Questão de Medicina Legal — Odontologia Legal — IBADE 2024
Medicina Legal›Odontologia Legal
Código
qg211121
Banca
IBADE
Órgão
Prefeitura de Jaru - RO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Odontólogo
Considere a seguinte situação: Durante uma perícia odontolegal, um odontólogo é chamado para identificar um corpo através da análise de registros dentários. No entanto, os registros disponíveis são parciais e apresentam algumas inconsistências com os achados. Considerando a situação descrita, assinale a alternativa CORRETA.
AO odontólogo deve interromper a análise e declarar a impossibilidade de identificação sem registros completos;
BMesmo com registros parciais, o odontólogo pode realizar a identificação, utilizando técnicas complementares de análise;
CA identificação só pode ser considerada válida se os registros dentários forem complementados com o DNA;
DO odontólogo deve modificar os registros para que correspondam aos achados, garantindo a identificação;
EA análise odontolegal não é um método válido para identificação em casos de registros parciais.
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GabaritoB — Mesmo com registros parciais, o odontólogo pode realizar a identificação, utilizando técnicas complementares de análise;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Odontologia Legal e identificação com registros parciais
Gabarito: letra B. Mesmo diante de registros parciais e inconsistentes, o odontolegista pode realizar a identificação utilizando técnicas complementares de análise, como a avaliação métrica, morfológica e, se necessário, exames de DNA. A perícia odontológica não exige registros completos para ser válida; a análise é adaptável às condições dos vestígios.
A banca testa o conhecimento sobre os limites e possibilidades da identificação odontológica. O erro comum é supor que registros incompletos inviabilizam o exame, quando na verdade a prática pericial prevê abordagens complementares para superar lacunas.
1Registros parciais disponíveis
2Análise métrica e morfológica
3Técnicas complementares (DNA, sobreposição)
4Conclusão baseada no conjunto de evidências
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o odontólogo deve interromper e declarar impossibilidade. Isso contraria os princípios da odontologia forense, que admitem a análise com dados parciais e o emprego de métodos auxiliares (ex.: sobreposição de imagens, análise de desgastes, registro fotográfico). A declaração de impossibilidade é exceção, não regra.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto de apoio (procedimentos de Odontologia Forense) demonstra que a perícia pode ser realizada mesmo com registros incompletos, utilizando técnicas como moldagens, análise métrica, comparação de características dentárias e coleta de DNA por swab. A identificação positiva, provável, possível ou inconclusiva é sempre baseada na totalidade das evidências disponíveis.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A identificação odontológica não depende obrigatoriamente do DNA para ser válida; a análise dos próprios registros dentários, quando feita com rigor, pode ser suficiente. O DNA é uma técnica complementar, não condição de validade. A alternativa generaliza indevidamente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Modificar registros para forçar a correspondência é antiético, ilegal e viola a cadeia de custódia e a imparcialidade pericial. O perito deve registrar fielmente os achados, nunca alterá-los.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A odontologia legal é método consagrado de identificação humana, inclusive com registros parciais. A afirmativa nega a validade do método, o que é falso diante da prática e da literatura forense.
NÃO CAIA NESSA!
As alternativas A e E exploram a ideia de que registros parciais tornariam a identificação inviável. Cuidado: a perícia odontológica é flexível e admite várias fontes de prova. A banca tenta fazer você escolher uma generalização incorreta. Fique atento ao termo "só" na C e ao "não é válido" na E.