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Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2024

PortuguêsSintaxe
Código
qg184895
Banca
FUNDATEC
Órgão
UFCSPA - RS
Ano
2024
Nível
Superior

Quem tem medo que você mude?


Por Bruna Lombardi




Imagem da questão




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/bruna-lombardi – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática exercida pela oração sublinhada no trecho a seguir: “E nem sempre por medo de que a gente sofra”.
  1. ASujeito.
  2. BPredicado.
  3. CComplemento nominal.
  4. DObjeto indireto.
  5. EObjeto direto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Complemento nominal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração subordinada substantiva completiva nominal

Gabarito: letra C. A oração sublinhada "de que a gente sofra" exerce função de complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato "medo", que exige complemento preposicionado. A banca cobra a distinção entre complemento nominal e objeto indireto: ambos pedem preposição, mas o complemento nominal liga-se a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), enquanto o objeto indireto liga-se a um verbo transitivo indireto.

No trecho do texto-base, lê-se: "E nem sempre por medo de que a gente sofra". A expressão "medo" é um substantivo abstrato que pede complemento: tem-se medo de algo. A oração "de que a gente sofra" é exatamente esse algo — o complemento do nome "medo". Como a oração é introduzida pela preposição "de" e completa um nome, classifica-se como oração subordinada substantiva completiva nominal.

1Completiva nominal
Completa nome (substantivo, adjetivo, advérbio)
Exige preposição
Ex.: medo de que a gente sofra
2Objetiva indireta
Completa verbo transitivo indireto
Exige preposição
Ex.: gosto de que você venha
3Objetiva direta
Completa verbo transitivo direto
Sem preposição
Ex.: quero que você venha
Oração subordinada substantiva
LEVELsoulevel.com.br
Oração subordinada substantiva: Completiva nominal (Completa nome (substantivo, adjetivo, advérbio), Exige preposição, Ex.: medo de que a gente sofra); Objetiva indireta (Completa verbo transitivo indireto, Exige preposição, Ex.: gosto de que você venha); Objetiva direta (Completa verbo transitivo direto, Sem preposição, Ex.: quero que você venha)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo, núcleo da oração que concorda com o verbo. No trecho, a oração "de que a gente sofra" não pratica nem sofre a ação de nenhum verbo; ela apenas completa o sentido do nome "medo". Não há relação de concordância verbal que a caracterize como sujeito. A banca tenta confundir com a ideia de que "a gente" poderia ser sujeito, mas a oração inteira é que é analisada, e ela não exerce essa função.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Predicado é tudo o que se declara sobre o sujeito, tendo como núcleo um verbo. A oração sublinhada não contém a informação principal da declaração; ela é um complemento que se liga a um nome. No período, o predicado seria a parte que contém o verbo "é" ou "tem", por exemplo, mas a oração em questão não é o núcleo do predicado. A banca explora a confusão entre oração subordinada e predicado, mas a função sintática pedida é a da oração dentro do período, não a do período como um todo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A oração "de que a gente sofra" é introduzida pela preposição "de" e completa o sentido do substantivo abstrato "medo". Esse é o caso típico de complemento nominal: um termo que integra o sentido de um nome, vindo sempre preposicionado. A prova é substituir a oração por um substantivo: "medo de sofrimento" — o termo "de sofrimento" é complemento nominal. Assim, a oração equivalente exerce a mesma função. A banca cobra exatamente essa transposição.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, ou seja, liga-se a um verbo, não a um nome. No trecho, a oração não completa nenhum verbo; ela completa o substantivo "medo". A banca arma a pegadinha clássica: como ambos são preposicionados, o candidato pode confundir. Mas a distinção é clara: objeto indireto responde a perguntas como "de quê?" em relação ao verbo (ex.: "gosto de você"), enquanto complemento nominal responde a perguntas em relação ao nome (ex.: "medo de quê?").

Alternativa E — ❌ Incorreta

Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição obrigatória. A oração sublinhada é introduzida pela preposição "de", o que já a exclui da função de objeto direto. Além disso, ela não completa verbo algum, mas sim o nome "medo". A banca coloca essa alternativa para testar se o candidato percebe a presença da preposição e a relação com o nome.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre complemento nominal e objeto indireto — ambos são preposicionados, mas o complemento nominal liga-se a um nome, enquanto o objeto indireto liga-se a um verbo. A presença do substantivo "medo" é a chave para desfazer a armadilha.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar complemento nominal, pergunte: "complementa um nome?" Se sim, é complemento nominal. Se complementa um verbo, é objeto (direto ou indireto). Troque a oração por um substantivo: se a estrutura continuar fazendo sentido, é complemento nominal.

Gabarito: letra C.

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