Questão de Português — Interpretação de Textos — HL 2024
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qg205097
- Banca
- HL
- Órgão
- Prefeitura de Limeira do Oeste - MG
- Ano
- 2024
- Nível
- Fundamental
Ziraldo: conheça a história e sua importânciaZiraldo Alves Pinto, mais conhecido apenas como Ziraldo, é um escritor, cartunista, jornalista, chargista, cronista, dramaturgo e pintor brasileiro. Um artista multifacetado, ele se consolidou no mercado da literatura infantil graças a personagens inesquecíveis, como o querido Menino Maluquinho, que, com certeza, marcou a infância de muitas gerações.História de ZiraldoZiraldo nasceu em 24 de outubro de 1932 em Caratinga, município de Minas Gerais, e é irmão de Zélio Alves Pinto, que também é cartunista, desenhista, jornalista e escritor, e de Ziralzi Alves Pinto. O nome Ziraldo surgiu da combinação dos nomes de seus pais, que se chamavam Zizinha e Geraldo.Desde cedo, ele mostrava talento para a arte e com apenas seis anos teve um desenho publicado no jornal Folha de Minas.O escritor estudou no Rio de Janeiro por dois anos, onde concluiu o ensino médio. Logo voltou para Caratinga e se formou no curso de Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1957.A carreira de Ziraldo começou na Revista Era Uma VezA carreira de Ziraldo começou na Revista Era Uma Vez, na qual ele fazia colaborações mensalmente. Logo ele começou a trabalhar na Folha da Manhã, que hoje é a Folha de S. Paulo.Por lá, ele tinha a função de desenhar uma coluna de humor. Com essa experiência, começou a conquistar reconhecimento nacional. Em 1957, o artista começou a trabalhar na revista O Cruzeiro.Mas foi nos anos 60 que o artista simplesmente explodiu e se tornou um verdadeiro sucesso, graças ao lançamento da primeira revista brasileira em quadrinhos colorida desenvolvida por um único autor, que se chamava A Turma do Pererê.A Turma do PererêAs histórias que faziam parte da obra já vinham sendo divulgadas na revista O Cruzeiro desde o ano de 1959. Apesar de ter sido um grande sucesso e uma das maiores tiragens da época, A Turma do Pererê foi cancelada em 1964, com o início da Ditadura Militar no Brasil. Mas, nos anos 70, ela chegou a ser relançada.Em 1963, Ziraldo começou a trabalhar no Jornal do Brasil e lançou personagens de sucesso, como Supermãe, Jeremias e Mineirinho.O PasquimDurante a Ditadura Militar, Ziraldo, junto a outros humoristas, fundou o jornal O Pasquim, que fazia oposição ao regime da época. O tablóide de humor revolucionou o jornalismo e contou com a participação de diversas personalidades de destaque, como o jornalista Tarso de Castro e os cartunistas Jaguar e Henfil.Toda a redação do jornal chegou a ser presa em novembro de 1970, devido à publicação de uma sátira do quadro de Dom Pedro às margens do Rio Ipiranga.O Menino MaluquinhoFoi em 1969 que Ziraldo se lançou no mundo literário infantil com seu primeiro livro, que se chama Flicts. A novidade fez tanto sucesso que foi premiada pelo Prêmio Nobel Internacional do Humor.Em 1980, o escritor lançou uma das principais obras infantis de sua carreira: O Menino Maluquinho. A obra retrata uma criança cheia de energia e imaginação que vive com uma panela na cabeça.O sucesso foi tão grande que os livros ganharam uma adaptação em diversos formatos: TV, streaming, teatro, vídeo game e muito mais. Um exemplo é a série para televisão produzida pela TVE Brasil. Recentemente, a Netflix também lançou uma versão animada da história do autor, sendo a primeira série de animação brasileira do streaming.Assinale a alternativa verdadeira quanto à história de Ziraldo:
- AO multifacetado artista apresentava aptidão para arte desde os 10 anos de idade, quando teve seu primeiro desenho publicado
- BO primeiro livro do Menino Maluquinho foi lançado por Ziraldo em 1969 e fez tanto sucesso que foi indicado ao Prêmio Nobel Internacional de Humor.
- CZiraldo tinha como função no Jornal da Manhã (atual Folha de S. Paulo) de desenhar a coluna de humor, o que te deu reconhecimento internacional.
- DPor causa de uma crítica debochada do quadro de Dom Pedro, todos da redação do jornal O Pasquim foi detida pela Ditadura Militar em 1970.