC 2024
Medicina›Distúrbios Nutricionais
Código
qg184689
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Uma mulher de 45 anos procura atendimento médico devido a ganho de peso progressivo nos últimos 5 anos. Ela tem 1,65 m de altura e pesa 92 kg. Sua circunferência abdominal é de 105 cm. Ela não apresenta comorbidades conhecidas e seu estilo de vida é sedentário. Qual é o critério diagnóstico mais apropriado para classificar essa paciente como obesa?
AÍndice de Massa Corporal (IMC) ≥25 kg/m².
BCircunferência abdominal >80 cm em mulheres.
CÍndice de Massa Corporal (IMC) ≥30 kg/m².
DPercentual de gordura corporal ≥20% em mulheres.
EGanho de peso ≥10% do peso corporal em 5 anos.
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GabaritoC — Índice de Massa Corporal (IMC) ≥30 kg/m².
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Obesidade: critérios diagnósticos e classificação pelo IMC
Gabarito: letra C. O critério diagnóstico mais apropriado para classificar a paciente como obesa é o IMC ≥ 30 kg/m², pois o diagnóstico de obesidade em adultos é clínico e baseado no Índice de Massa Corporal, conforme a classificação da OMS adotada pelo Ministério da Saúde. Calculando o IMC da paciente (92 kg / 1,65² m = 33,8 kg/m²), ela se enquadra em obesidade grau I, o que confirma a alternativa C como correta.
A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde como um acúmulo excessivo ou anormal de gordura corporal capaz de trazer prejuízos à saúde. O diagnóstico é essencialmente clínico e utiliza o IMC como medida substituta de gordura corporal, sendo um método de fácil aplicação, baixo custo e amplamente utilizado tanto na prática clínica quanto em estudos epidemiológicos. O IMC é calculado pela fórmula: peso (kg) dividido pela altura ao quadrado (m²).
A classificação do estado nutricional do adulto segundo o IMC segue os pontos de corte da OMS: abaixo do peso (< 18,5 kg/m²), eutrófico (18,5–24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0–29,9 kg/m²), obesidade grau I (30,0–34,9 kg/m²), obesidade grau II (35,0–39,9 kg/m²) e obesidade grau III (≥ 40,0 kg/m²). O diagnóstico de obesidade, portanto, é firmado a partir de IMC ≥ 30 kg/m², independentemente de outros parâmetros.
A circunferência abdominal (CA) é um parâmetro complementar que avalia a distribuição de gordura, especialmente a visceral, e é um fator de risco independente para doenças metabólicas e cardiovasculares. Para mulheres, considera-se risco aumentado com CA ≥ 80 cm e risco muito aumentado com CA ≥ 88 cm. No entanto, a CA não é o critério diagnóstico de obesidade em si, mas sim um marcador de risco cardiometabólico associado à obesidade central.
A alternativa A (IMC ≥ 25 kg/m²) classifica a paciente como tendo sobrepeso, não obesidade. A alternativa B (CA > 80 cm em mulheres) indica risco aumentado, mas não define obesidade. A alternativa D (percentual de gordura corporal ≥ 20%) não é um critério diagnóstico padronizado para obesidade na prática clínica. A alternativa E (ganho de peso ≥ 10% em 5 anos) não é um critério diagnóstico, mas sim um dado de história clínica.
A pegadinha desta questão está em confundir os pontos de corte: o valor de 25 kg/m² define sobrepeso, enquanto 30 kg/m² define obesidade. A banca explora exatamente essa fronteira, oferecendo o valor de sobrepeso como distrator para quem não domina a classificação.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O IMC ≥ 25 kg/m² é o ponto de corte para sobrepeso, não para obesidade. A paciente, com IMC de 33,8 kg/m², está acima desse valor, mas a alternativa não representa o critério diagnóstico de obesidade, apenas de excesso de peso.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A circunferência abdominal > 80 cm em mulheres indica risco aumentado para complicações metabólicas, mas não é critério diagnóstico de obesidade. A paciente tem CA de 105 cm, o que indica risco muito aumentado, porém o diagnóstico de obesidade é feito pelo IMC.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O IMC ≥ 30 kg/m² é o critério diagnóstico de obesidade em adultos, conforme a classificação da OMS. A paciente, com IMC de 33,8 kg/m², enquadra-se em obesidade grau I, tornando esta a alternativa correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O percentual de gordura corporal ≥ 20% em mulheres não é um critério diagnóstico padronizado para obesidade na prática clínica. A avaliação da composição corporal por percentual de gordura é um método complementar, mas não substitui o IMC como critério diagnóstico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O ganho de peso ≥ 10% do peso corporal em 5 anos é um dado de história clínica que pode indicar tendência ao ganho de peso, mas não é um critério diagnóstico de obesidade. O diagnóstico é feito pelo IMC, não pela velocidade de ganho de peso.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o ponto de corte de sobrepeso (25 kg/m²) pelo de obesidade (30 kg/m²). O candidato que memoriza apenas o valor de 25 kg/m² como "excesso de peso" pode marcar a alternativa A, mas ela classifica a paciente como tendo sobrepeso, não obesidade. Lembre-se: sobrepeso é IMC entre 25 e 29,9; obesidade é IMC ≥ 30.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de classificação nutricional, decore a tabela de IMC da OMS: < 18,5 (baixo peso), 18,5–24,9 (eutrófico), 25–29,9 (sobrepeso), 30–34,9 (obesidade I), 35–39,9 (obesidade II), ≥ 40 (obesidade III). Calcule o IMC do paciente e compare com os pontos de corte — a questão quase sempre fornece peso e altura para você fazer a conta.