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Questão de Pedagogia — Temas Educacionais Pedagógicos — FUNDEP (Gestão de Concursos) 2024

PedagogiaTemas Educacionais Pedagógicos
Código
qg186635
Banca
FUNDEP (Gestão de Concursos)
Órgão
Prefeitura de Carlos Chagas - MG
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II – História
Nessa época não era incomum assistir a procissões, participar de rituais, cerimônias emocionais em teatros de corte ou de manifestações pelo fim da escravidão, que perdiam em eficácia e facilidades. Por mais que o governo tentasse recorrer a uma estratégia “reformista” — como a promulgação da Lei dos Sexagenários —, o resultado começou a ser o oposto. E os ataques vieram de todo lado, isso sem falar das rebeliões escravas que estouravam nos quatro cantos do país. “Medo” era uma palavra e um sentimento que se socializava [...]. Os senhores, impedindo o fim do regime, e tendo boa parte de seu capital imobilizado em escravos, passando-lhes a exigência de uma jornada ainda mais carregada de trabalho. As consequências foram fugas constantes, ataques e assassinatos de fazendeiros e feitores, protestos de forros e populares; movimento paralelo, diga-se de passagem, ao aumento do recurso aos castigos e sevícias [...]. Para conter o pânico, uma política atuosa ao lado dos senhores, prendendo escravos considerados indisciplinados, descaracterizando denúncias de maus-tratos e reprimindo atos de abolicionistas. Mas a indisciplina tornava-se coletiva, e os crimes cada vez mais violentos, rompendo-se assim um dos tabus de uma escravista: o monopólio do castigo corporal e da violência por parte dos brancos.SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 420-421.No contexto apresentado no texto, diversas lutas e eventos moldaram a transição para um regime de trabalho livre no Brasil. Ao trabalhar com esses dados em sala de aula, e considerar os estudos mais atualizados sobre essa transição, o professor de História pode
  1. Adesenvolver uma abordagem do tema que foque na luta e na resistência dos escravizados, problematizando a visão tradicional de que os africanos e afrodescendentes eram vítimas passivas.
  2. Bdebater sobre as leis abolicionistas impostas pelo Governo Imperial e a consequente ocorrência da sociedade contra essas medidas, que foram responsáveis pela longevidade da Monarquia no país.
  3. Cpromover discussões sobre a forma violenta que os escravizados adotaram na luta abolicionista, o que favoreceu a morosidade no processo que levou ao fim do regime escravocrata no Brasil.
  4. Ddestacar o protagonismo feminino da princesa Isabel, que, contrariando os interesses da elite escravizada reacionária, apoiou as diversas ações de resistência dos escravizados, que resultaram na assinatura da famosa Lei Áurea.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — desenvolver uma abordagem do tema que foque na luta e na resistência dos escravizados, problematizando a visão tradicional de que os africanos e afrodescendentes eram vítimas passivas.

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