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Questão de Direito Civil — Atos Ilícitos — IBADE 2024

Direito CivilAtos Ilícitos
Código
qg210065
Banca
IBADE
Órgão
Prefeitura de Jaru - RO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal
Acerca dos atos ilícitos, é correto dizer que, de acordo com o Código Civil:
  1. Aa violação da boa-fé não pode ser considerada um ato ilícito;
  2. Ba deterioração ou destruição da coisa alheia, a fim de remover perigo iminente, não será considerada legítima mesmo se as circunstâncias a tornarem necessária;
  3. Cconstituem atos ilícitos mesmo aqueles praticados em legítima defesa;
  4. Do exercício de direito que excede o limite dos bons costumes pode ser considerado um ato ilícito;
  5. Eaquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, desde que não exclusivamente moral, comete ato ilícito.
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GabaritoD — o exercício de direito que excede o limite dos bons costumes pode ser considerado um ato ilícito;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atos ilícitos no Código Civil

Gabarito: letra D. O exercício de direito que excede os limites dos bons costumes configura abuso de direito, considerado ato ilícito pelo art. 187 do Código Civil. A alternativa D reproduz corretamente esse conceito.

A banca testa o conhecimento dos arts. 186, 187 e 188 do CC, especialmente a distinção entre ato ilícito puro, abuso de direito e as excludentes de ilicitude.

Atos ilícitos (CC)
  • 1Ato ilícito puro (art. 186)
    • Ação ou omissão voluntária
    • Negligência ou imprudência
    • Violação de direito
    • Dano (material ou moral)
  • 2Abuso de direito (art. 187)
    • Excede limites
      • Fim econômico ou social
      • Boa-fé
      • Bons costumes
  • 3Excludentes de ilicitude (art. 188)
    • Legítima defesa
    • Exercício regular de direito
    • Estado de necessidade
      • Destruição de coisa alheia
      • Absolutamente necessário
      • Limites do indispensável
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a violação da boa-fé não pode ser considerada ato ilícito. O art. 187, porém, inclui a boa-fé entre os limites cuja violação caracteriza abuso de direito, que é ato ilícito. Logo, a afirmação é falsa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que a deterioração ou destruição da coisa alheia para remover perigo iminente não será legítima, mesmo que necessária. O art. 188, II, e seu parágrafo único estabelecem o contrário:

Art. 188CC

Art. 188 — Não constituem atos ilícitos:

II — a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Parágrafo único — No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo.

Portanto, se for absolutamente necessária, a conduta é legítima (excludente de ilicitude).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que atos em legítima defesa constituem atos ilícitos. O art. 188, I, é claro:

Art. 188CC

Art. 188 — Não constituem atos ilícitos:

I — os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido.

Logo, são excluídos da ilicitude.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O enunciado reproduz o teor do art. 187:

Art. 187CC

Art. 187 — Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Assim, o exercício abusivo de direito, inclusive por violação dos bons costumes, é ato ilícito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o ato ilícito exige dano "não exclusivamente moral". O art. 186, porém, diz o oposto:

Art. 186CC

Art. 186 — Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

A banca trocou "ainda que exclusivamente moral" por "desde que não exclusivamente moral", invertendo a literalidade.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa E é a típica armadilha de troca de conectivo: o CC inclui o dano moral puro como suficiente para o ato ilícito; a banca substitui "ainda que" por "desde que não". Memorize a redação exata do art. 186 para não cair.

Gabarito: letra D.

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