Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — IADES 2024
Medicina Legal›Odontologia Legal
Código
qg206077
Banca
IADES
Órgão
POLÍCIA CIENTÍFICA - GO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Odontolegista de 3ª Classe – Geral
A Polícia Federal do Brasil anunciou, entre os anos de 2023 e 2024, o primeiro curso de especialização em Antropologia Forense, destinado a peritos oficiais nacionais. Esse treinamento poderá preparar o perito, entre outros aspectos, para a identificação humana, incluindo casos de vítimas de desastres em massa. A International Criminal Police Organization (Interpol) norteia a identificação de vítimas de desastres em massa por meio de guias.No que concerne a esse assunto, assinale a alternativa correta.
AA Antropologia Forense tem o objetivo de facilitar a identificação humana pela reconstrução de perfis biológicos das vítimas.
BA inundação do Rio Grande do Sul (maio/2024) provocou mais de 150 mortes, sendo considerada desastre em massa fechado.
CA Interpol considera a Antropologia Forense como meio primário de identificação humana desde sua origem.
DA participação do odontolegista é restrita à fase de reconciliação na logística pericial de um desastre em massa.
EA Interpol prevê uma hierarquia pericial na qual a identificação por DNA é mais fidedigna que a odontológica.
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GabaritoA — A Antropologia Forense tem o objetivo de facilitar a identificação humana pela reconstrução de perfis biológicos das vítimas.
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Antropologia Forense e Identificação em Desastres em Massa
Gabarito: letra A. A Antropologia Forense tem como objetivo central a identificação humana por meio da reconstrução do perfil biológico (sexo, idade, estatura, ancestralidade), a partir do exame de esqueletos ou restos humanos. Essa é a definição clássica da disciplina, confirmada pela literatura forense e pelos guias da Interpol para identificação de vítimas de desastres.
A questão cobra o conhecimento dos conceitos básicos de Antropologia Forense e dos procedimentos da Interpol para Desastres em Massa (DVI). Embora o contexto fornecido (POP de Medicina Legal e Odontologia Forense) não contenha literalmente as diretrizes da Interpol, os fundamentos são consolidados na prática pericial.
A Antropologia Forense, conforme o próprio nome indica, aplica métodos da antropologia biológica ao contexto forense. Seu propósito é reconstruir o perfil biológico de um indivíduo a partir de restos ósseos ou fragmentados, fornecendo informações que auxiliam na identificação, especialmente quando outros métodos primários (papiloscopia, odontologia, DNA) não são aplicáveis. A alternativa descreve exatamente esse objetivo: "reconstrução de perfis biológicos das vítimas".
Alternativa B — ❌ Incorreta
A inundação do Rio Grande do Sul em maio de 2024, com mais de 150 mortes, é classificada como um desastre em massa aberto, não fechado. Desastres fechados são aqueles em que o número de vítimas e suas identidades são previamente conhecidos (ex.: lista de passageiros de um voo). Já desastres abertos, como enchentes e terremotos, têm número incerto de vítimas e identidades desconhecidas, exigindo processos mais complexos de identificação. A banca erra ao afirmar "fechado".
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Interpol não considera a Antropologia Forense como meio primário de identificação desde sua origem. Nos guias da Interpol para DVI (Disaster Victim Identification), os métodos primários são: papiloscopia (impressões digitais), odontologia legal e DNA. A Antropologia Forense é classificada como método secundário, útil quando os primários não são possíveis. A afirmação contradiz a hierarquia estabelecida pela própria Interpol.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A atuação do odontolegista em desastres em massa não se restringe à fase de reconciliação. O odontologista participa de todas as fases do processo DVI: coleta de dados antemortem (registros odontológicos das vítimas), exame postmortem (análise dos arcos dentais dos corpos) e reconciliação (comparação dos dados). A alternativa limita indevidamente a participação a uma única fase.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A Interpol não estabelece hierarquia de fidedignidade entre os métodos primários. DNA, odontologia legal e papiloscopia são tratados como igualmente válidos e confiáveis, cada um com suas vantagens e limitações. A escolha do método depende da disponibilidade de dados antemortem e das condições dos corpos. Dizer que o DNA é "mais fidedigno" que o odontológico é incorreto — ambos são primários e têm alto poder de individualização.
PEGA ESSA DICA!
Memorize os três métodos primários de identificação da Interpol: papiloscopia, odontologia legal e DNA. A Antropologia Forense é método secundário (auxiliar). Em questões sobre desastres, distinga sempre "aberto" (desconhecido) de "fechado" (conhecido). Esses pontos são recorrentes em concursos de Medicina Legal e Odontologia Legal.