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Questão de Medicina Legal — Asfixiologia Forense — IADES 2024

Medicina LegalAsfixiologia Forense
Código
qg206030
Banca
IADES
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA - GO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Legista de 3ª Classe - Geral
Além da busca de elementos comprobatórios de vida extrauterina, outra contribuição importante da perícia em casos suspeitos de infanticídio é o rastreio de evidências que denotem emprego de violência. A respeito de possíveis achados indicativos de violência, assinale a alternativa correta.
  1. ANos casos que envolvem asfixia por estrangulamento pelo cordão umbilical, é impossível fazer o diagnóstico diferencial com acidentes obstétricos de circular de cordão.
  2. BO afundamento em região parietal, unilateral, exclui a hipótese de tocotraumatismo.
  3. CFraturas que envolvem os ossos parietais são bastante frequentes em casos de agressão por instrumento contundente.
  4. DEm casos de asfixia por estrangulamento, não é possível diferenciar o sulco por causa das pregas naturais da pele do pescoço.
  5. EA fratura do occipital ao nível da união da porção basal com a escamosa associada à rotura dos seios da dura-máter indica sempre uma ação criminosa.
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GabaritoC — Fraturas que envolvem os ossos parietais são bastante frequentes em casos de agressão por instrumento contundente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Asfixiologia Forense e Traumatologia em Infanticídio

Gabarito: letra C. Em casos suspeitos de infanticídio, a perícia busca sinais de violência. A alternativa C afirma que fraturas dos ossos parietais são frequentes em agressões por instrumento contundente — o que é correto, pois a cabeça é alvo comum e os parietais são ossos delgados e fraturam com facilidade. Vejamos cada alternativa:

Alternativa

Afirmação

Análise Pericial

Conclusão

A

Asfixia por estrangulamento pelo cordão umbilical: impossível diagnóstico diferencial com acidente obstétrico de circular de cordão

Cordão umbilical deixa sulco horizontal, contínuo e homogêneo; presença de sinais de luta vital permite diferenciação

❌ Incorreta

B

Afundamento em região parietal, unilateral, exclui hipótese de tocotraumatismo

Afundamento parietal unilateral pode ser causado por fórceps durante o parto; não exclui tocotraumatismo

❌ Incorreta

C

Fraturas dos ossos parietais são frequentes em agressão por instrumento contundente

Cabeça é alvo comum; parietais são ossos delgados e fraturam com facilidade em crimes contra crianças

✅ Correta (Gabarito)

D

Asfixia por estrangulamento: impossível diferenciar sulco de pregas naturais da pele do pescoço

Sulco do estrangulamento é horizontal, uniforme e contínuo; pregas naturais são finas, irregulares e não circundam todo o pescoço

❌ Incorreta

E

Fratura do occipital (junção basal-escamosa) com rotura dos seios durais indica sempre ação criminosa

Fratura em anel pode ocorrer em quedas, acidentes automobilísticos ou outros traumas; não é exclusiva de crime

❌ Incorreta

1Asfixia por cordão umbilical
Sulco horizontal, contínuo, homogêneo
Diagnóstico diferencial possível
2Afundamento parietal
Pode ser tocotraumatismo (fórceps)
Não exclui violência
3Fratura de parietais
Frequente em agressão contundente
Ossos delgados e expostos
4Sulco de estrangulamento
Horizontal e uniforme
Diferenciável de pregas naturais
5Fratura do occipital (anel)
Junção basilar-escamosa
Pode ser acidental (queda, acidente)
Sinais de violência em infanticídio
LEVELsoulevel.com.br
Sinais de violência em infanticídio: Asfixia por cordão umbilical (Sulco horizontal, contínuo, homogêneo, Diagnóstico diferencial possível); Afundamento parietal (Pode ser tocotraumatismo (fórceps), Não exclui violência); Fratura de parietais (Frequente em agressão contundente, Ossos delgados e expostos); Sulco de estrangulamento (Horizontal e uniforme, Diferenciável de pregas naturais); Fratura do occipital (anel) (Junção basilar-escamosa, Pode ser acidental (queda, acidente))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma ser impossível diferenciar asfixia por cordão umbilical de acidente obstétrico. Na verdade, o cordão umbilical deixa sulco característico (horizontal, contínuo, homogêneo) e a presença de sinais de luta vital pode indicar ação criminosa, permitindo o diagnóstico diferencial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O afundamento parietal unilateral não exclui tocotraumatismo; ao contrário, pode ser causado por fórceps durante o parto. É necessário analisar o contexto (presença de outras lesões, vitalidade, etc.).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As fraturas dos ossos parietais são muito comuns em agressões por instrumento contundente (martelo, barra, etc.), especialmente em crimes contra crianças, onde a cabeça é frequentemente visada. A fragilidade óssea e a localização exposta tornam esses ossos vulneráveis.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sulco do estrangulamento (horizontal, uniforme) é perfeitamente diferenciável das pregas naturais da pele, que são mais finas, irregulares e não circundam todo o pescoço de modo contínuo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A fratura do occipital (na junção basilar-escamosa) com rotura dos seios durais é conhecida como “fratura em anel” e pode ocorrer em quedas, acidentes automobilísticos ou outros traumas, não sendo exclusiva de ação criminosa. É necessário investigar as circunstâncias.

PEGA ESSA DICA!

Em perícias de infanticídio, priorize a análise da vitalidade (docimasia hidrostática) e dos sinais de violência. As fraturas cranianas são frequentes, mas sempre contextualize com achados de reação vital e mecânica do trauma.

Gabarito: letra C.

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