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Questão de Português — Sintaxe — IBFC 2024

PortuguêsSintaxe
Código
qg217647
Banca
IBFC
Órgão
Correios
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Agente de - Carteiro
Amor com cabeça de oito

   Seu Manéu era o carroceiro da nossa rua e também o único carroceiro que eu conhecia. Quando eu tinha oito, não entendia que quando um pai de família é carroceiro isso quer dizer que ele não tem muita escolha de sustento. Na minha cabeça de oito, ser carroceiro era algo incrível, uma profissão de controle, um ser dono de uma carruagem própria, mas é claro que eu também não pensava na malvadeza que era pro coitado do jumento, que puxava no espinhaço um monte de tijolo, de mudança, de terra, de qualquer coisa empilhada que obrigassem o jumento a puxar.

   Feito um pai de família sem opção de sustento, o jumento era condenado a sustentar um peso que não era seu. Mas eu, com minha cabeça de oito, achava a carroça maravilhosa, rangendo rua acima e rua abaixo, contando histórias de onde vinha. [...]

(ARRAES, Jarid. Redemoinho em dia quente. 1ª ed. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019)
Em “é claro que eu também não pensava na malvadeza” (1º§), tem-se um período composto, em que a segunda oração exerce a função sintática de __. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
  1. Apredicativo.
  2. Bobjeto direto.
  3. Cadjunto adnominal.
  4. Dsujeito.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — sujeito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática da oração subordinada em "é claro que..."

Gabarito: letra D. A oração "que eu também não pensava na malvadeza" exerce a função de sujeito do verbo "é" (ser) na oração principal "é claro". Trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Análise da estrutura

No trecho: "é claro que eu também não pensava na malvadeza", temos:

  • Oração principal: "é claro" (verbo de ligação ser + predicativo "claro").

  • Oração subordinada: "que eu também não pensava na malvadeza" (iniciada pela conjunção integrante "que").

Essa oração subordinada funciona como o sujeito da oração principal, pois responde à pergunta: "O que é claro?" → "que eu não pensava na malvadeza". É o sujeito do verbo "é".

Alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta (predicativo)

Predicativo é o termo que atribui característica ao sujeito por meio de verbo de ligação. No período, "claro" já exerce a função de predicativo do sujeito (subentendido "isso"). A oração subordinada não poderia ser predicativo, pois quem recebe a característica é o sujeito, não a oração.

Alternativa B — ❌ Incorreta (objeto direto)

Objeto direto complementa verbo transitivo direto. O verbo "é" (ser) é de ligação, não transitivo. Portanto, não há objeto direto. A oração subordinada completa o sentido do verbo "é"? Sim, mas como sujeito, não como objeto.

Alternativa C — ❌ Incorreta (adjunto adnominal)

Adjunto adnominal é termo acessório que modifica um substantivo. Aqui não há substantivo na oração principal que a oração modifique; ela se liga ao verbo de ligação como sujeito oracional.

Alternativa D — ✅ Correta (sujeito) ⟵ GABARITO

Conforme explicado, a oração "que eu também não pensava na malvadeza" exerce a função de sujeito da oração principal, caracterizando-se como oração subordinada substantiva subjetiva.

Conclusão

O gabarito é a letra D, pois a segunda oração do período composto analisado funciona como sujeito do verbo "é".

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

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