(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/bruna-lombardi – texto adaptado especialmente
para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta função sintática exercida pela oração sublinhada no trecho a seguir: “E nem sempre por medo de que a gente sofra”.
ASujeito.
BPredicado.
CComplemento nominal.
DObjeto indireto.
EObjeto direto.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Complemento nominal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função sintática da oração subordinada substantiva completiva nominal
Gabarito: letra C. A oração sublinhada "de que a gente sofra" exerce função de complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato "medo", que exige complemento preposicionado. A banca cobra a distinção entre complemento nominal e objeto indireto: ambos pedem preposição, mas o complemento nominal liga-se a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), enquanto o objeto indireto liga-se a um verbo transitivo indireto.
No trecho do texto-base, lê-se: "E nem sempre por medo de que a gente sofra". A expressão "medo" é um substantivo abstrato que pede complemento: tem-se medo de algo. A oração "de que a gente sofra" é exatamente esse algo — o complemento do nome "medo". Como a oração é introduzida pela preposição "de" e completa um nome, classifica-se como oração subordinada substantiva completiva nominal.
Oração subordinada substantiva: Completiva nominal (Completa nome (substantivo, adjetivo, advérbio), Exige preposição, Ex.: medo de que a gente sofra); Objetiva indireta (Completa verbo transitivo indireto, Exige preposição, Ex.: gosto de que você venha); Objetiva direta (Completa verbo transitivo direto, Sem preposição, Ex.: quero que você venha)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo, núcleo da oração que concorda com o verbo. No trecho, a oração "de que a gente sofra" não pratica nem sofre a ação de nenhum verbo; ela apenas completa o sentido do nome "medo". Não há relação de concordância verbal que a caracterize como sujeito. A banca tenta confundir com a ideia de que "a gente" poderia ser sujeito, mas a oração inteira é que é analisada, e ela não exerce essa função.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Predicado é tudo o que se declara sobre o sujeito, tendo como núcleo um verbo. A oração sublinhada não contém a informação principal da declaração; ela é um complemento que se liga a um nome. No período, o predicado seria a parte que contém o verbo "é" ou "tem", por exemplo, mas a oração em questão não é o núcleo do predicado. A banca explora a confusão entre oração subordinada e predicado, mas a função sintática pedida é a da oração dentro do período, não a do período como um todo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A oração "de que a gente sofra" é introduzida pela preposição "de" e completa o sentido do substantivo abstrato "medo". Esse é o caso típico de complemento nominal: um termo que integra o sentido de um nome, vindo sempre preposicionado. A prova é substituir a oração por um substantivo: "medo de sofrimento" — o termo "de sofrimento" é complemento nominal. Assim, a oração equivalente exerce a mesma função. A banca cobra exatamente essa transposição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, ou seja, liga-se a um verbo, não a um nome. No trecho, a oração não completa nenhum verbo; ela completa o substantivo "medo". A banca arma a pegadinha clássica: como ambos são preposicionados, o candidato pode confundir. Mas a distinção é clara: objeto indireto responde a perguntas como "de quê?" em relação ao verbo (ex.: "gosto de você"), enquanto complemento nominal responde a perguntas em relação ao nome (ex.: "medo de quê?").
Alternativa E — ❌ Incorreta
Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição obrigatória. A oração sublinhada é introduzida pela preposição "de", o que já a exclui da função de objeto direto. Além disso, ela não completa verbo algum, mas sim o nome "medo". A banca coloca essa alternativa para testar se o candidato percebe a presença da preposição e a relação com o nome.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre complemento nominal e objeto indireto — ambos são preposicionados, mas o complemento nominal liga-se a um nome, enquanto o objeto indireto liga-se a um verbo. A presença do substantivo "medo" é a chave para desfazer a armadilha.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar complemento nominal, pergunte: "complementa um nome?" Se sim, é complemento nominal. Se complementa um verbo, é objeto (direto ou indireto). Troque a oração por um substantivo: se a estrutura continuar fazendo sentido, é complemento nominal.