Questão de Fisioterapia — Fisioterapia Cardiovascular — IADES 2024
FisioterapiaFisioterapia Cardiovascular
- Código
- qg207026
- Banca
- IADES
- Órgão
- SMS de São Paulo - SP
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Multidisciplinar - Fisioterapia
Uma paciente de 65 anos de idade, com histórico de fibrilação atrial, foi atendida no pronto-socorro com crise hipertensiva, admitida consciente na unidade de terapia intensiva (UTI), com regular padrão respiratório e hipertensão. A paciente evoluiu com congestão pulmonar, apresentou também taquipneia, (FR = 31 irpm) e foi diagnosticada então com insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Verificaram-se gasometria com SatO2 = 90%, PaO2 = 70 mmHg e PaCO2 = 47 mmHg. Ela fez uso de ventilação mecânica (VM) não invasiva por cerca de sete dias evoluindo com alta da UTI após 10 dias e sendo transferida para a enfermaria. Sabe-se que pacientes com período moderado a longo na UTI podem apresentar algumas condições, como a síndrome pós-terapia intensiva (SPTI). Com relação a esse caso clínico, ao tratamento fisioterapêutico na UTI e à reabilitação cardiovascular, assinale a alternativa correta.
- AÉ importante que a paciente seja encaminhada para a reabilitação cardiovascular (RCV) após a alta hospitalar. A fase 1 da RCV começa imediatamente após a alta hospitalar e tem duração média de três meses.
- BEntre as principais disfunções apresentadas em pacientes com SPTI, a disfunção cognitiva pode estar presente em até 15% dos pacientes.
- CA VM não invasiva em pacientes cardiopatas pode ser aplicada somente pelo CPAP, pois trabalha com apenas um nível pressórico.
- DUma das recomendações para o uso de ventilação não invasiva (VNI) é para evitar a entubação orotraqueal, principalmente em pacientes com grande esforço respiratório e Pa02 abaixo de 50 mmHg e SaO2 < 70%, mesmo em uso de O2 suplementar por máscara ou catéter.
- EA permanência prolongada em um leito de UTI pode ser considerada como um risco potencial para desenvolvimento de diversas comorbidades, apresentando risco para o funcionamento de diversos órgãos e sistemas, como a polineuropatia do paciente crítico.