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Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — IADES 2024

Medicina LegalOdontologia Legal
Código
qg206067
Banca
IADES
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA - GO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Odontolegista de 3ª Classe – Geral
Apesar dos grandes avanços na área da reconstrução facial forense, ainda há muitos desafios a serem superados. Assinale a alternativa que corresponde a um desafio para a reconstrução facial forense no Brasil.
  1. ARealizar a osteometria, a partir do esqueleto, e a craniometria, a partir do crânio seco, para estimar características individuais de acordo com escalas objetivas que podem ser reproduzidas por qualquer pesquisador.
  2. BUtilizar pontos de referência para realizar mensurações no crânio, uma vez que pontos-chave não são facilmente localizáveis nos pontos anatômicos cranianos.
  3. CEstimar a quantidade de rugas e linhas de expressões a partir da estimativa de idade do crânio, em função do aumento considerável das alterações faciais com finalidade estética.
  4. DAssegurar a subjetividade do operador, pois o processo artístico e criativo não pode ser interrompido, impedindo, assim, o operador de expressar sua criatividade.
  5. EDeterminar se um crânio é humano ou não humano, já que o crânio humano, por seu formato anatômico virtualmente semelhante ao de outras espécies, pode ser facilmente confundido com o de outro animal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Estimar a quantidade de rugas e linhas de expressões a partir da estimativa de idade do crânio, em função do aumento considerável das alterações faciais com finalidade estética.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reconstrução Facial Forense e seus Desafios no Brasil

Gabarito: Alternativa C. A reconstrução facial forense envolve estimar traços da face a partir do crânio, e um dos principais desafios é a estimativa de rugas e linhas de expressão com base na idade, especialmente devido ao aumento de procedimentos estéticos que alteram a anatomia facial padrão. As demais alternativas descrevem procedimentos rotineiros ou afirmativas incorretas sobre o método.

A banca testa o conhecimento sobre as limitações práticas da técnica. A correta reconhece que as modificações faciais por intervenções estéticas (como preenchimentos, cirurgias) dificultam a correlação entre idade esquelética e características superficiais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A osteometria e a craniometria são procedimentos padrão e bem estabelecidos, não representando um desafio. O enunciado descreve exatamente o que se faz rotineiramente para estimar características individuais. Portanto, não é um desafio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que pontos-chave não são facilmente localizáveis nos pontos anatômicos cranianos. Na prática, os marcos craniométricos são bem definidos e amplamente utilizados (como glabela, nasion, mento). Embora existam variações, a localização não é considerada um desafio central; a técnica já é consolidada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Estimar rugas e linhas de expressão a partir da idade estimada pelo crânio é um desafio real, agravado pelo aumento de procedimentos estéticos (botox, preenchimentos, cirurgias) que alteram a face e tornam as previsões menos precisas. A reconstrução facial depende de médias populacionais, e as modificações estéticas individuais fogem a esses padrões.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A subjetividade do operador não é algo a ser assegurado; pelo contrário, busca-se a objetividade e a padronização dos métodos. A frase “processo artístico e criativo não pode ser interrompido” é contrária ao princípio científico da reconstrução facial, que deve ser replicável e baseada em dados.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A determinação se um crânio é humano ou não é uma etapa básica da antropologia forense, e o crânio humano possui características distintas (capacidade craniana, formato do forame magno, etc.) que o diferenciam de outros animais. Não há confusão relevante para um perito treinado; portanto, não é um desafio significativo no contexto brasileiro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca apresenta alternativas que descrevem atividades normais (A, B) ou conceitos equivocados (D, E) como se fossem desafios. O candidato deve identificar qual afirmação realmente aponta uma limitação atual da técnica. A pegada está em reconhecer que as alterações estéticas são um fator disruptivo na predição de rugas e expressões.

Conclusão: A única alternativa que elenca um desafio genuíno para a reconstrução facial forense, especialmente no Brasil com o aumento de procedimentos estéticos, é a letra C.

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