Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — FUNDATEC 2024
- Código
- qg184721
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SES-RJ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- APorta.
- BCava.
- CEsplênica.
- DHepática.
- EMesentérica superior.
GabaritoC — Esplênica.
Gabarito: letra C. As veias gástricas curtas e a veia gastromental (gastroepiplóica) esquerda drenam para a veia esplênica, que por sua vez se une à veia mesentérica superior para formar a veia porta — essa é a via clássica do retorno venoso do estômago ao sistema porta hepático. A questão testa o conhecimento da anatomia venosa gástrica, e a alternativa correta é a que nomeia o vaso que recebe diretamente essas tributárias.
A drenagem venosa do estômago faz parte do sistema porta, que coleta o sangue venoso de toda a área esplâncnica — esôfago distal, estômago, pâncreas, baço, intestino delgado, cólon e vesícula biliar — e o conduz ao fígado. O sistema porta é formado pela veia porta e suas divisões intra-hepáticas, além do conjunto de veias que drenam essa região. A veia porta, por sua vez, é formada pela confluência das veias esplênica e mesentérica superior, ao nível da segunda vértebra lombar, atrás da cabeça do pâncreas.
As veias gástricas curtas originam-se na região do fundo gástrico e da curvatura maior, próximas ao baço, e desembocam diretamente na veia esplênica. A veia gastroepiplóica esquerda (também chamada gastromental esquerda) acompanha a curvatura maior do estômago e também drena para a veia esplênica, próximo ao hilo esplênico. Já a veia gástrica esquerda, que drena a pequena curvatura, na maioria dos casos penetra diretamente na veia porta, embora possa ser afluente da veia esplênica em algumas variações anatômicas.
A veia esplênica origina-se no hilo do baço, após o agrupamento de 5 a 15 canais principais, que se juntam na altura da cauda do pâncreas com os vasos curtos do estômago, formando o tronco da veia esplênica. Nesse tronco desembocam ainda a veia gastroepiplóica esquerda e vários ramos da cabeça do pâncreas. A veia mesentérica superior recebe ramos do intestino delgado, da metade direita do cólon, da cabeça do pâncreas e, por vezes, a veia gastroepiplóica direita.
A compreensão dessa anatomia é fundamental para o entendimento da hipertensão portal, síndrome resultante de qualquer obstáculo ao fluxo sanguíneo no tronco porta ou em seus ramos. Quando há obstrução, as veias colaterais anatomicamente mais próximas começam a se desenvolver para drenar o sangue do sistema porta para o sistema cava, originando complicações como varizes esofágicas e gástricas. As varizes gástricas, por exemplo, formam-se a partir de anastomoses entre os vasos periesplênicos e as veias gástricas curtas.
A pegadinha desta questão está em confundir a drenagem das veias gástricas curtas e da gastroepiplóica esquerda com a drenagem da veia gástrica esquerda, que na maioria dos casos vai diretamente para a veia porta. O candidato que não distingue essas tributárias pode marcar a alternativa A (porta), mas o correto é que as veias citadas no enunciado drenam para a esplênica. Guarde a fronteira: veias gástricas curtas e gastroepiplóica esquerda → veia esplênica; veia gástrica esquerda → veia porta (na maioria dos casos).
A veia porta é o destino final do sangue venoso gástrico, mas não é o vaso que recebe diretamente as veias gástricas curtas e a gastroepiplóica esquerda. Essas veias drenam primeiro para a veia esplênica, que depois se une à mesentérica superior para formar a veia porta. A alternativa confunde o destino final com o vaso tributário imediato.
A veia cava recebe o sangue venoso do fígado através das veias hepáticas, mas não recebe diretamente as veias gástricas curtas nem a gastroepiplóica esquerda. Essas veias pertencem ao sistema porta, não ao sistema cava. A alternativa inverte o sistema de drenagem.
As veias gástricas curtas e a veia gastroepiplóica esquerda desembocam diretamente na veia esplênica, que se forma no hilo do baço e recebe essas tributárias ao longo de seu trajeto. A veia esplênica, por sua vez, une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta. Esta é a descrição anatômica clássica da drenagem venosa gástrica.
A veia hepática drena o sangue do fígado para a veia cava inferior, não recebendo tributárias gástricas. As veias gástricas curtas e a gastroepiplóica esquerda drenam para a veia esplênica, que faz parte do sistema porta, não do sistema hepático de drenagem.
A veia mesentérica superior recebe ramos do intestino delgado, da metade direita do cólon, da cabeça do pâncreas e, por vezes, a veia gastroepiplóica direita — não as veias gástricas curtas nem a gastroepiplóica esquerda. Essas veias drenam para a esplênica, não para a mesentérica superior.
A banca explora a confusão entre as tributárias do estômago: as veias gástricas curtas e a gastroepiplóica esquerda drenam para a veia esplênica, enquanto a veia gástrica esquerda (da pequena curvatura) drena diretamente para a veia porta na maioria dos casos. O candidato que memoriza apenas "estômago drena para a porta" marca a letra A, mas a questão pede o vaso específico que recebe as veias citadas. Com treino, você identifica essas distinções anatômicas com precisão 💪
Gabarito: letra C
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