Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2024
- Código
- qg184716
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SES-RJ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- AHepática esquerda.
- BHepática direita.
- CHepática comum.
- DHepática própria.
- EGastroduodenal.
GabaritoB — Hepática direita.
Gabarito: letra B. Na maioria dos casos, a artéria cística origina-se diretamente da artéria hepática direita, um ramo da artéria hepática própria. Essa é a anatomia clássica descrita nos tratados de cirurgia e anatomia cirúrgica, sendo o padrão encontrado em cerca de 70-75% dos indivíduos.
A artéria cística é o vaso responsável pela irrigação da vesícula biliar e do ducto cístico. Sua origem é um ponto crítico na cirurgia hepatobiliar, especialmente na colecistectomia, pois variações anatômicas podem levar a lesões iatrogênicas se o cirurgião não estiver atento. O conhecimento da anatomia clássica e das variações mais comuns é essencial para a segurança do procedimento.
A artéria hepática comum origina-se do tronco celíaco e segue até dar origem à artéria gastroduodenal e, em seguida, à artéria hepática própria. A artéria hepática própria, por sua vez, divide-se em artéria hepática esquerda e artéria hepática direita. É da artéria hepática direita que, na maioria dos casos, emerge a artéria cística. Essa relação é tão constante que muitos cirurgiões utilizam a artéria cística como referência para identificar a artéria hepática direita durante a dissecção do pedículo hepático.
As variações anatômicas, embora menos frequentes, são importantes: a artéria cística pode originar-se da artéria hepática esquerda, da artéria hepática comum, da artéria gastroduodenal, da artéria mesentérica superior ou até mesmo diretamente do tronco celíaco. Essas variações ocorrem em cerca de 25-30% dos casos e devem ser lembradas, pois alteram a abordagem cirúrgica. A artéria cística também pode ser dupla ou apresentar trajeto anterior ao ducto hepático comum, o que aumenta o risco de lesão durante a cirurgia.
A banca explora aqui um conhecimento anatômico fundamental, mas que exige precisão: a diferença entre a artéria hepática própria (que ainda não se dividiu) e a artéria hepática direita (que já é um ramo da própria). O candidato que confunde esses vasos erra a questão. A artéria cística não nasce da hepática comum nem da própria, mas sim de um de seus ramos terminais, a hepática direita.
Para fixar: a artéria cística é um ramo da artéria hepática direita na maioria dos casos. Essa é a regra de ouro. As demais origens são variações que, embora possam ocorrer, não representam o padrão mais frequente.
A artéria hepática esquerda é um ramo da artéria hepática própria que irriga o lobo esquerdo do fígado. A artéria cística raramente se origina dela (em cerca de 1-2% dos casos). A banca coloca essa alternativa para testar se o candidato conhece a diferença entre os ramos direito e esquerdo da hepática própria. A origem na hepática esquerda é uma variação rara, não o padrão.
A artéria cística origina-se da artéria hepática direita na maioria dos casos (cerca de 70-75%). Esse é o padrão anatômico clássico descrito nos livros de anatomia e cirurgia. A artéria hepática direita é um ramo da artéria hepática própria e segue em direção ao lobo direito do fígado, dando origem à artéria cística ao longo do seu trajeto. Essa relação é fundamental na colecistectomia, pois a identificação da artéria cística ajuda a localizar a artéria hepática direita.
A artéria hepática comum é o tronco que dá origem à artéria gastroduodenal e à artéria hepática própria. A artéria cística não se origina diretamente dela, mas sim de um ramo mais distal (a hepática direita). A origem na hepática comum é uma variação rara, presente em cerca de 1-2% dos casos. A alternativa confunde o tronco proximal com o ramo distal.
A artéria hepática própria é o segmento da artéria hepática que vai da origem da gastroduodenal até a bifurcação em hepática esquerda e direita. A artéria cística não se origina diretamente dela, mas sim de um de seus ramos terminais (a hepática direita). A alternativa é uma pegadinha clássica: o candidato pode lembrar que a cística vem da hepática, mas não especificar qual ramo. A origem na hepática própria é extremamente rara.
A artéria gastroduodenal é um ramo da artéria hepática comum que irriga o estômago e o duodeno. A artéria cística não se origina dela. Essa alternativa testa se o candidato conhece os ramos do tronco celíaco e da hepática comum. A origem na gastroduodenal é uma variação muito rara, descrita em menos de 1% dos casos.
A banca explora a confusão entre a artéria hepática própria e a artéria hepática direita. Muitos candidatos lembram que a cística vem da hepática, mas não especificam qual ramo. A hepática própria é o tronco que ainda não se dividiu; a hepática direita é um dos ramos terminais. A cística nasce da direita, não da própria. Fique atento a essa distinção na prova.
Gabarito: letra B
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